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Entrevista: Into The Void

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Leonard Cohen

"As velhas ideias deste senhor ainda são muito superiores à várias novas sensações do cenário musical."

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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Melhores Discos de 2010 - Parte 5

O ano de 2010 vai se acabando e deixando a sensação de que a música continua firme e forte, lançando diversos músicos competentíssimos, de muita qualidade e criatividade.

Se um top 20 de melhores álbuns do ano ainda deixaria um tanto de bons trabalhos de fora, um top 10 é quase martirizante de se fazer. Na minha lista, entraram e sairam vários álbuns, por várias vezes, e quando eu achava que ela estava finalmente pronta, tinha que fazer mais alguma mudança.

Tive que deixar bandas e álbuns que gosto muito de fora, mas estou satisfeito com o produto final. Então, confira abaixo a última lista de "Melhores de 2010" pelo Metal Is The Law, e não se esqueça de comentar, mesmo que a lista destoe da sua opinião.

Lista elaborada por Douglas Paraguassú



10°) Witchkrieg - Witchery

Álbum super pesado mas com muito mais qualidade do que um "death metal podrão". Aqui você encontra riffs beirando o thrash metal e solos habilidosos, com direito a participações especiais de Kerry King (Slayer), Gary Holt e Lee Altus (Exodus) e Hank Shermann (ex-Mercyful Fate). É o melhor álbum da carreira do Witchery.


9°) The Seraphic Clockwork - Vanden Plas

Metal Progressivo competentíssimo do Vanden Plas, mostrando que sabe o que faz ao trabalhar com um estilo musical tão difícil. Álbum cheio de melodia e momentos de ápice.


8°) Blood Of The Nations - Accept

Por incrível que pareça, eu detestei esse álbum nas primeiras vezes que eu ouvi, quando foi lançado. Mas como eu vi a quantidade de elogios que "Blood Of The Nations" estava recebendo, resolvi por ele para tocar mais vezes e percebi o enorme erro que cometi ao renegá-lo. O Accept simplesmente produziu uma das maiores obras-primas de sua carreira.


7°) Axioma Ethica Odini - Enslaved

O Enslaved produziu um grande disco. Músicas marcadas por incríveis guturais, passagens acústicas, melodia e peso. Para quem é fã de música pesada, vale a pena ouvir.


6°) Sting In The Tail - Scorpions

Encerram a longa estrada com esse álbum, mas ao menos encerram por cima. O Scorpions foi mais uma banda que produziu um dos melhores discos de sua discografia. Hard rock que muitas vezes lembra a história gloriosa dos alemães, repleto de músicas realmente poderosas.


5°) The Fallen Grace - The Archetype

Os italianos do The Archetype fizeram um álbum sensacional. Uniram vocais guturais e vocais limpos, partes melódicas surpreendentes, músicas fortes e baladas formidáveis, inclusive uma delas cantada na língua nativa dos músicos. Agora, foi só eu que vi na capa a bandeira da Itália na janela?


4°) Black Country - Black Country Communion

Aí está um supergrupo para dar o que falar e muito o que ouvir. Músicos de qualidade desconhecida por muitos como Bonamassa e Jason Bonham (ainda tinha que honrar o nome) se uniram aos aclamados Derek Sherinian e Glenn Hughes para lançar um álbum majestoso. Quem ainda não ouviu, deve correr imediatamente.


3°) Order Of The Black - Black Label Society

O guitarrista e dono da banda, Zakk Wylde, voltou com tudo após sua saída da banda de Ozzy Osbourne. Metal como só o guitarrista sabe fazer, bem poderoso e selvagem. Só para se tornar repetitivo, um dos melhores da história do grupo.


2°) Ironbound - Overkill

Esses caras parecem ter voltado aos 20 anos, que petardo! Não só a cozinha e as guitarras soam muito bem, como o vocalista Bobby "Blitz" canta demais com seus vocais hostis e animalescos. Clássico!


1°) Discipline Of Hate - Korzus

O primeiro lugar da minha lista vai para os brasileiros do Korzus, de forma muito merecida. A muito tempo que o Brasil não lançava algo tão bom dentro do thrash metal. "Discipline Of Hate" é primoroso e com ele esperamos que essa banda tão esquecida ganhe o devido reconhecimento, nacional e também internacional.

domingo, 8 de agosto de 2010

Order Of The Black - Black Label Society (Resenha)

Após quatro anos desde o lançamento do até então último álbum de estúdio, Shot To Hell, o Black Label Society volta à mídia com seu mais novo petardo: Order Of The Black. Pra quem não esperava muito desse disco por achar que o velho Zakk estava ficando repetitivo e chato, com certeza deverá rever sua opinião.

O bom deste trabalho é que ele não lembra em nada o insosso Shot To Hell. Pode sim remeter ao Mafia, por exemplo, pois ele traz de volta todo o som vibrante e cheio de energia da banda. Outro aspecto que gerava bastante expectativa era como se sairia Will Hunt em sua estréia pelo Black Label. O baterista, que substitui o competente Craig Nunenmacher, era visto com desconfiança por muitos fãs, devido principalmente ao fato de constar em seu currículo o nome da banda Evanescence (onde ainda se encontra ligado). Entretanto, o músico obteve muito êxito nas baquetas e acabou de vez com a incredulidade que o rondava, não sendo exagero dizer que a bateria ganhou em qualidade. O ponto negativo fica por conta do baixo que não se sobressai como os outros instrumentos.

O álbum inicia com a estonteante Crazy Horse, que tem potencial de hit. Nela, Zakk Wylde mostra que mantém duas características que vêm marcando o som de sua banda: os inconfundíveis pinch harmonics (ou harmônicos artificiais) que já são praxe, além de efeitos de estúdio utilizados nas suas linhas vocais, especialmente nos refrões.

A próxima é Overlord, candidata a melhor faixa, com o melhor refrão do álbum e um excelente solo. Aqui está destacada a presença de Hunt, bem como na seguinte, Parade Of The Dead, single que já havia sido disponibilizada na internet. Nela, Wylde despeja mais e mais harmônicos artificiais num riff contagiante.

Com três pedradas logo de saída, nada melhor que uma balada para acalmar os ânimos. Quem cumpre essa função é Darkest Days, com um acompanhamento de piano bem legal. E diga-se de passagem, o solo é muito bonito, calmo como a canção pedia.

Black Sunday e Southern Dissolution vêm para animar novamente e manter o bom nível. Após elas, mais uma balada, Time Waits For No One (falando sobre a brevidade do tempo, tema que vem sendo presente nas letras do ex-chefe de Wylde, Ozzy Osbourne).

Agora é a vez de mais um petardo, Godspeed Hellbound, que tem um poderoso riff e pode funcionar bem tocada ao vivo. Vale destacar mais esse solo "alucinado". War Of Heaven e Shallow Grave dão continuidade. A última também possui belo trabalho de piano. Aliás, as baladas deste álbum demonstraram grande qualidade de melodia.

Uma música que chama mais atenção pelo nome exótico do que por qualquer outra coisa é Chupacabra, uma instrumental de violão ao estilo de Speedball do álbum 1919 Eternal. Riders Of The Damned repete a fórmula das outras músicas, com riff vigoroso, solo selvagem e refrões com efeitos vocais, sendo a última pesada do álbum. Mas pra encerrar, ainda temos January, feita com bases de violão. Ela remete bastante ao álbum solo do guitarrista, Book Of Shadows.

Order Of The Black é uma porrada na orelha que vem para dar novo gás à banda de um dos maiores expoentes da guitarra. Será difícil não se empolgar e mais difícil ainda será conter a expectativa de uma passagem deles pelo Brasil, algo que já parece certo.




Tracklist:

Crazy Horse
Overlord
Parade Of The Dead
Darkest Days
Black Sunday
Southern Dissolution
Time Waits For No One
Godspeed Hellbound
War Of Heaven
Shallow Grave
Chupacabra
Riders Of The Damned
January

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