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"As velhas ideias deste senhor ainda são muito superiores à várias novas sensações do cenário musical."

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segunda-feira, 5 de março de 2012

Arch Enemy: Chris Amott sai novamente da banda


Em uma nota publicada no Facebook do guitarrista Michael Amott, o Arch Enemy anunciou a saída do também guitarrista e irmão de Michael, Chris Amott. Chris sai da banda pela segunda vez. A primeira foi em 2005, depois de gravar Doomsday Machine. Na ocasião, Chris foi substituído por Gus G., que depois foi deu lugar a Fredrik Åkesson, hoje, no Opeth. O guitarrista voltou em 2007, a tempo de gravar Rise Of The Tyrant, tendo participado, portanto, de todos os discos da banda. Veja abaixo a nota divulgada:

"Agradecemos a Christopher pelo o tempo que ele trabalhou com a banda e, claro, desejamos o melhor em seus futuros projetos.

Felizmente, não há nenhum drama por trás dos bastidores aqui. Este é o melhor caminho para todos os envolvidos. Christopher simplesmente não está mais empolgado a tocar metal extremo.

Nós já escolhemos e ensaiamos com um novo guitarrista e vamos completar a turnê do 'Khaos Legions 2012, como planejado. Estamos muito motivados e ansiosos para continuar espalhando nossa música em todo o mundo!

Finalmente, os nossos mais profundos agradecimentos vão para os fãs do Arch Enemy, cujo incrível apoio e confiança nos inspira sempre para a frente. "


O novo guitarrista é o americano Nick Cordle, que se junta ao Arch Enemy para continuar a turnê de divulgação do último álbum, "Khaos Legions", de 2011.

Leia a nota completa clicando aqui

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Review: Arch Enemy - Khaos Legions

Por Rodrigo Luiz

Desde a chegada de Angela Gossow, no álbum Wages Of Sin, o Arch Enemy vem adotando uma sonoridade mais melódica e acessível, o que não agradou tanto aos fãs mais antigos, mas impulsionou a carreira da banda e a tornou conhecida mundialmente. Há quatro anos sem lançar um álbum de inéditas, a banda deixou todos numa grande expectativa quando anunciou Khaos Legions. O novo álbum é ótimo, mas dá a sensação de que algo está faltando.

O álbum abre com Khaos Overture, uma instrumental que começa apenas com a guitarra de Michael Amott, que logo é seguida por baixo e bateria e "sons de caos", remete um pouco a Tears Down The Walls, de Anthems Of Rebellion. Uma passagem falada dá final a intro e impulsiona o riff simples de Yesterday Is Dead And Gone. A faixa conta com uma ótima performance dos irmãos Amott e abre o álbum de forma convincente.

Em seguida temos Bloodstained Cross, com riffs super rápidos, mostrando a veia thrash da banda, boas melodias de guitarra e um excelente solo. Under Black Flags We March tem boas linhas de baixo e um riff mais lento e pesado, canção bem ao estilo Arch Enemy pós-Anthems Of Rebbelion. No Gods, No Masters é uma boa música, mas fica totalmente deslocada do restante do álbum.

City Of The Dead bota o álbum nos trilhos novamente, com Angela Gossow despejando brutalidade, como também faz em Through The Eyes Of a Raven, uma das mais técnicas do álbum, alia peso, velocidade e boas melodias, com uma boa passagem de violão clássico no final. Cruelty Without Beauty e Cult of Chaos são rápidas e lembram um pouco a sonoridade de Burning Bridges, com ótima performance do baterista Daniel Erlandsson e dos irmãos Amott, que se destacam também na faixa seguinte, Thons In My Flesh.

Depois mais uma desnecessária faixa instrumental temos Vengeance Is Mine, com o melhor riff do disco, com uma pegada bem thrash à la Slayer, seguida da melódica Secrets, que soa um pouco power metal. A versão japonesa do álbum conta ainda com dois bônus, um cover de The Zoo, clássico do Scorpions, e a intrumental Snowbound, uma versão acústica da mesma lançada no álbum Wages Of Sin. The Zoo ganha uma boa dose de peso, mas assim como a faixa seguinte, fica um pouco a parte no álbum.

Khaos Legions não é o álbum que todos esperavam, mas ainda assim é um ótimo disco. Como de costume, os irmão Amott foram o destaque, com riffs e solos excelentes aliando técnica e feeling, e esse disco os credencia como uma das melhores duplas do metal atualmente. Um ponto negativo são as faixas instrumentais. Tirando a intro, elas são desnecessárias, principalmente Turn To Dust, que de certa forma quebra o ritmo por estar no meio de Thons In My Flesh e Vengeance Is Mine, duas faixas bem rápidas. Também sente-se a falta de um refrão marcante, mas, ainda assim, o álbum tem qualidade suficiente para figurar na consistente discografia do Arch Enemy e deixar a banda na elite do melodic death metal.


Nota 8,0

Tracklist:
1. Khaos Overture
2. Yesterday is Dead and Gone
3. Bloodstained Cross
4. Under Black Flags We March
5. No Gods, No Masters
6. City of the Dead
7. Through the Eyes of a Raven
8. Cruelty Without Beauty
9. We are a Godless Entity
10. Cult of Chaos
11. Thorns in My Flesh
12. Turn to Dust
13. Vengeance is Mine
14. Secrets
15. The Zoo (Sorpions cover)
16. Snowbound (Acoustic)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Álbum da Semana: Rise Of The Tyrant - Arch Enemy

Depois de três excelentes álbuns após a chegada de Angela Gossow, o Arch Enemy lançou em 2007 o Rise Of The Tyrant, que traz uma pequena, porém significante mudança no som da banda. O peso, a velocidade e a garra que a banda sempre mostrou estão presentes em Rise Of The Tyrant, mas, além disso, as canções estão mais melódicas, o que acrescenta mais personalidade ao som da banda e a faz trilhar por um caminho próprio.

A sonoridade também se aproxima um pouco da de discos mais antigos, talvez pelo fato de o disco ser produzido por Fredrik Nordström (produtor de bandas como Dream Evil, Nightrage, Dark Tranquility, Soilwork e Opeth), que produziu os primeiros trabalhos da banda.

O álbum também marca a volta de Chris Amott nas guitarras, junto com seu irmão Michael Amott. A parceria dos dois é incrível, combina técnica, peso, rapidez e feeling, o que resulta em melodias contagiantes e envolventes, e trilham a brutalidade e a beleza por um mesmo caminho. Os solos e as harmonias executados pelos irmãos são quase perfeitos, talvez seja a melhor performance da dupla em um álbum. Os vocais de Angela Gossow continuam fortes e agressivos, mas neste disco ela também mostra uma exploração maior de sua técnica, com algumas linhas mais emocionais, saindo um pouco do tradicional vocal gutural, o que enriquece muito o resultado final das canções.

Todas as faixas do disco são boas, mas algumas se destacam. Blood On Your Hands é uma delas, tem uma levada mais thrash metal e mostra bem a junção dos elementos que caracterizam o Arch Enemy, principalmente neste álbum. Os irmãos Amott arrebentam em The Last Enemy, com boas linhas melódicas e duelos incríveis, além de um discreto teclado, que dá um clima especial à música. I Will Live Again é mais cadenciada, tem um começo acústico, um uma boa melodia no teclado e um refrão que gruda. The Day You Died tem guitarras mais cadenciadas, mas baixo e bateria super pesados. In the Shallow Grave é direta e forte, mostrando que o álbum não é feito só de mudanças. Outras que merecem destaque são a bela instrumental Intermezzo Liberté e a faixa que fecha o disco, Vultures, que tem complexas passagens instrumentais e solos elaborados aos longo de seus mais de 6 minutos.

Rise Of The Tyrant é um marco na carreira da banda, talvez o melhor disco do grupo. Pode-se dizer que ele peca pelas letras, que são um pouco infantis, mas, perante a grandiosidade do trabalho instrumental, pecado mesmo seria criticá-las. Se você gosta do Arch Enemy, seja na fase inicial ou na atual, Rise Of The Tyrant tem faixas para todos os gostos. E se você gosta de death metal, seja do tradicional ou do melódico, não deixe de dar uma conferida nesse discaço.


Tracklist:

1 - Blood On Your Hands
2 - The Last Enemy
3 - I Will Live Again
4 - In This Shallow Grave
5 - Revolution Begins
6 - Rise Of The Tyrant
7 - The Day You Died
8 - Intermezzo Liberté
9 - Night Falls Fast
10 - The Great Darkness
11 - Vultures

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