Karina Buhr no Recife

Cantora celebra o auge com show vibrante em Recife

Entrevista: Into The Void

Em entrevista ao Metropolis Music, os americanos do Into The Void falam sobre seu novo álbum, a cena Metal da região, o processo de criação de seus clipes e muito mais

Pérola perdida

Funk, Prog e Jazz com os africanos do Demon Fuzz

Band of Skulls

"Sweet Sour apresenta o trio ainda mais flexível, partindo de canções puramente densas à composições com toda a sutileza do folk."

Leonard Cohen

"As velhas ideias deste senhor ainda são muito superiores à várias novas sensações do cenário musical."

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Helloween: novo álbum em 2012

Em entrevista a Blitzrieg Metal Magazine durante o lendário festival Wacken Open Air, o baterista do Helloween, Dani Loble, disse: ''nós já temos algumas ideias para o próximo disco, que está planejado para o fim de 2012. Quando esse turnê acabar, vamos para o estúdio para escrever e gravar as próximas músicas.''
A banda alemã de power metal lançou 7 Sinners no segundo semestre do ano passado, e está em turnê de promoção desse álbum.
O vídeo da entrevista completa pode ser assistido aqui.

domingo, 14 de novembro de 2010

Helloween - 7 Sinners (Resenha)

Depois do “alegrinho e divertido” Unarmed, no qual a banda fez adaptações acústicas para seus maiores clássicos, álbum que os fãs mais xiitas acharam uma tremenda brincadeira de mau gosto, o Helloween lançou no dia 31 de Outubro (Halloween!) um dos álbuns mais pesados da carreira da banda, talvez o mais pesado.

O álbum abre com Where The Sinners Go, sem introdução. A canção não seria a mais indicada para abrir o disco, até tem um ritmo que soa empolgante, mas ao mesmo tempo não empolga por ser muito cadenciada e seguir numa mesma levada de bateria do início ao fim. O álbum segue com Are You Metal?, lançada como single. A música é daquelas típicas de power metal que proclamam o heavy metal, tem uma pegada forte e um refrão bom de gritar. A faixa revela a intenção da banda de fazer algo mais agressivo e pesado, o som se distancia muito de As Long As I Fall , single principal de Gambling With The Devil, último álbum de inéditas da banda. Seria uma canção perfeita para abrir o disco...

Who Is Mr. Madman tem uma introdução narrada por Biff Byford, do Saxon, e alterna entre momentos rápidos e lentos. Tem a melodia de Perfect Gentleman – do álbum Master of the Rings - incluída, mas não é de se estranhar, já que Markus Grosskopf disse que a canção é inpirada no “Cavalheiro Perfeito”. Raise The Noise é um dos destaques do disco, é mais melódica que as anteriores, e tem uma peculiaridade, um solo de flauta, muito bem encaixado aliás, junto as guitarras, algo que é incomum no som da banda.

Em seguida temos World Of Fantasy, uma canção mais leve, onde o peso dá lugar à contornos mais “épicos”, para dar uma acalmada no ritmo. É mais melódica e tem um refrão grudento, um pouco meloso demais. Vale ressaltar as linhas de guitarra mais características da banda nessa canção e também as melodias vocais, mas dá a sensação de que falta algo, um pouco mais de “força” na performance.

Long Live The King é a mais rápida do álbum, quase um speed metal. É suja e agressiva, com pouca melodia. Contrasta bem com a faixa seguinte, The Smile OF The Sun, a única balada do álbum. A faixa tem um bonito tranalho vocal, bastante teclado e aquelas melodias típicas do Helloween, mas logo em seguida temos outra com um estilo mais speed, You Stupid Mankind, bem pesada e com um quê de obscuridade.

If A Mountain Could Talk é Helloween por excelência. É rápida, tem boas variações, grandes solos com longas linhas melódicas, e cresce muito no refrão, além de um interessante fundo orquestrado e com contornos sinfônicos. The Sage, The Fool, The Sinner mostra mais do mesmo do restante do álbum, tem peso, rapidez e um refrão que fica e dá pra cantar junto logo na primeira ouvida, além de fortes linhas vocais.

My Sacrifice tem a bateria frenética, com boas alternâncias, hora acelerada, hora parecida com a batida de One, do Metallica. A canção é boa, mas perde um pouco de poder no refrão, que é um pouco chato. Pra quem sentiu falta da tradicional introdução que abre a maioria dos álbuns, Not Yet Today é uma delas, serve como um prelúdio para a épica Far In The Future. A canção fecha bem o álbum, tem grandes solos, um grande refrão...nada de muito diferente do restante, a não ser por um leve toque progressivo e um pouco de power thrash.

O álbum cumpre o que promete, realmente é o mais pesado da carreira do Helloween, tem músicas mais velozes, guitarras mais pesadas e bastantes variações. Grande parte dos créditos desse som mais agressivo vão para Dani Löble, que mostrou ser um excelente baterista, tocando com muita vitalidade. E nas melhores faixas, todos os integrantes tocaram muito, tornando-as verdadeiros clássicos, como If A Mountain Could Talk e The Sage, The Fool, The Sinner. Não há como comparar o disco com os clássicos da época áurea do Helloween, e apesar da falta das melodias que tanto marcaram a carreira da banda e de o Helloween realmente estar um pouco diferente, ainda assim esse é um Helloween álbum. Com certeza agradrá aos fãs e vai tirar um pouco da "raivinha" que ficou por conta de Unarmed.


Tracklist:

1 - Where the Sinners Go
2 - Are You Metal?
3 - Who is Mr. Madman?
4 - Raise the Noise
5 - World of Fantasy
6 - Long Live the King
7 - The Smile of the Sun
8 - You Stupid Mankind
9 - If a Mountain Could Talk
10 - The Sage, The Fool, The Sinner
11 - My Sacrifice
12 - Not Yet Today
13 - Far in the Future

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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Helloween - Unarmed (Review)

O Helloween lançou um novo disco, uma coletânea para comemorar os 25 anos da banda. Okay, zilhões de bandas fazem, fizeram e vão fazer isso, mas porque essa coletânea é diferente ? Porque a banda decidiu mexer nos arrajos e fazer praticamente um acústico; com orquestra, coral e metais (mais alguém se lembrou de um outro disco chamado S&M ?). Vamos a nossa resenha faixa-faixa.



A coletânea já começa com um clássico da banda: Dr. Stein, e sinceramente, essa é a pior música do disco, uma versão fraquíssima, com backing vocals que deixaram a música ridícula. O pior dela é a letra que não condiz nem um pouco com a música ''alegrinha'' e seus backings e saxs. O único jeito dessa faixa se salvar é se o ouvinte não conhecer a versão original ou a letra, aí ela pode levar uma nota 7 por sua alegria.

Depois Entra Future World, que desmancha o fracasso causado pela música anterior. Sei que os fãs da banda gostam muito mais do Michael Kiske, mas essa música ficou muito melhor na voz de Deris, e na versão ''unarmed'' também. O refrão ficou bem interessante; um pequeno solo de guitara, muito bom também. Uma das melhores do disco.

If I Could Fly que apesar de ser uma música originalmente bem power metal, ela também tinha um toque de piano no meio, e na versão acústica isso não mudou; a música se adequou perfeitamente, tanto nas letras como na música. O solo no violão e depois no piano ficou perfeito, a única coisa que deveria ser descartada, tanto nessa como em outras músicas do play, é o backing vocal que me parece não ser o forte do Helloween.

Confesso que quando começou Where The Rain Grows eu até dei uma risadinha. Uma música que é puro metal, com guitarras bem rápidas se transformou numa baladinha bem melódica de FM. Apesar dessa descaracterização total, a música ''unarmed'' ficou extremamente boa ! O refrão que já era bem forte e marcante ficou ainda mais. Essa a banda podia adotar para o repertório de shows.

Keeper´s Trilogy é um Medley de 17 minutos que os caras de Halloween (Keeper Of The Seven Keys Part 1), Keeper of the Seven Keys (Keeper of the Seven Keys Part 2) e The King for a 1000 Years (Keeper of the Seven Keys III - The Legacy). A faixa é muito boa, começa com uma introdução incrível de orquestra e depois entra a guitarra e a bateria, na versão original, sem esse negócio de acústico, com velocidade. Depois volta a ficar calma... enfim, é algo que só dá pra entender ouvindo.

Eagle Fly Free foi mais um erro da banda, principalmente nos vocais duplicados, com a voz do Deris e de uma mulher que não faço a mínima idéia de quem seja... nem o Google ! Essa canção ficou parecendo uma bossa nova com um refão legalzinho; a única coisa boa na música é o refão, só.

Opa, agora veio uma muito legal, Perfect Gentleman. Fiquei com esse refrão na cabeça uma semana inteira, apesar dos backing vocals ainda incomodarem...

Forever And One não se diferencia muito de sua original. Os arranjos são praticamentes os mesmos, só que, diferente da original, o piano acompanha a música toda, sem nenhuma guitarra ou bateria. Me lembrou muito a clássica November Rain, e imaginei o Helloween tocando Forever And One ''unarmed'' ao vivo, do mesmo jeito que o Guns N´Roses, e sinceramente, acho que a ''fonte de inspiração'' veio deles mesmo.

Começa I Want Out, uma bela introdução no violão, até que depois vem um coral infantil bem estilo ''Another Brick In The Wall Prt. 2'' cantando um '''lá lá lá''. Teve muita gente que ficou zoando esse ''lá lá lá'', mas eu até que gostei, é bem diferente e dá uma vontade de cantar uma coisa tão simples: ''lá lá lá''. Indo para a música, ela ficou muito boa, a guitarra ficou atrás, dando destaque ao vocal e com o refrão sendo cantado pelo coral infantil: I WANT OUT !

Fallen To Pieces é uma música que eu não gostava originalmente, e no Unarmed não mudou muito. Mesmo assim, a nova versão ficou muito melhor, como sempre, o refrão melhorou a canção, mas além disso, tem uma guitarra espanhola muito interessante, com certeza, o destaque da canção. Poderia ter sido melhor se tivessem tirado esses backing vocals, já atrapalhou muita coisa até aqui.

Unarmed termina com A Tale That Wasn´t Right, que é totalmente orquestrada, do início ao fim, bem chatinha, só pra completar o disco mesmo.

Conclusão: Unarmed é um bom disco, mas se você é um fã xiita da banda ou do gênero, desista, o negócio aqui é saber lidar com novos horizontes. Em mminha opinião, o disco deve ser ouvido, vale a pena, tem umas baladas não muito melódicas que ficaram bem legais, os refrões dão fáceis de decorar e cantar. Acho que o Unarmed se tornou bem em sua função de coletânea: conseguir novos fãs. Unarmed é um ótimo disco para se apresentar a banda à alguém, principalmente porque não exagera nos vocais agudos.


  1. "Dr. Stein"
  2. "Future World"
  3. "If I Could Fly"
  4. "Where The Rain Grows"
  5. "The Keeper's Trilogy"
  6. "Eagle Fly Free"
  7. "Perfect Gentleman"
  8. "Forever & One"
  9. "I Want Out"
  10. "Falling To Pieces"
  11. "A Tale That Wasn't Right"
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