Karina Buhr no Recife

Cantora celebra o auge com show vibrante em Recife

Entrevista: Into The Void

Em entrevista ao Metropolis Music, os americanos do Into The Void falam sobre seu novo álbum, a cena Metal da região, o processo de criação de seus clipes e muito mais

Pérola perdida

Funk, Prog e Jazz com os africanos do Demon Fuzz

Band of Skulls

"Sweet Sour apresenta o trio ainda mais flexível, partindo de canções puramente densas à composições com toda a sutileza do folk."

Leonard Cohen

"As velhas ideias deste senhor ainda são muito superiores à várias novas sensações do cenário musical."

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terça-feira, 20 de março de 2012

Paul McCartney: show em Florianópolis confirmado


Os rumores que começaram a circular há alguns dias se confirmaram; o ex-Beatle Paul McCartney tocará na capital catarinense. O show será no dia 25 de abril, no estádio da Ressacada.

Ainda não há informações sobre a venda de ingressos, porém já se sabe que o bilhete mais caro custará 800 reais. 30,000 ingressos serão colocados à venda.

Além do show em Florianópolis, o músico também realizará dois shows em Recife. Apresentações em Assunção e Montevidéu também estão confirmadas.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Paul McCartney faz dois shows no Recife em abril; terceiro show em Floripa está em negociação


Foi confirmado hoje, pelo jornal Diário de Pernambuco em entrevista com o Secretário de Turismo do Recife, dois shows de Paul McCartney na cidade, que acontecem nos dias 21 e 22 de abril no Estádio do Arruda. Serão as únicas apresentações no nordeste. Os detalhes serão esclarecidos amanhã com uma entrevista coletiva.

Desde o ano passado circulavam vários boatos de que o ex-Beatle se apresentaria na cidade. Mas a confirmação só veio neste último domingo, com o colunista Lauro Jardim na edição #2260 da revista Veja, que noticiou que a produtora Planmusic ainda negocia uma terceira apresentação de Paul, desta vez em Florianópolis.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Review: Paul McCartney - Kisses On The Bottom

Por Gabriel Albuquerque

No auge de seus 69 anos, em meio à gigantescas turnês mundiais, Paul McCartney resolveu diminuir o ritmo. Parar e olhar para o próprio passado com Kisses On The Bottom, seu novo disco, o décimo oitavo de sua carreira. O álbum é composto basicamente por covers de standards dee R&B das décadas de 1940 e 1950; músicas que acompanharam o músico durante sua juventude em Liverpool e o influenciou a formar, junto com John Lennon, a banda mais importante da história da música pop: os Beatles.

Apesar do título travesso e levemente anárquico, Kisses On The Bottom (Beijos na Bunda) está imerso nas lembraças do ex-Beatle. É um disco simples, que não vai mudar os rumos do pop. Mas é simpático, singelo e prazeroso. Os melhores momentos são ''My Valentine e ''Only Our Hearts'', as únicas faixas compostas por Paul. Elas ainda contam com as ilustres praticipações de Eric Clapton e Stevie Wonder, respectivamente, mas o que as eleva em relação as demais é a interpretação emocionada de McCartney, que se entrega à música alguém que está prestes a afogar-se abraça uma bóia salva-vidas.

Outros bons momentos são ''My Very Good Friend The Milkman'', ''We Three (My Echo, My Shadow and Me)'' e ''More I Can Not Wish You'', onde McCartney, que já foi um vocalista raivoso em ''Helter Skelter'', uma das pioneiras do heavy metal, se mostra um crooner suave.

Para quem tem clássicos irreparáveis como Sgt. Peppers, Revolver, Abbey Road e Band On The Run no currículo, a influência de Kisses On The Bottom é pífia, quase nula. Dificilmente estaremos falando desse disco em quinze ou dez anos. Mas à curto prazo, o tímido disco se mostra uma boa trilha sonora para um preguiçoso domingo chuvoso.


Nota: 6,5


Tracklist:
01. I'm Gonna Sit Right Down And Write Myself A Letter
02. Home (When Shadows Fall)
03. I'ts Only A Paper Moon
04. More I Cannot Wish You
05. The Glory Of Love
06. We Three (My Echo, My Shadow And Me)
07. Ac-Cent-Tchu-Ate The Positive
08. My Valentine
09. Always
10. My Very Good Friend The Milkman
11. Bye Bye Blackbird
12. Get Yourself Another Fool
13. The Inch Worm
14. Only Our Hearts

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Novo álbum de Paul McCartney vaza na web; baixe


Já vazou na web o novo álbum do ex-Beatle Paul McCartney. Kisses On The Bottom será lançado oficialmente no dia 7 de fevereiro e tem participações especiais de Eric Clapton e Stevie Wonder e é composto por covers que o inspiraram a formar os Beatles, junto com John Lennon. ''Quando comecei a compor, percebi como elas eram bem estruturadas. Harold Arlen, Cole Porter: esses caras foram muito importantes para nós'', comentou em seu site oficial.

Clique abaixo para fazer o download de Kisses On The Bottom:


DOWNLOAD

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Ouça 'Only Our Hearts', nova música de Paul McCartney com Stevie Wonder


Vazou na web a mais nova música de Paul McCartney, ''Only Our Hearts'', uma parceria com Stevie Wonder. A faixa integrará o próximo álbum do ex-Beatle, cujo título e capa foram revelados essa semana: Kisses On The Bottom (em bom português, Beijos na Bunda).

Essa não é a primeira vez que os músicos gravam juntos. Nos anos 1980 a dupla lançou o hit ''Ebony and Ivory'', sucesso em vários países.

Além da parceria com Stevie Wonder, o disco também terá a colaboração de Eric Clapton na faixa ''My Valentine'' (clique para ouvir) e será lançado no dia 7 de fevereiro.

Em seu site oficial, Paul comentou que Kisses On The Bottom trará músicas cover em que ele e John Lennon ouviam antes de formar os Beatles e que lhes serviram de inspiração. Quando comecei a compor, percebi como elas eram bem estruturadas. Harold Arlen, Cole Porter: esses caras foram muito importantes para nós”.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Paul McCartney: ouça a nova ''My Valentine'', com participação de Eric Clapton


Foi disponibilizada uma nova música de Paul McCartney. ''My Valentine'', que conta com Eric Clapton ao violão, será incluída no próximo álbum, ainda sem nome, do ex-Beatle, cujo lançamento está agendado para fevereiro. Ontem foi divulgado que o disco, além de Clapton, também tem participação de Stevie Wonder.

Há alguns meses haviamos já publicado a notícia de que Paul lançaria um novo álbum em 2012. Clique para rever.

''My Valentine'':

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Assista: Ron Wood, guitarrista dos Stones, toca em show de Paul McCartney


Durante seu show na O2 Arena na segunda-feira (5/12), o único de 2011 em Londres, Paul McCartney chamou ao palco uma partição especial: o guitarrista dos Rolling Stones Ronnie Wood, que tocou ao lado de Paul a música ''Get Back'', lançada pelos Beatles em 1969. Felizmente, um fã gravou tudo e o momento pode ser conferido abaixo:

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Paul McCartney lançará álbum de inéditas em fevereiro


Paul McCartney lançará em fevereiro o seu primeiro álbum de estúdio em 5 anos. Gravado entre Londres e Los Angeles, o sucessor de Memory Almost Full (2007), conterá faixas inéditas do ex-Beatle e regravações de standards antigos, antes da explosão do rock n' rool. Ainda não há título definido para o disco, mas há boatos de que se chamará My Valentine.

domingo, 7 de novembro de 2010

John x Paul

Por Sérgio Martins
Jornalista
Matéria publicada originalmente na revista Veja. Edição 2189 - ano 43 - nº 44

Os shows de Paul McCartney no Brasil e o relançamento dos discos-solo de John Lennon são uma boa oportunidade para reavivar o mais irresistível debate do Rock: qual dos dois foi o maior beatle?

Entre os fãs de Rock, há uma disputa ancestral para decidir qual é a maior banda de todos os tempos - os Beatles ou os Rolling Stones. E uma divisão ainda mais acirrada corre entre os partidários do quarteto de Liverpool: O Fla-Flu musical entre os parceiros (e depois cordiais inimigos) John Lennon e Paul McCartney, que assinam a maior parte das canções dos Beatles. Dois eventos desta semana permitirão que os beatlemaníacos revisem ou reforcem suas posições nessa querela. Comemorando os 70 anos de nascimento de Lennon e lembrando os trinta de sua morte, que se completarão em 8 de dezembro, está chegando às lojas a reedição completa dos discos-solo do compositor de Imagine, um álbum original e três compilações. E McCartney, 68 anos e ainda o ''beatle bonitão'', desembarca para shows no próximo domingo em Porto Alegre e, nos dias 21 e 22 em São Paulo. Os mais equilibrados argumentarão que esse debate é inútil. Ambos, afinal, eram músicos de talento excepcional, aos quais se pode creditar a invenção do POP. A natureza do fã, porém, tem pouco de equilíbrio - e muito de exaltação.

A criação dos Beatles, em torno de 1960, deve-se sobretudo a Lennon, e nos primeiros anos foi ele seu líder e porta-voz inconteste. Também foi Lennon quem mudou as canções pueris e açucaradas dos primórdios da banda para composições de mais fôlego, ousadas na crítica social e adultas na exploração de dramas pessoais. McCartney assumiu a liderança de fato dos Beatles em 1966, fase em que Lennon estava mais interessado em experiências psicodélicas do que no trabalho de gravação (foi McCartney, entretanto o primeiro beatle a experimentar LSD). Por tanto, o motor criativo dos melhores discos da banda, como Revolver e Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, foi McCartney. Em contraste com o parceiro disciplinado, Lennon era também errático. O técnico de som Geoff Emerick lembra que McCartney dava instruções técnicas, precisas, enquanto Lennon pedia coisas como ''faça-me soar como o Dalai Lama pregando no topo de uma montanha''. Ainda assim, Lennon saía-se com ousadias que até hoje soam criativas e modernas. É o caso de Tomorrow Never Knows, com seus efeitos de guitarra e instrumentos tocando de trás para a frente. Também fpo Lennon quem deu forma revolucionária à canção mais ousada de Sgt. Pepper´s - A Day In Life, uma das últimas parcerias efetivas da dupla.

Nunca totalmente sozinho: Paul McCartney voltou a tocar músicas de John Lennon, o seu eterno parceiro e rival.

Não se deve concluir daí, porém, que McCartney fosse o ''quadradão'' da banda. O biógrafo Barry Miles derrubou esse velho lugar comum. Era McCartney, e não Lennon, quem frequentava o mundo da moda e as galerias de arte (ainda que Lennon tivesse passado pela Liverpool School Of Art e fosse um desenhista talentoso). As várias guinadas musicais do grupo foram quase sempre capitaneadas por McCartney. E esse espítiro inquieto resiste. McCartney surpreendeu os que o acusavam de compor apenas baladas adocicadas quando lançou o projeto The Fireman, em 1994. Trata-se de um trabalho de música eletrônica, gravado ao lado de Youth, baixista do grupo pós-Punk Killing Joke. A parceria foi renovada em um disco de 2008, Eletric Arguments (esse McCartney de rave, porém, não comparece aos shows ao vivo, nos quais prefere se ater aos standards dos Beatles e de sua carreira solo, como Live And Let Die e Band On The Run).

Os dois beatles tinham temperamentos difíceis. Lennon, em particular, era um tipo abrasivo, às vezes até violento - em uma crise de ciúme, chegou a dar com a cabeça da primeira mulher, Cynthia, contra uma parede. Era talvez inevitável que o choque entre eles resultasse na dissolução do grupo, em 1970. A influência da chatonilda Yoko Ono, o grande amor da vida de Lennon, sobre o fim do grupo costuma ser um tanto superestimada. Aliás, um defeito comum aos dois, na carreira-solo foi a inclusão de suas mulheres em shows e discos, em franca desproporção com o talento delas. Paul, pelo menos, parece ter sido feliz com a pandeirista Linda McCartney (o mesmo não se pode dizer de seu casamento com Heather Mills, que há doius anos lhe arrancou 85 milhões de reais em um divórcio litiginoso). A despeito da cultivada imagem de casal maluco beleza, a união de Lennon com Yoko teve lançes que beiram a patologia: em certo período, ela passou a negar sexo ao parceiro, que se entregava então compulsivamente a práticas solitárias.

Aparentemente conciliado com o antigo rival, McCartney hoje até inclui músicas da carreira solo de Lennon, como Give Peace A Chance, no repertório de Up And Coming, turnê que ele traz ao Brasil. E, claro, toca várias canções dos Beatles. 'Um dia, quando eu lançar um disco realmente bom, quem sabe eu possa deixá0las de lado'', ironizou ele certa vez. Não há escapatória: Paul McCartney será para sempre o parceiro de John Lennon, seu rival.

O fla-flu do Rock
Item por item, o embate entre dois beatles - John Lennon e Paul McCartney

  • Melodia
McCartney foi o idealizador de discos como Revolver e Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band, que fizeram a banda amadurecer. Mas Lennon compôs canções como Tomorrow Never Knows e A Day In Life, inovadoras nos arranjos e ousadas na melodia

Paul McCartney *
John Lennon *
  • Letras
Depois de ouvir orientações de Bob Dylan, em 1965, Lennon começou a fazer letras mais pessoais, com jogos de palavras criativos e assuntos inusitados, como em I Am The Walrus (Eu Sou A Morsa). McCartney era bom nas mensagens sentimentais, como em The Long And Winding Road e na lindíssima She´s Leaving Home

Paul McCartney
John Lennon *
  • Inovação
Lennon ficou com fama de provocador. Mas, em boa parte do tempo, estava chapado demais para exercê-la. McCartney, assim, foi o verdadeiro beatle de vanguarda, Frequentava galerias de arte, era obcecado por técnicas de estúdio e introduziu novos elementos sonoros na música dos Beatles - como o solo de trompete de Penny Lane, inspirado em Bach.

Paul McCartney *
John Lennon
  • Moda
McCartney frequentava o mundo da moda em Londres, e foi dele a idéia para os figurinos de Sgt. Peppers. Hoje, sua filha Stella é uma estilista respeitada

Paul McCartney *
John Lennon
  • Sucesso com as fãs
McCartney, todo certinho, era chamado de ''o beatle bonitão''. Já Lennon tinha um apelo mais selvagem e imprevisível - foi ele quem descreveu as turnês da banda como orgias intinerantes

Paul McCartney *
John Lennon
  • Escolha de mulheres
Os dois encontraram o grande amor no fim da década de 60: McCartney casou-se com a americana insossa Linda Eastman; Lennon com a japonesa chatonilda Yoko Ono. Ambos a puseram para cantar. Antes não o tivessem feito

Paul McCartney *
John Lennon
  • Trato com os mortais
Lennon e McCartney eram difíceis no trato com os fãs, mas a acidez de Lennon causava mais danos. Ele chegou a fazer um músico que o admirava, da banda Turtles, desistir da carreira.

Paul McCartney *
John Lennon *
  • Carreira pós-Beatles
No trabalho-solo, ambos lançaram discos ótimos e sofríveis. Lennon, porém, emplacou mais canções realmente memoráveis, como Imagine e Happy Christmas (War Is Over)

Paul McCartney
John Lennon *

PLACAR FINAL:

Paul McCartney:
6
John Lennon :
4



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