Em entrevista ao Metropolis Music, os americanos do Into The Void falam sobre seu novo álbum, a cena Metal da região, o processo de criação de seus clipes e muito mais
Para comemorar o dia internacional da mulher, preparamos uma playlist especial, só com bandas de metal e rock com alguma representante feminina em sua formação. 20 músicas para todos os gostos, de rock n´ roll a death metal. Aumente o som e comente sobre as faixas e grupos escolhidos.
No primeiro "Mentes Que Inspiram", tratamos da vida e obra do ocultista Aleister Crowley e da música inspirada por ele. Desta vez falaremos sobre J. R. R. Tolkien, um dos maiores nomes da literatura do século XX, e suas obras, que continuam servindo de fonte de inspiração para músicos dos mais diversos gêneros musicais até hoje.
John Ronald Reuel Tolkien nasceu em Bloemfontein na África do Sul em 3 de Janeiro de 1892. Aos 3 anos de idade, Tolkien, seu irmão Hilary Arthur e sua mãe, Mabel Suffield, mudaram-se para a Inglaterra. O plano era passarem apenas uma temporada no país devido a questões de saúde de Mabel e seus filhos, mas acabaram permanecendo ali por toda a vida, pois em 1896 o pai, Arthur Tolkien, faleceu antes de se juntar à família. Isso tornou a renda da família muito limitada, impedindo-os de retornarem à Bloemfontein.
Mabel passou a ensinar seus filhos em casa, onde Tolkien ganhou interesse pela botânica e leitura, e mais tarde passou a estudar na King Edward's School. Aos 12 anos, sua mãe faleceu devido à diabetes. Ele e seu irmão passaram a viver com o Padre Francis Xavier Morgan e converteu-se ao catolicismo.
Iniciou sua carreira acadêmica em 1911, na Universidade de Oxford. Estudou inicialmente Arte e Culturas Clássicas, mas em 1913 mudou-se para o curso de Inglês e Literatura, se formando em 1915 como o primeiro aluno da classe.
Em 1916, mesmo ano em que se casou, Tolkien foi chamado para defender a Inglaterra na Primeira Guerra Mundial, tendo sobrevivido à Batalha do Somme, na França. Um ano depois nasceu seu primeiro filho e no ano seguinte, após contrair tifo, J. R. R. Tolkien pôde retornar à Inglaterra. Durante este período ele iniciou o "Livro dos Contos Perdidos", que mais tarde se converteria para "O Silmarillion". Após o fim da guerra, passou a trabalhar como professor e filólogo, sendo um importante contribuidor para o New English Dictionary.
A idéia para "O Hobbit" surgiu em 1928 enquanto corrigia as provas de seus alunos, ele contou que: "Um dos alunos deixou uma das páginas em branco – possivelmente a melhor coisa que poderia ocorrer a um examinador – e eu escrevi nela: 'Em um buraco no chão vivia um hobbit', não sabia e não sei por quê." Somente dois anos depois ele começou a escrever "O Hobbit" a partir desta frase, porém abandonou a obra no meio. Mais tarde foi encorajado a terminar o livro e em 1937 foi publicada a primeira edição.
Com o enorme sucesso da publicação, a editora queria lançar mais obras de Tolkien. Ele ofereceu "O Silmarillion", considerada por ele sua principal obra, mas a editora não o considerou "comercialmente publicável" e sugeriu uma sequência para "O Hobbit". Tolkien aceitou o desafio.
"O Senhor dos Anéis" chegou às mãos da editora em 1949, porém só foi publicado em 1954, pois a idéia de Tolkien era que "O Silmarillion" também fosse lançado, como uma espécie de primeiro volume, mas foi novamente rejeitado pela editora. Graças ao "Senhor dos Anéis", o escritor ganhou reconhecimento internacional. A obra criou um chamado "mundo secundário" e graças ao enorme conhecimento linguístico do escritor também criou novas línguas para suas obras, onde a mais elaborada é o élfico. Dentre as influências literárias presentes em "O Senhor do Anéis" pode-se notar principalmente as mitologias nórdica e britânica, além de obras como o "Anel de Nibelungo" e "Beowulf".
J. R. R. Tolkien morreu na Inglaterra no dia 02 de Setembro de 1973. Outros trabalhos do escritor foram lançados após sua morte, entre eles "O Silmarillion".
Apesar de não serem as únicas, as obras que mais influenciaram músicos foram "O Hobbit", "O Silmarillion" e "O Senhor dos Anéis". No Heavy Metal, talvez o fato mais notável seja o Blind Guardian, que lançou o álbum "Nightfall in Middle-Earth" inteiramente inspirado em "O Silmarillion". Além é claro das diversas canções inspiradas nos livros de Tolkien presentes em outros álbum, a mais óbvia de todas é sem dúvida Lord of the Rings do álbum "Tales from the Twilight World". O Summoning também possui inúmeras canções sobre o tema, assim como o Battlelore, que possui toda a discografia tratando do mundo de Tolkien. Entre os dinossauros do Rock, não se pode deixar de citar o Led Zeppelin; Jimmy Page e Robert Plant eram dois leitores de Tolkien, as músicas inspiradas em suas histórias são: Ramble On, The Battle of Evermore e Misty Mountain Hop. A banda austríaca Rivendell possui influências desde seu nome (Rivendell é uma cidade fictícia da Terra Média), que é também o nome de uma canção do Rush presente no álbum "Fly by Night", além de The Necromancer do álbum "Caress of Steel". Fora o Rivendell, outras bandas também se inspiraram em Tolkien para escolherem seus nomes, como o Gorgoroth (nome de uma área de Mordor) o Burzum e Amon Amarth.
As influências não param por aí, por isso separamos algumas músicas "Tolkien-based" na playlist abaixo. Obviamente não são todas, mas deixa a noção da enorme influência do escritor sobre bandas de Rock e Heavy Metal:
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AC/DC - Back In Black (1980) Judas Priest - British Stell(1980) Ozzy - Blizzard Of Ozz(1980) Venon - Welcome To Hell (1981) Iron Maiden - The Number Of The Beast(1982) Dio - Holy Diver (1983) Metallica - Kill´em All(1983) U2 - War (1983) Bruce Spingsteen - Born In The USA(1984) Dire Straits - Brothers In Arms (1985) Slayer - Reing In Blood (1986) Guns N´ Roses - Appetite For Destruction (1987) Motley Crue - Dr. Feelgood (1989)
Antes de falarmos das bandas surgidas nos anos 1980, acho importante abrir espaço para falar de Back In Black, o sétimo disco dos australianos do AC/DC, que apresentava o seu novo vocalista, Brian Johnson, ao mundo, que assumiu os vocais do grupo após a trágica morte de Bon Scott por envenamento alcóolico. Back In Black, é atualmente, o maior disco de rock, e o segundo mais vendido de todos os tempos. Por isso, orgulhamo-nos de Back In Black, clássico do AC/DC.
Agora indo para a história dos anos 80, na Inglaterra, um homem vai até uma loja de feitichismo (leia-se Sex Shop) e começa a comprar vários artigos de couro. Rob Halford não sabia, mas aquele momento iria definir o visual do Heavy Metal daquela década até os dias atuais. Halford levou o visual do couro, taxinhas e até motocicletas para o palco. Como na época ninguém sabia que ele era gay e da onde vinha esse tipo de roupa, todos aderiram, com fervor, ao novo estilo.
O Judas Priest surgiu na Inglaterra, junto com Saxon, Iron Maiden, Tygers Of Pan Tang, Motörhead, Angel Witch, Def Leppard entre outros. Essas banda foram rotuladas como New Wave Of British Heavy Metal (NWOBHM), que traziam mais peso e um lado vocal mais melódico. O movimento deu um gás no Heavy Metal, que estava com as suas principais bandas precurssoras em queda, tanto pelo esgotamento criativo causado pelas drogas, tanto pelo sucesso comercial do Punk na Inglaterra e nos EUA.
Além disso, Ozzy Osbourne saiu da depressão e voltou aos palcos para sua carreira solo com o arrebatador Blizzard Of Ozz, um dos melhores discos de sua carreira solo, com clássicos como Crazy Train e Mr. Crowley. Outro ex-Sabbath iniciou sua carreira nessa década, Ronnie James Dio chegava em 1983 com o renomadíssimo Holy Diver.
Havia também um rock mais leve, que também foi sucesso de vendas. Dire Straits, com melodias, hora simples, animadas e radiofônicas, hora dramáticas, frias e melancólicas, foi uma das bandas que entraram para o seleto grupo de bandas que faziam o rock de estádio. O rock de estádio não é nada mais um grupo de artistas que enchem estádios em qualquer concerto que fazem. Nos shows de grupos assim, geralmente, o foco não está na música, mas sim no entretenimento que eles oferecem das mais variadas maneiras. Pode ser um show com pirotecnias e quebra de instrumentos e efeitos especiais – vide o Kiss; um show que faça toda a platéia se sentir uma só - vide o Queen; ou ainda uma apresentação em que o artista cria uma ilusão de show intimista – vide Dire Straits e The Police.
Bruce Springsteen também foi um artista dos anos 80 que alcançou esse patamar mais elevado de apresentação. Isso se deve ao estrondoso sucesso do disco Born In USA, que tocava até em comícios e discursos políticos, e recebendo o ‘’aval’’ do governo, e elogios mais do precipitados – e equivocados – da crítica, que diziam que Springsteen era a reinvenção e o furuto do rock, os patriotas americanos esgotaram o disco e a canção título. Entretanto, a música não era como o governo pensava. Ela não se tratava do orgulho de nascer nos EUA, e sim das frustrações de alguém e depois ironiza, como se estivesse tudo bem, pois ele nasceu nos EUA.
O ápice das produções de shows caras e grandiosas foi atingido, provavelmente, pela turnê Zoo Tv, do U2, que fazia uma crítica a televisão e seu público. O palco tinha vários telões que exibiam clips de sucesso do momento e conectava canais da tv local, além de mostrar imagens da guerra do Iraque ao vivo. Bono também ligava para a casa branca várias noites na tentativa de falar com o presidente dos EUA.
Enquanto a Inglaterra dava a luz essas bandas de NWOBHM já citadas, nos EUA as bandas usavam maquiagem, salto alto e laquê. Cada vez mais, os homens se pareciam com mulheres. Isso era o Glam Metal, que enchia a programação da MTV e as paradas das rádios com bandas como Motley Crüe, Poison, Ratt, Bon Jovi e Cinderella. As letras dessas bandas falavam basicamente sobre ''diversão'', o que ajudou o sucesso comercial do estilo. Dêem uma olhada num trecho da música Girls, Girls, Girls; do Motley Crüe:
Sexta à noite e eu preciso de uma briga Minha moto e um canivete Um monte de gel no meu cabelo fica bem Mas o que eu preciso para me sentir legal são Garotas, Garotas, Garotas Pernas longas e lábios de vinho tinto Garotas Garotas Garotas Dançando na Sunset Strip
Revoltados com o rumo Pop que o Metal estava tomando, dizendo que isso era Pop de MTV, ou posers.
Revoltados com o rumo Pop que o Metal estava tomando, dizendo que isso era Pop de MTV, ou posers. Assim, bandas como Metallica, Slayer, Exodus, Megadeth, Testament, Kreator ente outras. Esse foi o Thrash Metal, que inovava ao trazer mais velocidade e agressividade, com letras que falavam sobre assuntos mais polêmicos, como guerra, opressão e violência. Apesar do Venom ser uma banda inglesa, ela está mais associada ao Thrash e ainda, ao surgimento do Black Metal, com o seu disco de 1982, Black Metal.
Mas o Metal foi banido pelos fanaticos religiosos, que queimavam, em praça pública, discos de hard e heavy metal. A primeira dama Tiper Gore fundou uma associação de país que diziam que o metal era obsceno e inadequado para menores. Essa associação conseguiu criar as famosas etiquetas de advertências aos pais (imagem ao lado). Os críticos também amaram odiar o estilo, chamando de repulsivo, ignorante e doentil. Para piorar a fama do metal, um garoto fã do Judas Priest se suicidou, e a banda foi acusada de pôr mensagens subliminares em seus discos. Esse tipo de acusação também veio ocorrer com Twisted Sister e outras bandas Hard & Heavy da época.
Assim a década de 1980 se encerra. O rock mais pesado é reprimido e criticado pela sociedade, mas mesmo assim, consegue um grupo forte e fiel de admiradores, que não ligam para o que as críticas de toda uma sociedade, por mais graves que elas sejam. Os anos 80 definiram o metal até hoje, no quesito visual - ainda que surgiram novos - e no quesito ''imortalidade''. Não importa quantas balas o metal leve, os seus fãs sempre estão crescendo e levando o estilo até o seu patamar mais alto.
Pensadores, escritores, artistas e diversas personalidades sempre desempenharam um papel importante na hora de influênciar músicos em suas canções. No rock e no heavy metal principalmente, muitas vezes podemos atribuir este papel à Aleister Crowley, um dos mais famosos e importantes ocultistas do século XX.
Nascido em 1875 na Inglaterra, Edward Alexander Crowley foi criado em uma rica família de cervejeiros. Aos 4 anos de idade já sabia ler e aos 10 estudava grego e latim. Sua família era muito religiosa e quando criança era capaz de citar passagens inteiras da Bíblia, porém após a morte de seu pai Crowley começou a demonstrar seu lado mais rebelde e aos 11 anos renegou completamente a religião e cresceu como anticristão convicto, segundo ele, decepcionado com um deus que o abandonara e à mercê de uma mãe pela qual nutria medo e suspeita.
Durante sua vida Crowley adotou dezenas de pseudônimos diferentes, segundo ele para expandir seu conhecimento sobre a humanidade, e em 1895 escolheu o pseudônimo "Aleister" por seu aspecto celta da época dos druidas.
Com a morte de sua odiada mãe, ele herdou 40 mil libras e se mudou para Londres onde se tornou membro da Aurora Dourada e começou a estudar e a fazer experiências de ocultismo.
As idéias pregadas em suas obras eram em boa parte baseadas nas idéias sobre o ocultismo e a mágicka (escrita com "k" para que haja um equílibrio com a palavra original "magic" de apenas cinco letras, equilibrando o hexagrama e o pentagrama. 6 + 5 = 11, "o número geral da mágicka, ou energia que tende a mudar", como ele afirmou em seu livro, 777). Também foram retiradas idéias dos Cavaleiros Templários, suas experiências com os mais diversos tipos de drogas e seu estudo meticuloso do tarô e religiões.
Um de seus livros mais notáveis é o Livro da Lei, onde estão presentes suas famosas frases: "Faze o que tu queres deverá ser o todo da lei." e "Amor é a lei, amor sob vontade."
Vale notar também que diferente do que a grande maioria pensa, Crowley não era um satanista e nem praticava magia negra.
Crowley passou os últimos anos de sua vida entrando e saindo de tribunais, dando entrada em ações por difamações ou se defendendo de ações contra ele. Em dezembro de 1947, após sofrer um ataque cardíaco, ele foi atendido por um médico em uma pensão barata em Hastings. Diz-se que ele começou a gritar por morfina e o médico recusou seu pedido, com raiva Crowley gritou: "Me dê morfina ou você morre em 24 horas!", o médico continuou recusando. Crowley morreu algumas horas depois com lágrimas nos olhos aos 72 anos de idade. No dia seguinte morreu o médico.
No heavy metal, talvez a música mais famosa envolvendo Crowley seja a canção presente no álbum Blizzard of Ozz de Ozzy Osbourne chamada Mr. Crowley, que Ozzy escreveu após ler algumas obras do ocultista.
Na música Quicksand de David Bowie há trechos citando Crowley como por exemplo: "mais próximo da Aurora Dourada, imerso no uniforme imagético de Crowley."
Crowley é também uma das figuras que aparecem na capa do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles.
Há também nomes de álbuns inspirados nele como o clássico do Celtic Frost, To Mega Therion, que era um dos vários pseudônimos de Crowley que significa A Grande Besta, e Thelema 6 do Behemoth, ao qual se refere à uma doutrina religiosa elaborada por Crowley.
No Brasil temos Raul Seixas, seguidor e divulgador de Crowley algumas de suas músicas inspiradas no ocultista e em Thelema são: Sociedade Alternativa, Novo Aeon e Loteria de Babilônia.
Jimmy Page, guitarrista do Led Zeppelin, sempre foi um fanático e seguidor das idéias de Crowley, tanto que na fita master do Led Zeppelin III está presente a frase "Faze o que tu queres deverá ser o todo da lei." Page também é um grande possuidor de itens que pertenceram a Crowley como seu diário pessoal e sua antiga casa na Escócia, chamada Boleskine House, onde praticava rituais de ocultismo. Sting compôs uma música chamada Sychronity II e fala sobre acontecimentos estranhos ocorridos na Boleskine House quando Page era o dono.
Além disso Page possuia uma loja voltada para o ocultismo chamada Equinox, referência à uma das obras de Crowley, e os famosos quatros símbolos do Led Zeppelin foram todos inspirados em símbolos do oculto, ao qual Page sempre estudou e praticou.
Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, é também outro estudioso da obra de Crowley desde sua adolescência, músicas como Moonchild e Seventh Son of a Seventh Son do Iron Maiden e Man Of Sorrow de seu trabalho solo foram inspiradas no mesmo. Dickinson também dirigiu o filme Chemical Wedding, que conta a história de um professor que é possuído pelo espírito do ocultista.
A lista de artistas que se inspiram na obra de Aleister Crowley é bastante longa, para não extender a matéria ainda mais separamos abaixo algumas músicas que tiveram ele como fonte de inspiração:
Para finalizar a Semana Especial sobre rock/metal progressivo, preparamos uma matéria sobre os principais representantes do estilo que surgiram na última década e bandas ainda no underground.
Um país que vem se mostrando forte matriz do gênero é a Noruega. De lá surgiram bandas como Ark, Pagan's Mind, Aspera, Communic e Circus Maximus. Ainda na Europa temos Stream Of Passion (Holanda) e Adagio (França). Nos EUA podemos destacar Circle II Circle e Redemption. E aqui no Brasil, os paulistanos do Mindflow (foto). Essas serão as bandas abordadas na matéria.
O Ark foi uma banda formada em 2000 e que terminou em 2003, quando seu vocalista Jorn Lande foi para o Masterplan. Isso mesmo, Lande foi o vocalista da banda de efêmera carreira. Ouve tempo de lançarem dois álbuns de estúdio, Ark (2000) e Burn The Sun (2001), com destaque para o segundo. Como já é de se esperar, o vocal é o maior atrativo da banda.
Seus conterrâneos do Pagan's Mind já possuem um considerável reconhecimento, ainda que não o merecido. Seus principais clássicos são Enigmatic: Calling (2005) e God's Equation (2007), verdadeiras obras primas. O vocal de Nils K. Rue é matador e todo o instrumental é de grande destaque sendo muito intrincado.
Os jovens músicos do Aspera (os caras têm 20 anos) também merecem um destaque todo especial, pois seu único lançamento, Ripples (2010), já põe a banda como futuro do gênero. O álbum que recebeu excelentes críticas pela mídia, possui boas músicas como Ripples, Between Black & White e Remorse.
No início da carreira, o Circus Maximus era uma banda que fazia covers de bandas como Dream Theater e Symphony X. Porém, com a evidente técnica e virtuosismo dos músicos, eles começaram a escrever letras e fazer composições próprias. Nisso resultou o The 1st Chapter (2005) e em seguida Isolate (2007). Neles podemos confirmar toda a qualidade dos noruegueses de Oslo em canções muito bem elaboradas. Excelente pedida para os apreciadores.
A última banda da Noruega é o Communic, que possui três álbuns: Conspiracy In Mind (2005), Waves Of Visual Decay (2006) e Payment Of Existence (2008). O álbum Waves Of Visual Decay foi muito bem recebido pela crítica. A banda mescla bastante peso com melodia, lembrando bandas como Nevermore, apesar da sonoridade bem diferente.
Na Holanda a principal representante dos últimos anos é Stream Of Passion, também com influências de metal sinfônico. Lançaram os álbuns Embrace The Storm (2005) e The Flame Within (2009). A vocalista Marcela Bovio tem uma voz de destaque, inclusive já participou de um álbum do Ayreon, The Human Equation. E foi após essa participação que o ex-guitarrista da banda Arjen Lucassen se impressionou com o potencial da vocalista e a chamou para o Stream Of Passion, recrutandoi também o namorado da moça, o tecladista Alejandro Millán.
Adagio é uma banda um pouco "diferente" de progressive metal. Também possui influências sinfônicas, com orquestrações e corais, e mais peculiar ainda, possui vocais guturais em determinadas passagens de algumas músicas. Mas isso não os distancia do progressivo e mostram bastante influência do Symphony X. E mais um detalhe: apesar da banda ser francesa, o vocalista é brasileiro (Gustavo), que só não participou do último álbum Archangels In Black(2009), pois foi para a nova banda do Timo Tolkki, Revolution Renaissance. O álbum Dominate (2005) é o mais indicado.
Passando pelos EUA, podemos falar do Circle II Circle, formado pelo vocalista Zachary Stevens ex-Savatage. Essa banda preza mais pelo peso (apresentando bons riffs) do que o uso de teclados, que inexiste em várias músicas. Seus principais álbuns são Watching Silence (2003) e Burden Of Truth (2006) que possui um conceito em volta da febre em Santo Graal.
Há também os norte-americanos do Redemption formados em Los Angeles, no ano 2000. Vale destacar que seus fundadores foram das bandas Prymary e Fates Warning e que sua primeira formação contava com o baterista Jason Rullo, atualmente no Symphony X. Também do Symphony X, Michael Romeo contribuiu para a banda com arranjos sinfônicos. Seu último álbum de 2009, Snowfall On Judgment Day, apresenta a banda em sua melhor forma.
Já aqui no Brasil, a banda paulista Mindflow é quem vislumbra um futuro para a cena progressiva. A banda é excelente, com destaque principalmente para a bateria de Rafael Pensado que toca muito bem. A banda que já rodou o Brasil, Asia e Europa, possui notáveis influências de Dream Theater, Rush e Pink Floyd, combinando peso com melodia, guitarras distorcidas com teclado. Quem quiser conhecer a banda, procure o álbum Mind Over Body de 2006.
Para melhor ilustrar o resumo sobre as 10 bandas citadas na matéria, ouça duas músicas de cada uma na playlist e bom divertimento.
Não, você não leu errado. Agora até mesmo isso, por mais improvável que pareça, já foi inventado. Flametal é a primeira e única banda a misturar o Heavy Metal com o Flamenco.
Quem teve esta idéia foi o músico virtuoso Benjamin Maderas Woods. O músico comprou sua primeira guitarra com a intenção de aprender a tocar Heavy Metal, mas por ironia do destino seu equipamento foi roubado, deixando ele apenas com um violão para praticar. Foi nesse ponto que ele começou a se interessar e a tocar flamenco, porém nunca perdeu a paixão pelo metal, ou como ele mesmo diz: flamenco é sua profissão, heavy metal é seu sangue.
Em 2004 ele montou a primeira formação do Flametal e lançaram o seu primeiro EP que contava com a ilustre participação de Marty Friedman, lendário guitarrista do Megadeth.
Em 2005 lançaram seu primeiro álbum: The Elder. O álbum conta com oito faixas originais, e apesar de desconhecido é muito elogiado por todos que escutam. O mesmo vale para o segundo álbum, Master Of The Aire.
Shows ao vivo incluem uma banda completa de Heavy Metal, algumas letras em espanhol e é claro belas dançarinas de flamenco, tudo isso no ambiente alto, técnico e sombrio da música pesada.
Atualmente a banda se prepara para lançar o disco Heavy Mellow, este contará com clássicos do heavy metal tocados com instrumentos e ritmo da música flamenca. (Confira na playlist no final da matéria alguns covers do novo disco, além de algumas composições próprias da banda).
"Este é um álbum tributo em flamenco para algumas das maiores obras primas do metal. É definitivamente um álbum diferente de outros lançamentos do Flametal e é um trabalho solo que é muito forte para tocar ao vivo. Apesar das músicas serem bastante sombrias, todos compreendem, até sua mãe." Diz Benjamin Woods sobre o novo trabalho.
“Eu tive que utilizar todo o meu conhecimento sobre o flamenco para poder tocar esses clássicos do metal sem perder a integridade, então escolhi músicas com ótimas melodias. Em algumas músicas eu acelerei o compasso, retirei algum verso ou criei uma nova versão para os solos e mudei levemente os arranjos.” Explica Woods. “A música do King Diamond foi um grande desafio, pois tive que tocá-la em um compasso 12/8 em ritmo flamenco, o solo foi divertido, mas uma encrenca para se aprender na guitarra espanhola.”
Flametal é mais uma banda que vem para quebrar barreiras e mostrar que não há limite na música, basta apenas o devido treino e criatividade.
“Minha intenção não é diluir ou roubar o flamenco, mas sim pagar um tributo, e abrir a mente dos outros à sua riqueza, e simultaneamente permanecer fiel às minhas raízes metálicas”.-Benjamin Woods.
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Ver Anthrax, Slayer, Megadeth ou Metallica ao vivo é algo para se guardar na memória de qualquer fã de Metal. Imagina os quatro reunidos numa mega turnê então! O que parecia impossível devido às velhas desavenças entre os integrantes das bandas, finalmente se tornou realidade.
O "Big Four", como é conhecido o grupo, se apresentará em shows memoráveis, tendo começado por Varsóvia, na Polônia, no dia 16 deste mês e rodará o leste europeu. Mas foi em Sofia, Bulgária, no último dia 22, que ficou marcado por um grande acontecimento: uma jam reunindo os músicos das quatro bandas tocando o grande clássico "Am I Evil?" do Diamond Head! Dave Mustaine, James Hetfield e Joey Belladonna se revezaram no vocal enquanto os outros membros tocavam juntos guitarras, baixos e bateria. Algo que como disse Shawn Drover, baterista do Megadeth, é de se guardar para sempre. Veja abaixo dois vídeos da jam (somente Dave Lombardo está representando o Slayer):
O encontro resultará em um célebre DVD que conterá também o vídeo da jam tocando "Am I Evil?".
As quatro gigantes bandas foram uma das grandes responsáveis pelo amadurecimento e popularização do Thrash Metal, principalmente nos anos 80, época da explosão do estilo. A reunião do Big Four é um marco histórico para o Metal em geral, um evento que movimentará inúmeros países ao redor do mundo, seja com os shows ou no cinema, levará os thrashers europeus a fazer muito "headbanging" e acabará de vez com aquelas briguinhas e discussões chatas, não só entre os músicos mas também entre fãs (é o que esperamos).
Anthrax, Megadeth, Slayer e Metallica já nos presentearam com grandes álbuns clássicos como Spreading Of Disease, Rust In Peace, Reign In Blood e Master Of Puppets respectivamente, canções que marcaram época e continuam agitando shows. Separamos então uma lista que resume em poucas músicas a gloriosa carreira dos gigantes do Thrash.
É recomendado que se ouça as músicas da plalist abaixo antes, durante ou depois da leitura para que se entenda melhor todos os fatos e que a viagem musical seja completa.
Discos Analisados:
Creedence Clearwater Revival - Cosmo´s Factory(1970) Crosby, Stills, Nash & Young - Déjà Vu (1970) The Beatles - Let It Be (1970) Black Sabbath - Black Sabbath(1970) Black Sabbath - Paranoid (1970) Led Zeppelin - IV (1971) The Rolling Stones - Sticky Fingers (1971) Yes - Fragile (1971) Jethro Tull - Thick As A Brick (1972) Deep Purple - Machine Head (1972) David Bowie - The Rise And Fall Of Ziggy Stardust & The Spiders From Mars (1972) Pink Floyd - Dark Side Of The Moon (1973) Rush - Fly By Night (1975) Queen - A Night At Opera (1975) Kiss - Destroyer (1976) Ramones - Ramones (1976) Sex Pistols - Nevermind The Bullocks(1977) The Clash - London Calling (1979) Van Halen - Van Halen (1978) Police - Reggatta De Blanc (1979)
Começo dos anos 70; definindo em uma só palavra: FIM. Foi no começo dessa movimentada década que ídolos e gênios como Janis Joplin, Jim Morrison e Jimi Hendrix morreram. Também acabavam uma das bandas mais populares da década, os Beatles. Esses por sua vez apareceram com o disco mais triste de sua carreira e que refletia todo o clima da banda que tinha seus componentes cada vez mais afastados.
O Blues Rock que era consumido com certa extravagância foi diminuindo cada vez mais, o Creedence Clearwater Revival que era, essencialmente, uma banda desse estilo, mudou a sua fórmula e começou a fazer um rock mais tradicional, e assim saiu o seu trabalho mais derradeiro: Cosmo´s Factory. Uma das poucas bandas que conseguiram se manter no Blues Rock foi o Crosby, Stills, Nash & Young; que gravou o Déjà Vu após a entrada de Neil Young na banda; com certeza, o melhor álbum do grupo.
Depois de tanta coisa terminando, em 1965, no distrito industrial de Birmingham, ocorreu um acidente, um acidente que iria mudar o som do rock para sempre. Um funcionário de uma fábrica de metais perdeu as pontas dos dedos em uma prensa; o funcionário se chamava Tony Iommi, que por sua vez teve uma perda pessoal muito grande tendo em vista que era um guitarrista a ponto de se tornar profissional. Apesar disso, Tony não desistiu, fez moldes de plástico para o seu dedo e folgou as cordas da guitarra para ficar mais fácil de tocar; consequentemente, o som ficou mais pesado. E assim o Black Sabbath dava a forma ao metal.
Não só a sonoridadem, mas as letras do Sabbath também era extremamente diferentes das demais da época. Um dia a banda estava ensaiando na frente do cinema e viu que as pessoas gostavam de ver filmes de terror. Com essa observação, Tony disse: ''Se as pessoas pagam para se assustarem, porque não fazemos uma música que as assustem ?!'' e assim surgiram canções como Black Sabbath e N.I.B.
Outro aspecto importante no metal, era os riffs. Eles que te colocam na música, e isso era a base de qualquer música de metal. Apoiado a isso surgiram riffs como: Paranoid, Iron Man, Black Sabbath e riffs do Deep Purple, sendo nessa época, Smoke On The Water o mais marcante deles. Smoke On The Water veio ao público no disco Machine Head, obra prima do Purple que trazia clássicos mais que memoráveis da banda, como Highway Star, Lazy e Pictures Of Home.
Ambas bandas tinham um vocalista que deixava sua marca. A voz aguada iria defenir os padrões vocais do estilo alguns anos depois. Ozzy e Gillan
Em 1971, o Led Zeppelin, que já tinha feito sucesso no fim da década passada, lançava o seu mais famoso álbum, aquele que o levaria a condição de lenda do rock, inclusive comercialmente através da clássica faixa com 9 minutos: Stairway To Heaven. O Led pode ser apontado como o principal grupo dos anos 70 e um dos pioneiros do ''rock de estádio'', enchendo estádios com apenas uma apresentação.
Junto com o Led Zeppelin, Rolling Stones sobreviveram aos anos 60, e nos anos 70 lançaram seu trabalho mais importante: Sticky Fingers, recheado de clássicos como Brow Sugar e Wild Horses.
Led Zeppelin também mudou a relação comercial do rock, as bandas lançavam menos discos e faziam mais turnês e shows; principalmente as bandas dos anos 60, como o Who, Stones e o próprio Led.
O progressivo, e sua mistura com o Hard Rock também foram destaque nessa movimentada década. O Rush misturava em seus 2 primeiros álbuns Hard e Progressivo, isso fica claro em músicas como By-Tor and the Snowdog e Rivendell. Outras bandas já consagradas como Yes e Pink Floyd lançavam discos mais maleáveis, que poderiam ser aceitos e vendidos mais facilmente; assim surgiam Fragile (Yes); Dark Side Of The Moon e The Wall (Pink Floyd).
Por outro lado, o Jethro Tull lançava o sua obra mais magnífica de todas; Thick As A Brick. revolucionário, quebrando a barreira de tempo que era imposta pelas tendências comercias seguidas pelas bandas progressivas já citadas.
A obra prima sonora era composta de apenas uma música, divida em duas partes para caber no vinil. A música era um poema criado por um menino fictício, nesse poema, falava dos desafios imposto pelo crescimento e maturidade.
Mais um músico viria a lançar o seu trabalho de maior importância nessa década; David Bowie tinha mostrado suas garras em seu ótimo disco de estréia, Space Oddity, mas o sucesso ainda lhe escorregava pelos dedos. Bowie era fã do Pink Floyd (na época com Syd Barrett) e sempre gostou do Velvet Underground (falamos sobre ele no post passado),um dia, conseguiu se encontrar com o Velvet, e segundo o próprio Bowie, esse dia marcou sua vida.
O encontro com o Velvet foi como um terremoto na cabeça de Bowie, e o que esse terremoto deixou em sua mente, foi o conceitual Ziggy Stardust And The Spiders From Mars.
Bowie que já tinha feito faculdade de teatro e tinha levado elementos de atuação à sua música, ampliou ainda mais essa característica depois de Ziggy, em que Bowie não era mais Bowie; era um alienígena andrógeno e roqueiro, o próprio Ziggy Stardust.
Assim, David Bowie transformou o rock em algo pomposo, glamuroso e teatral. O maior exemplo dessa ''interpretação'' foi o anúncio de seu último show; só que enganou a todo mundo (incluindo os músicos de sua banda de apoio), pois ele se referia à Ziggy, não à ele próprio. Muitas bandas seguiram e vão seguir nos anos 90 esse estilo glam, os principais dos anos 70 foram Roxy Music e T. Rex.
Adicionando o estilo teatral e interativo criado por Bowie, surgiram Kiss e Queen. Cada show era um espetáculo, algumas vezes a música até ficava em segundo plano. Show de pirotecnia, Gene Simmons cuspindo sangue, Paul Stanley soltando fumaça pelo captador da guitarra, e uma multidão delirando. Assim eram os shows do Kiss, a banda mais ''show-business'' da década; provavelmente dá história do rock.
O Queen tinha como base um dos melhores vocalistas da história. Freedie Mercury não só tinha uma voz potente e vigorosa, mas também sabia interagir com o público como nenhum outro. Tomando conhecimento do rock de estádio, o Queen fez duas músicas que se tornaram seu maiores sucessos, canções triunfais, feitas para um show com milhares de pessoas; We Will Rock You e We Are The Champions; essas duas músicas que entraram no álbum News Of The World.
No meio de tanto rock de estádio comercial e de progressivos que viajavam ao limite da imaginação humana, uns adolescentes revoltados redefiniam o rock, faziam um revolução; uma revolução chamada Punk.
Antes de falar da ''tríplice coroa do Punk'', vamos falar de artistas que não eram tão punks, mas que carregavam os fundamentos do estilo consigo. Pra começar, Patti Smith. As letras de Patti eram cortantes, polêmicas, uma das mais marcantes está no começo da música ''G-L-O-R-I-A'', do seu disco clássico, Horses.
''Jesus morreu pelos pecados dos outros não pelos meus Derretendo na maconha de ladrões.''
Patti Smith também marcou na capa de seu disco, ela se vestia como homem e numa postura honrosa, mais um motivo de polêmica para a época.
Eddie And Hot Rods faziam um rock estilo The Who, mas refletiram bem a juventude da época com disco Teenage Depression. Além da capa, mais do que polêmica, a música título do álbum também era, digamos, ''direta''.
''Estou gastando todo o meu dinheiro
E ele está sumindo pelo meu nariz''
Outro que não pode ser esquecido de maneira alguma é o Stooges, que armados com a voz visceral de Iggie Pop lançaram um disco que pode ser considerado o primeiro disco punk da história, o clássico Raw Power; pesado, energético e crítico, base para o punk que vinha a surgir com os Ramones e Sex Pistols no lado europeu.
O punk era algo simples, direto. Músicas curtas, a maioria tinha menos de 2:30 e sem solos e virtuosismo instrumentais. Apesar de ter apenas 3 acordes básicos, os Ramones tocavam extremamente rápido, e assim criavam uma espécie de virtuosismo próprio. As letras falavam das ruas daquela época, que não apresentavam situações muito confortáveis. Os Ramones também lançaram músicas polêmicas para a época, para citar uma, Now I Wanna Sniff Some Glue, que título já diz tudo, não precisa explicar mais nada. Outo clássico que veio a surgir no primeiro disco da banda, é Blitzrieg Bop. Do meu ponto de vista, aquele ''Hey ho, let´s go'' é uma marca do punk, é como se fosse um chamado, mostrando que o punk é feito de ações, não adianta só ficar falando, tem que agir.
Os Sex Pistols foram provavelmeten a banda mais anárquica de todas do movimento punk. Suas performances eram cheias de insultos, cuspidas no chão, caretas, músicos se cortando... letras não eram apenas agressivas, eram agressivas à rainha da inglaterra. Algo como:
Deus salve a rainha Seu regime fascista Fez de você um retardado Bomba-H em potencial
Deus salve a rainha Ela não é um ser humano Não há futuro Nos sonhos da Inglaterra
Essa música ainda foi lançada na semana do jubileu fa rainha inglesa e com a banda tocando a música num barco do lado de fora do parlamento inglês durante a festa da rainha ! ISSO É PUNK RAPÁ !!
As calça Jeans rasgadas dos Ramones e Sex Pistols foi uma idéia original da banda Television. Esse visual foi visto pelo lendário empresário dos Pistols, Malcon Mclaren, e apresentou a banda, que por sua vez o aceitou naturalmente. A banda Television também teve seu momento punk, aliás, uma música bem interessante, outra que refletia bem a juventude da época. A canção era chamada Blank Generation:
''Eu pertenço à Geração Vazia e eu posso pegar ou largar isso a qualquer hora Eu pertenço à Geração __________ mas Eu posso pegar ou largar isso a qualquer hora''
O primeiro disco do Clash chegou como uma bomba na inglaterra, músicas como White Riot e Jeanie Jones sacudiam todos os punks do ''Do It Yourself''. White Riot foi escrita por Joe Strummer depois de um conflito entre negros e policias; o próprio Joe estava nessa acidente, isso torna a música mais ácida e verdadeira, ou seja, PUNK !
Em 1979 o mundo conhecia e aclamava o New Wave, que pode ser considerado um punk mais açucarado e menos rebelde; muitas bandas de punk seguiram esse estilo, isso não aconteceu com o Clash. Nesse ano eles lançaram o que é provavelmente seu melhor disco, London Calling. O disco era menos barulhento, mas eficaz; destaque para Spanish Bombs, London Calling e Hateful.
Da New Wave/Rock alternativo daquela época podemos citar o Pollice, que surgiu ao mundo com os hits Roxanne, Message in a Bottle e Every Breath you Take. Aliado desses poderosos singles e de álbuns como Reggatta De Blanc e Synchronicity, o Police virou mais uma banda de rock de estádio.
Assim como o punk, o new wave foi esgotado pelo tempo, e o que restou era o metal ou o hard rock pesado, como o Van Halen, que se mostrou um dos melhores guitarristas do rock com o seu primeiro disco que continha a instrumental na guitarra Eruption e outros clássicos como Runnin' With the Devil, Ain´t Talk´ About Love e a versão definitiva de You Really Got Me.
Apesar de ter surgido nos anos 70, o metal e rock pesado em geral viriam a explodir na próxima década, então é no próximo post que falamos dele.
Beatles - Please, Please Me (1963) The Rolling Stones - 12 X 5 (1964) The Who - My Generation (1965) Bob Dylan - Highway 61 Revisited (1965) Cream - Disraeli Gears (1967) Jimi Hendrix Experience: Are You Experienced ? (1967) The Beatles - Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band (1967) Velvet Underground- Velvet Underground & Nico (1967) Pink Floyd - The Piper At The Gates Of Dawn (1967) Jefferson Airplane - Volunteers (1969) Rolling Stones - Let It Bleed (1969) Led Zeppelin - Led II (1969)
Nos anos 60, aconteceram várias divergências no mundo do rock. O motivo é simples, enquanto alguns artistas tocavam Jazz e Blues enquanto outros continuavam o rock dos anos 50 ou eram contratados por gravadoras por imagem e tocar o pop daquela época.
As diferentes fontes de inspirações podem ser facilmente notadas nos discos de estréia das mais famosas do mundo da música: Rolling Stones e Beatles. Nos Stones, apesar de alguns ''yeah yeah yeah''´s, a maioria das faixas é R&B. Até o nome da banda veio de uma música de Blues de Muddy Waters. No Please, Please Me, é totalmente diferente, é um puro rock dos anos 50 com uma pequena diferença: a maioria das canções foram compostas pelos músicos. Foi nesse disco que os Beatles iniciaram seu sucesso na Inglaterra principalmente com a música Twist And Shout, hit da banda até hoje.
Nos Estados Unidos, aconteciam os Circuitos Chitlin´, lugar em que os negros se reuniam, sem conhecimento dos brancos, para poder tocar R&B. Nesses Circuitos surgiram grandes nomes do Blues, como Muddy Waters, Howlin´ Wolf, B.B. King, Miles Davis, porém essa música ficava apenas na região delta do Missisipi, entre os mais pobres do país. Músicos da Inglaterra que iam para os EUA acabaram descobrindo o Blues, e retornaram ao seu país com esse novo estilo musical. Na inglaterra, o estilo fez sucesso, cada vez mais se via bandas de R&B, que durante os show faziam grandes jams, e assim, a barreira criativa dos músicos foi se extinguindo. O principal grupo de Blues da inglaterra foi o Blues Breaker, grupo que veio a consagrar Eric Clapton, futuro guitarrista do Cream, ganhou, nada mais nada menos, que a reputação de Deus.
Em 1965 surgia uma banda que abalaria todas as estruturas em relação a performance no palco: The Who. Uma das primeiras bandas de Hard Rock da história, e acredito ser a primeira a fazer uma apresentação mais pirotécnica, com quebra de instrumentos e fogos de artifícios. O Who apresentava também uma das melhores cozinhas de todos os tempos, composta por Keith Moon na bateria e John Entwistle na baixo. Uma coisa interessante pra falar da banda, é a música My Generation, canção que causou muita polêmica ao dizer ''Hope i die before i get old''(espero morrer antes de ficar velho) Ela fala sobre a juventude que não sabia pensar, mal sabia falar (por isso o gaguejado) e se rebelava sem causa; como se diz o ditado: ''contra o que você se rebela ?''
Enquanto isso nos EUA, surgia um rock/folk que era mais inteligente e político, seu principal expoente era Bob Dylan, que entrava em seu auge ao lançar o clássico Highway 61 Revisited, disco contendo hinos da década, o mais importante, Like A Rolling Stone.
Depois de sair dos já citados, Blues Breakers, Clapton entrou no Cream. A banda foi a pioneira a receber o rótudo de ''Supergrupo'', pois era formado por integrantes que ganharam reputação formidável em conjuntos de R&B, eles são: Eric Clapton (guitarra), Ginger Baker (bateria) e Jack Bruce (baixo e vocal).O Cream também foi uma das primeiras bandas a adicionar o psicodelismo em suas canções, capas de disco e visual.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, um jovem negro foi despedido do exército por estar dormindo com sua guitarra (no exército você precisa dormir com sua arma) e foi tocar para grandes artistas nos Circuitos Chitlin´s, nome dele era Jimi Hendrix. Hendrix ficou por um bom tempo por trás de grandes artistas da época, como Little Richard´s, e quando não estava nos palcos, ele ficava assistindo e aprendendo. Depois de anos de Circuito, Hendrix sai da região do Missisipi, e vai para a capital, lá ele descobre discos de seguintes artistas: The Who, Bob Dylan, Cream e Yardbirds. O Cream e Yardbirds faziam aquilo que Hendrix já estava experimentando: distorções e uma amplificação mais potente. A voz de Dylan encorajou Jimi, que nunca se sentia a vontade com sua voz, até que ele percebeu que se parecer natural e for verdadeiro, é de qualidade. O Who influênciou o guitarrista com suas perfomances explosivas e quebra de instrumentos. Hendrix começou a tocar em bares, botava a guitarra nas costas, tocava com a língua e tudo mais, o artista tinha nascido, só faltava ser descoberto.
Depois do fim da banda Animals, o baixista Chas Chandler continuou na indústia da música, só que dessa vez como produtor. Chadler estava procurando alguém para gravar uma música de um artista folk, chamado Tim Rose, a música era Hey Joe.
Chandler ouviu muitas histórias sobre Jimi Hendrix, um guitarrista com talentos impressioantes, segundo os boatos, e então foi lá conferir se era verdade. Coincidentemente, a música de abertura na apresentação de Hendrix foi Hey Joe; Chandler disse que aquilo foi impressionante e não conseguiu prestar atenção no resto do show depois daquilo. Obviamente Hendrix foi contratado, e segundo o contrato tinha que ir para a Inglaterra, Hendrix disse que só iria com uma condição: ele tinha que conhecer Eric Clapton e Jeff Beck (Yardbirds), por sorte, eles eram amigos de Chandler, e assim, Jimi foi pros Estados Unidos.
Como prometido, Chandler levou Hendrix pro show do Cream, e lá Hendrix fez o seu ato mais ousado de todos, subiu no palco e desafiou o Deus, Eric Clapton. Hendrix começou fazendo uma versão da música Killing Floor (clique para ouvir), um blues de Howlin´ Holf, música que Clapton achava muito difícil e não gostava de mexer nela, e Hendrix apareceu tocando ela com a língua, botando a guitarra entre as pernas, nas costas e tudo aquilo que ele fazia. Clapton saiu do palco, Hendrix foi aplaudido pela platéia do Cream e ainda disse: ''muito obrigado''.
Depois desse episódio épico, começaram a circular boatos de um guitarrista que ''matou Deus'', e logo todos procuravam saber quem era esse cara, Chandler não perdeu a oportunidade,botou Hendrix em um estúdio e saíram de lá com o fantástico Are You Experienced ?, disco que vinhera para revolucionar o rock. Hendrix diminui cada vez mais o Blues, faz um rock mais ''caótico'', pesado e consistente com um pouco de psicodelismo. Outra coisa importante de citar é que Hendrix quebrou a aristocracia musical e inglesa e era um dos poucos negros no rock daquela época.
Diante de toda essa evolução musical, as bandas de pop como Beatles, Rolling Stones e Beach Boys. Os Beatles lançaram o aclamadísssimo Sgt. Peppers, um disco sem divisão de faixa, contrariando a música pop da época. Alguns críticos ainda dizem que esse foi o primeiro disco de rock progressivo pela música Within You Without You, composição em estilo indiano de George Harrison. Os Stones apareceram com Let It Bleed e Beggars Banquet, falando sobre as drogas na sociedade e guerra do Vietnã. Para compactar ainda mais: músicas como Gimme Shelter Shelther e Sympathy For The Devil. Os Beach Boys vinheram com um disco mais psicodélico, Pet Sounds, uma resposta americana ao Sgt. Peppers, aclamadíssimo pela crítica, talvez até mais que o Sgt. Peppers.
Durante todas essas críticas à guerra e algumas bandas amadurecendo, surgia nos EUA, com o Velvet Underground, um novo movimento, o Art Rock. O Velvet falava de assuntos que estavam bem a sua frente nas ruas de Nova York. Traduzindo uma estrofe da música Heroin:
''Heroína, seja minha morte Heroína, é minha esposa e minha vida, ha-ha Pois adentra minha veias e vai ao centro da minha cabeça e então estou melhor do que morto''
e eram assim as letras da banda, sempre falando das ruas, prostituição em There She Goes Again, tráfico de drogas em Waiting For The Man e outros temas que, digamos, não eram bem vistos, como sadomasoquismo em Venus In Furs e ocultismo em The Black Angel's Death Song.
O mais importante de falar na banda são seus shows, haviam 3 projetores que ficavam colocando imagens de filmes, luzes e algumas fotos dos integrantes da banda, gerando alta impressão de psicodelismo quando se unia ao som do Velvet, caracterizado com repetição de notas e as letras fortes. A banda vendeu muito poucos discos, mas foi essencial pois viria a influênciar grandes nomes do rock.
Na Inglaterra, um jovem estudante de artes plásticas observava atentamente os passos do Velvet Underground e formou a sua banda, Pink Floyd. O Pink Floyd apareceu a mídia com o single Arnord Layne, que falava sobre um travesti que roubava roupas íntimas; um tema não muito convêncional (coisa que uma banda já citada já fazia). O Floyd veio a conseguir sucesso no seu segundo single, See Emily Play, falando de uma aristocarta inglesa psicodélica, porém, o principal compositor do grupo, Syd Barrett, não queria sucesso, não queria lhe dar com o fato de ser um compositor de rock comercial, queria voltar às origens da banda, a experimentação, e assim surgiram músicas como Instelar Overdrive, que é totalmente experimental e espacial. Um detalhe interessante é que essa música se tornou o ponto alto dos shows da banda, ela podia ter de 10 a 30 minutos de duração.
O LSD começou a se instalar na sociedade, em alguns casos, ele deu bons frutos à música, como o amaderucimento dos Beatles e Stones e a barreira criativa dos compositores foram se extinguindo cada vez mais. Porém, nem tudo era uma maravilha, Syd Barrett estava caindo cada vez mais no vício da droga e enlouquecia pouco a pouco, uma prova disso é a canção Jugband Blues.
''É espantosamente atencioso da sua parte Pensar em mim aqui E eu sou quase agradecido a você Por deixar claro que eu não estou aqui
....
E eu estou pensando Quem poderia estar escrevendo esta canção''
Depois de akgum tempo, Syd chamou um amigo seu para ficar lhe substituindo na banda, esse amigo era David Guilmor. Aos poucos Syd foi entrando cada vez mais no vício e saiu da banda, David Guilmor agora o substituia definitivamente. A saída de Syd gerou inspiração para clássicos discos do Pink Floyd, mas isso será comentado no próximo capítulo.
Entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969 ocorreu o maior evento da contra-cultura hippie da história, Woodstock. Woodstock reunia os maiores artistas da época, estavam presentes: Richie Heavens, Jefferson Airplane, Canned Heat, Moutain, The Who, Creedence Clearwater Revival, Joe Cocker, The Band, Ten Years After, Jimi Hendrix entre outros.
Muitos Artistas foram convidados mas negaram a participação.:
Bob Dylan desistiu pois seu filho tinha adoecido.
Os Beatles não foram porque John Lennon só tocaria se a Plastic Ono Band de Yoko Ono também também se apresentasse
O Led Zeppelin aceitou o convite, mas segundo o promoter dos EUA, em Woodstock eles seriam só mais uma banda, e preferiu fazer uma turnê, tocando naquele mesmo fim de semana em Nova Jérsey
The Doors recusou pois achavam que Woodstock seria uma imitação do Monterrey Pop Festival (aquele que Hendrix quebrou a guitarra...) e porque Jim Morrison estaria inseguro de cantar para grandes platéias.
O momento mais importante do festival foi o show de Jimi Hendrix, ele tocou o hino dos EUA imitando o som de bombas e metralhadoras na guitarra, um dos maiores protestos a guerra do Vietnã.
Apesar de ter ficado famoso por todas essas glórias, Woodstock não foi tão organizado assim. A organização do evento esperava 60 mil pessoas, mas apareceram no festival 400 mil pessoas, a saída foi improvisar postos de alimentação gratuitos. Cidades vizinhas doaram frutas, enlatados e sanduíches para ajudar. Apenas 70 médicos e 36 enfermeiras ficaram encarregados das emergências; 3 pessoas morreram: um por overdose de heroína, outro por ruptura de apêndice e o terceiro, atropelado por um trator. Ainda aconteceram dois partos Haviam apenas 600 seguranças, alguns contratados, outros policiais voluntários. Como o consumo de drogas era muito grande, eles tiveram que fazer vista grossa e apenas 100 pessoas foram presas por porte de drogas.
''Foi ótimo ! Oitenta quilômetros de engarrafamento, nada pra comer, sem água, sem dormir, sem abrigo... molhado de chuva, dormindo na lama. Que legal, cara, que festão! Quem eu estava vendo ontem à noite ? Hummmmm, eu estava chapado, acho que esqueci...'' Assim foi o festival segundo o líder do Creedence, John Forgety
Aqui umas fotos interessantes do festival, como são muito grandes não botei aqui, mas é interessante dar uma olhada: http://completeall.com/Informative-general/Woodstock-Music-Festival.html
Uma banda muito importante que surgiu na época é o Led Zeppelin, formada por Jimmy Page, que substituiu Jeff Beck nos Yardbirds. O Led Zeppelin fez uma diferença sonora incrível, pois vinha com um som mais pesado e mais consistente que o de seus antecessores, sem citar Robert Plant, com um vocal mais agudo, diferindo das bandas da época, porém a banda só viria a ter seu auge na próxima década, falaremos sobre ela.
Os Rolling Stones não participaram de Woodstock pois estavam em turnê na Europa. Quando voltaram, quatro meses depois, eles decidiram fazer um festival com as mesmas idéias de Woodstock, então fizeram o Festival de Altamont, que também faltou comida, água e abrigo.
O pior de tudo não foi isso, e sim os escolhidos para cuidar da segurança do evento: Hell´s Angel´s. Os Hell´s Angel´s são uma gangue de motociclistas de Los Angeles, que tiveram direito a armas e facas para controlar o evento. Confusão começou a acontecer pela tarde, no show do Jefferson Airplane, quando um motoqueiro empurrou o vocalista da banda pra fora do palco. O acontecimento da noite veio durante o show dos Stones; durante a música Sympathy For The Devil, um homem que assistia ao show foi morto por um dos seguranças.
Como tudo começou: http://www.youtube.com/watch?v=GEORgEzfgGA
Aqui um vídeo que mostra a hora em que o motoqueiro esfaqueia o homem (o assasinato ocorre aos 1:30, antes disso aparece um texto defendendo os Hell´s Angel´s)
Alguns dizem que o homem estava com uma arma e ia atirar em Mick Jagger, outros dizem que o motoqueiro o matou apenas para ''estabelecer ordem''
A década foi fechada com um laço negro, os Beatles pararam de fazer shows e tinham anunciado seu fim; Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrison caíam cada vez mais nas drogas, o mesmo acontecia com os civis, as guerras continuavam e também veio o assasinato de um homem durante a música Shympathy For The Devil, aumentando o esteriótipo da sociedade com o rock, foi o fim do sonho Hippie.
Discos analisados: Anos 50: Chuck Berry - New Juke Box Hits (1961) Bill Haley – Best Of (1954) Jerry Lee Lewis - DVD ao vivo (1956) Elvis - Elvis Presley (1956) Little Richard - Good Golly Miss Molly (1958)
É recomendado que se ouça as músicas da plalist abaixo antes, durante ou depois da leitura para que se entenda melhor todos os fatos e que a viagem musical seja completa.
O Blues é uma música que veio dos escravos, que foram obrigados a ir para as indústrias da cidade por causa da economia de guerra. Lá existia a música Country, feita por brancos e também havia as músicas Blues das igrejas negras, que eram acompanhadas por órgão ou piano. Com todos esses estilos correndo junto, interação musical entre eles era inevitável, e assim surgiu o Rock N´ Roll.
A Teoria mais aceita musicalmente é que o criador do Rock é Bill Haley, por ter gravado uma música no compasso 4X4 na música Rock Around The Clock em que misturava-se o Blues e o Coutry para gerar o Rock N´ Roll.
A música era dançante e falava em sua maioria sobre temas juvenis, quando não, era alguma balada bem romântica e melosa. Eram curtas, tinham em sua maioria 2 minutos, 2:30. E foi aí surgiram os artistas negros que dominaram o mercado.
Os principais entre esses negros foram: Chuck Berry, que surgiu com as músicas Johnny B. Goode, I´m Talking About You, Sweet Little Sixteen e Route 66; e Little Richards que mostrou ao mundo hits como Good Gooly Miss Moly e Tutti Fruti.
No início dos anos 50, fim da primeira grande guerra, os Estados Unidos era a primeira potência mundial, e estimulava o capitalismo e o consumo desenfreado, o que a história chama de ''Anos Felizes''.
Durante esse crescimento econômico, as pessoas tiveram mais dinheiro para gastar con coisas ''supérfluas'', e música era uma delas. Aí algo estranho aconteceu, os jovens brancos foram buscar música nos guetos e periferias negras, e assim, nesse periodo se destacaram selos pequenos, e diminuiu o lucro das grandes gravadoras.
Vendo a aprovação do estilo pelos jovens, a indústria fonográfica estava disposta a investir em um jovem branco que pudesse ser vendido mais facilmente, pois era muito mais fácil a sociedade racista e conservadora daquela época aceitar esse tipo de música se ela vinhesse de um branco, tanto que os músicos brancos regravaram inúmeras músicas dos negros (nos discos que eu ouvi, com execeção do DVD de Jerry Lee Lewis, todos tinha a faixa Rit It Up; outra que também se repetia muito era Sweet Little Sexteen e Whole Lotta Shaking Going On). Assim surgiu o ''Rei'' Do Rock, Elvis Presley.
Uma grande revolução veio junto com o rock, o sexo deixou de ser tabu e agora era considerado como diversão, tanto para o homem quanto para a mulher; e era cada vez mais abordado nas letras dos artistas da época. A mistura de música negra com o country branco havia sido feita, a explosão era questão de tempo.
A explosão aconteceu em 1965, quando Rock Around The Clock foi música de abertura do filme Blackboard Jungle (Sementes da Violência) que fala sobre relações tumultuadas entre alunos e professores (uma analogia à ânsia por mudanças). Os jovens cada vez mais delinquentes se tornaram rebeldes (em sua maioria sem causa) tendo a música do filme como iniciadora dessa rebeldia. Obviamente o novo tipo de música passou a ser associado à degeneração da juventude(associação que continua até hoje), o que tornava ainda maior sua adimiração entre os rebeldes.
Dio teve uma carreira extremamente vitoriosa e muito bem sucedida. Influenciou gerações e gerações de músicos. Essa lenda veio, infelizmente, a falecer (domingo, 16/05). Por isso vamos postar seu top 10 selecionado por nós, incluindo músicas da sua brilhante carreira solo, do Black Sabbath e do Rainbow.
A lista:
1 - Holy Diver (Dio, Holy Diver)
2 - Rainbow In The Dark (Dio, Holy Diver)
3 - Heaven And Hell (Black Sabbath, Heaven And Hell)
4 - The Last In Line (Dio, The Last In Line)
5 - Don't Talk To Strangers (Dio, Holy Diver)
6 - Sign Of The Southern Cross (Black Sabbath, Mob Rules)
7 - Stargazer (Rainbow, Rising)
8 - Gates Of Babylon (Rainbow, Long Live Rock N' Roll)
en la comunicación
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En la mayoría de las películas y programas de televisión, escenas que son de
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Osibisa - Woyaya (1971)
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A origem do Osibisa nos remete ao início da década de 1960, quando o
saxofonista ganês Teddy Osei mudou-se para Londres após receber uma bolsa
de estudos...