Karina Buhr no Recife

Cantora celebra o auge com show vibrante em Recife

Entrevista: Into The Void

Em entrevista ao Metropolis Music, os americanos do Into The Void falam sobre seu novo álbum, a cena Metal da região, o processo de criação de seus clipes e muito mais

Pérola perdida

Funk, Prog e Jazz com os africanos do Demon Fuzz

Band of Skulls

"Sweet Sour apresenta o trio ainda mais flexível, partindo de canções puramente densas à composições com toda a sutileza do folk."

Leonard Cohen

"As velhas ideias deste senhor ainda são muito superiores à várias novas sensações do cenário musical."

Mostrando postagens com marcador Classic Tracks. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Classic Tracks. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Classic Tracks: ‘Redemption Song’

Por Gabriel Albuquerque

Dizem que quando um cisne sente que a morte está próxima, ele emite um canto belo canto melodioso, o famoso ‘’canto do cisne’’. Em 1979, Bob Marley já fora diagnosticado com o câncer que tiraria sua vida no ano seguinte. E, como conta sua esposa, ‘’secretamente afundado em fortes dores’’, compôs ‘’Redemption Song’’ - o seu canto do cisne.

Marley já havia gravado uma versão da música ao lado de toda a sua banda, o Wailers. Mas aceitou a sugestão do presidente da Island Records, Chris Blackwell, e tocou-a em uma versão acústica, acompanhado apenas pelo violão, transformando-a em um sublime lamento folk. Um estilo inédito em sua obra, passando longe das batidas pesadas do reggae que fizeram seu nome.

Inspirado pelos escritos do orador Marcus Garvey, Marley compôs uma letra suntuosa sobre a escravidão, tanto mental quanto física. E com paixão e serenidade, convoca: ‘’Libertem-se da escravidão mental. Ninguém além de nós pode libertar nosso espírito’’.

‘’Redemption Song’’ nunca foi um grande sucesso nas paradas – não entrou nem no Top 100 da Inglaterra. Mas hoje é a canção que melhor sintetiza, em pouco mais de três minutos, todo o espírito pacifista de Bob Marley. A última faixa de seu último disco, a última música que ele tocou ao vivo: ‘’Redemption Song’’ é sua última mensagem ao mundo. Seu inesquecível epitáfio. Afinal de contas, só nos restam essas canções de redenção.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Classic tracks: ''Brasileirinho''



Por Gabriel Albuquerque

Um dos gêneros musicais mais antigos da música popular brasileira, o choro hoje tem como algumas de suas principais características o destaque instrumental do cavaquinho, que realiza vários ornamentos em meio à melodia. Mas nem sempre foi assim. Desde seu surgimento, em meados dos anos 1930, até o final da década de 1940, o cavaco era mero coadjuvante, que servia apenas de acompanhamento. Todo esse conceito veio abaixo quando Waldir Azevedo, um jovem carioca, virtuose do cavaquinho, lançou o tema ''Brasileirinho'', que ampliou as possibilidades do instrumento e o eternizou na cultura popular.

Filho de família pobre, Waldir interessou-se por música ainda na infância e costuma fazer algumas apresentações em público (a primeira, aos dez anos de idade), ora tocando flauta transversal, ora tocando cavaquinho, instrumento que só veio a dominar na adolescência. Começou a entrar na música profissionalmente aos 22 anos, após ter recebido um convite de um amigo para integrar a banda do programa Rádio Clube do Brasil, onde permaneceu por dois anos e acabou assumindo a liderança do conjunto. Em 1947, com 25 anos, Waldir estreou em disco. E logo de cara, mandou sua obra prima.

Com uma performance enérgica e visceral, em ''Brasileirinho, Waldir transforma o simples cavaquinho numa metralhadora poderosa, dedilhando acordes virtusos, poderosos e precisos. Tudo em torno de uma letra alegre e que conduz até mesmo o mais tímido do ouvinte para a dança. Mais do que tudo, ''Brasileirinho'' retrata com perfeição o espírito alegre e otimista que tornou-se ícone brasileiro.
A canção também ganhou fama na voz de Carmen Miranda, uma famosa releitura elétrica e ainda mais rápida do guitarrista Pepeu Gomes e uma interpretação calorosa do violocenlista clássico Yo Yo Ma, mas nenhuma conseguiu bater a original.

Sessenta e cinco anos depois de sua criação, ''Brasileirinho'' ainda é potente e continua a espalhar o Brasil e sua cultura para o mundo. Não é a toa que seus últimos versos são ''Nunca mais esquecerei o tal chorinho / Brasileirinho!''

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More