Karina Buhr no Recife

Cantora celebra o auge com show vibrante em Recife

Entrevista: Into The Void

Em entrevista ao Metropolis Music, os americanos do Into The Void falam sobre seu novo álbum, a cena Metal da região, o processo de criação de seus clipes e muito mais

Pérola perdida

Funk, Prog e Jazz com os africanos do Demon Fuzz

Band of Skulls

"Sweet Sour apresenta o trio ainda mais flexível, partindo de canções puramente densas à composições com toda a sutileza do folk."

Leonard Cohen

"As velhas ideias deste senhor ainda são muito superiores à várias novas sensações do cenário musical."

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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Tecladista do Dream Theater homenageia Steve Jobs


O tecladista do Dream Theater, Jordan Rudess, compôs uma música de pouco mais de dois minutos em homenagem à Steve Jobs, o co-fundador da Apple e criador de aparelhos como iPhone, iPod e o sistema de venda de música online iTunes, que faleceu na semana passada.

''Embora eu nunca o tenha conhecido pessoalmente, seu trabalhou influenciou muito positivamente a minha vida. Um tributo para um ser humano incrível e inspiracional'', declarou o Jordan.

Review: Dream Theater - A Dramatic Turn Of Events

Por Rodrigo Luiz

Depois da surpreendente saída de Mike Portnoy em 2010, e todos os tormentos que ocorreram em consequência disso, muito se falou sobre o rumo que o Dream Theater ia tomar com a ausência de um dos seus membros fundadores e também principal letrista. Os questionamentos sobre a qualidade de Mike Mangini como baterista foram feitos apenas pelos fãs mais sedentos, pois o processo de seleção do novo baterista foi registrado em vídeo e mostrado ao público, ganhando contornos de um verdadeiro documentário/reallity show. Um tanto desnecessário, mas através disso todos puderam constatar o seu talento. Mas a principal pergunta era: como será o Dream Theater sem Mike Portnoy?

Se por um lado sua saída tenha gerado muita desconfiança, por outro lado havia quem se perguntasse se o baterista era tão fundamental assim. Portnoy era o principal responsável pela sonoridade e pelos rumos que o Dream Theater tomava, mas os últimos álbuns podem até não provar que o baterista não faz falta, mas certamente foram muito aquém das expectativas. Tinham algumas músicas muito boas, mas não o suficientes para deixá-los consistentes. Alguns podem demorar a reconhecer isso, mas a verdade é que a saída de Portnoy fez bem ao Dream Theater.

O grande foco dado à sua saída fez a maioria esquecer que a banda tem outros músicos igualmente competentes. Os integrantes estão sensivelmente mais soltos e com maior liberdade, principalmente John Myung e Jordan Rudess. A sonoridade que vinha focando cada vez mais no peso toma um rumo contrário, e faz do disco um eco latente do clássico Images And Words, focando mais na progressividade do início da carreira. A banda procura fazer aquilo que sabe.

No single "On The Black Of Angels", também a primeira faixa do disco, isso foi logo notado. Sua introdução é convidativa, com teclados com coros ao fundo, e a música vai evoluindo a cada instante, com bastante peso, melodia, variações de andamento e elaboradas passagens instrumentais, alem de um refrão bastante emotivo, tudo isso executado com técnica característica da banda. "Lost Not Forgotten", a xamânica "Bridges In The Sky", "Outcry" e "Breaking All Illusions", que é composta por John Myung, seguem essa linha, e não à toa são as melhores do disco. E na última citada esses elementos são elevados ao máximo, com um trabalho instrumental pra lá de soberbo, já surge como clássico, é a melhor música da banda em muito tempo.

Entre essas canções temos duas baladas, "This Is The Life" e "Far From Heaven". A primeira é lenta e poderosa, com uma belíssima performance de Rudess, com seus efeitos climáticos no teclado, e Petrucci, com um solo de guitarra fantástico. A segunda é mais intimista, conduzida apenas pelo piano, é suave, delicada, e tem uma forte emoção transmitida por James LaBrie. E é com outra balada, a belíssima "Beneath The Surface", que o disco termina, ela uma espécie de prima rica de "Far From Heaven". Dessa vez o teclado é acompanhado também de um violão, com outra bela performance do trio LaBrie/Rudess/Petrucci,possui uma letra bastante poética, e fecha o disco com muita elegância. A única que não convence é "Build Me Up, Break Me Down", que chama atenção pelas batidas eletrônicas e tem um refrão grudento, mas é difícil de digerir, mesmo depois de algumas audições.

Haverá quem questione esse "passo atrás" na sonoridade e considere isso medo de arriscar. Talvez até seja, mas é absolutamente compreensível, como já foi dito, Portnoy era o responsável pelo rumo que a banda vinha tomando e sua saída culminaria numa inevitável mudança, e regressar à sonoridade que a elevou ao satus máximo do metal progressivo não é um preço tão caro a se pagar. O disco é consistente, muito bem produzido e bastante equilibrado, de alta qualidade, mostra que Mike Mangini foi a escolha certa para a banda, e revela também um horizonte promissor para a dupla John Petrucci/Jordan Rudess nas composições.


Nota 8,5


Tracklist:
1. On the Backs of Angels
2. Build Me Up, Break Me Down
3. Lost Not Forgotten
4. This is the Life
5. Bridges In The Sky
6. Outcry
7. Far From Heaven
8. Breaking All Illusions
9. Beneath The Surface

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Dream Theater: assista o clipe de "On The Back Of Angels"


A banda Dream Theater divulgou nesta terça-feira (13) o clipe para a faixa "On The Back Of Angels", primeiros single de "A Dramatic Turn Of Events", lançado também na última terça.

O disco marca a estreia do baterista Mike Mangini no grupo. "Desde o primeiro dia, já sabiamos que essa seria a primeira faixa do disco. Essa é também a primeira música que Mangini realmente trouxe à vida, então ela é bem especial", disse o guitarrista John Petrucci.
 O clipe de "On The Back Of Angels" tem quase 9 minutos de duração. O vídeo mostra a versão completa da música, e não uma versão editada, o que o diferencia dos últimos clipes da banda.

Confira o clipe:

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Dream Theater: confira trecho de "Far From Heaven"


Novamente foi liberado um pequeno trecho de uma nova música do Dream Theater, desta vez "Far From Heaven". O trecho foi postado pela Yahoo! Music francesa e pode ser conferido abaixo.


O novo álbum de estúdio do Dream Theater, "A Dramatic Turn Of Events", chega às lojas em 13 de Setembro.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Dream Theater: ouça trecho da inédita "This Is The Life"


Um pequeno trecho da faixa "This Is The Life", que estará presente em "A Dramatic Turn Of Events", novo álbum do Dream Theater, está disponível para streaming no site da Music Radar. Para ouvir basta clicar aqui.

Em uma recente entrevista, também para a Music Radar, o guitarrista John Petrucci comentou a música:

"Eu trabalhei muito com Jordan [Rudess, teclados] em trazer a seção da ponte do meio para outro lugar. Ele é um mestre para criar os mais legais acordes e movimentos melódicos. Tudo cascateia de maneira que você não espera, a maneira que os acordes modulam-se e movem-se. A partir do processo de demo, mantivemos um solo de Moog que Jordan fez. - Eu amo-o absolutamente.

"O título surgiu um dia quando eu estava dirigindo na cidade com minha mãe. Minha irmã estava prestes a ter um bebê. Então fomos parados em uma luz por trás de um caminhão, e no caminhão havia um adesivo em espanhol que eu interpretei como "Esta é a vida." [This Is The Life]. Ao mesmo tempo, eu estava tocando a música para a minha mãe. Logo em seguida, eu olhei para ela e disse: 'Esse é o título da canção: 'This Is The Life' " 


"A Dramatic Turn Of Events" chegará as lojas no dia 13 de Setembro.


Um pequeno trecho da faixa "This Is The Life", que estará presente em "A Dramatic Turn Of Events", novo álbum do Dream Theater, está disponível para streaming no site da Music Radar. Para ouvir basta clicar aqui.

Em uma recente entrevista, também para a Music Radar, o guitarrista John Petrucci comentou a música:

"Eu trabalhei muito com Jordan [Rudess, teclados] em trazer a seção da ponte do meio para outro lugar. Ele é um mestre para criar os mais legais acordes e movimentos melódicos. Tudo cascateia de maneira que você não espera, a maneira que os acordes modulam-se e movem-se. A partir do processo de demo, mantivemos um solo de Moog que Jordan fez. - Eu amo-o absolutamente.

"O título surgiu um dia quando eu estava dirigindo na cidade com minha mãe. Minha irmã estava prestes a ter um bebê. Então fomos parados em uma luz por trás de um caminhão, e no caminhão havia um adesivo em espanhol que eu interpretei como "Esta é a vida." [This Is The Life]. Ao mesmo tempo, eu estava tocando a música para a minha mãe. Logo em seguida, eu olhei para ela e disse: 'Esse é o título da canção: 'This Is The Life' " 


"A Dramatic Turn Of Events" chegará as lojas no dia 13 de Setembro.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Dream Theater: confira detalhes e trecho de "Beneath The Surface"


Foi liberado na internet mais um trecho de uma nova música do Dream Theater, desta vez, "Beneath The Surface", última faixa do novo álbum, "A Dramatic Turn Of Events". "Beneath The Surface" terá 5:26 minutos no total e teve sua letra escrita por John Petrucci. O guitarrista comentou a faixa em uma recente entrevista para a Music Radar:

"'Beneath The Surface' é a última canção que escrevemos para o álbum. Tinhamos definido toda a bateria e outras tomadas, e eu acho que nós estávamos trabalhando nos teclados. Neste ponto, percebemos que o disco precisava de algo. Todo o resto foi muito intenso, então dar uma acalmada parecia certo."

"Com exceção de 'This Is The Life', eu estava escrevendo sobre temas muito pesados: instabilidade política na América, revoltas no Oriente Médio, antigos exércitos persas, os xamãs. Para a canção de encerramento, um pouco mais leve, a mensagem mais pungente lírica estava em ordem, algo que atingiria profundamente sua alma de uma forma muito honesta."

"Na verdade, eu escrevi a letra sem a música, foi antes mesmo de entrarmos no estúdio. Uma vez que começamos a trabalhar na canção, eu tinha uma parte de guitarra que parecia que iria funcionar, mas acabei mudando por lá. Houve um processo para encaixar as palavras com a música. Eu fiz demos da música e gravei, e os caras foram totalmente abertos a isso."

"É em sua maior parte acústica, e que poderia existir como uma canção acústica /vocal. Fizemos um arranjo para ela. Eu realmente gosto do solo de teclado no meio. Procuramos apenas o som direto de Moog, visando os isqueiros ou eu acho que os telefones celulares, saindo na plateia. Não chega a ser uma balada folk, é algo mais Genesis ou ELP. Eu adoro isso. Acho que é uma ótima maneira de terminar o álbum."
 

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Dream Theater: ouça trecho de "Breaking All Illusions"


Confira um trecho de 70 segundos de "Breaking All Illusions", nova música do Dream Theater que estará presente no álbum "A Dramatic Turn Of Events", com lançamento programado para 13 de Setembro. A música terá 12:25 minutos no total e teve sua letra escrita pelo baixista John Myung.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Dream Theater: ouça trecho de 'Bridges In The Sky'


A gravadora Roadrunner Records disponibilizou em seu canal no YouTube um trecho de 71 segundos de Bridges In The Sky, música inédita do Dream Theater que estará presente em seu novo álbum, "A Dramatic Turn Of Events", ao qual deve ser lançado no dia 13 de Setembro.

Confira o aperitivo da faixa, que terá 11:03 minutos no total, clicando aqui.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Nova música do Dream Theater revelada


Como havia prometido, o Dream Theater disponibilizou uma nova música para audição no seu canal no Youtube. On The Back Of Angels é o nome do primeiro single escolhido para o novo disco, A Dramatic Turn Of Events, previsto para ser lançado dia 13 de setembro via Roadrunner Records e a primeira a ser gravada pelo novo baterista, Mike Mangini. O disco foi mixado por Andy Wallacem, que já trabalhou com grandes nomes do metal, como Slayer, White Zombie e Sepultura.

Confira a baixo a tracklist do novo disco e a nova música disponível:

01. On The Backs Of Angels
02. Build Me Up, Break Me Down
03. Lost Not Forgotten
04. This Is The Life
05. The Shaman's Trance
06. Outcry
07. Far From Heaven
08. Breaking All Illusions
09. Beneath The Surface

sábado, 30 de abril de 2011

Conheça Mike Mangini, o novo baterista do Dream Theater!


Em Setembro de 2010, o baterista Mike Portnoy pegou todos de surpresa ao anunciar que estava deixando o Dream Theater, banda ao qual fundou e fazia parte há 25 anos. Os quatro integrantes remanescentes decidiram continuar com a banda e ontem (29/04), o mistério que durava sete meses chegou ao fim com o anúncio de que Mike Mangini é o mais novo integrante do Dream Theater.

Mike Mangini nasceu nos Estados Unidos em 1963. Começou a tocar bateria aos quatro anos de idade e aos dez começou a estudar música com Walter Tokarczyk. Desde 1987, Mangini dá aulas privadas à bateristas, pianistas e guitarristas.

Em 1991, o baterista começou a trabalhar com a banda de Thrash Metal, Annihilator, ao qual participou do álbum "Set The World On Fire" (1993) e saiu em turnês com o grupo até 1994. Logo em seguida, o músico passou a integrar o Extreme, onde permaneceu até o fim da banda em 1996. No mesmo ano, Mike Mangini completou sua primeira turnê mundial de clínicas, após passar por 40 países. A turnê também rendeu a publicação de seus primeiros materiais instrucionais, Rhythm Knowledge Volumes I e II. Ainda no mesmo ano, Mangini passou a integrar a banda de Steve Vai, onde permaneceu por quatro anos e gravou linhas de bateria para os álbuns "Fire Garden" (1996) e "The Ultra Zone" (1999).

Após deixar a banda de Steve Vai, Mike Mangini mudou-se para Boston e passou a dar aulas da Berklee College of Music, uma das faculdades de música mais conceituadas do mundo. O músico também possui três dos quatro recordes de baterista mais rápido do mundo, Fastest Matched Grip, Fastest Hands e Fastest Traditional Grip.

No final de 2010, Mike Mangini foi um dos sete selecionados para participarem das audições de novo baterista do Dream Theater. Mangini já havia trabalhado com o vocalista da banda, James LaBrie, em seu primeiro álbum solo. O anúncio da escolha de Mangini para integrar a banda foi feito através do documentário The Spirit Carries On, dividido em três episódios que mostram como foram as audições dos sete bateristas selecionados. O documentário pode ser conferido no canal do YouTube da gravadora Roadrunner Records.
No momento, Mike Mangini se encontra em estúdio gravando o décimo primeiro álbum de estúdio do Dream Theater.

E você? O que achou da escolha de Mike Mangini para ser o novo integrante do Dream Theater? Concorda, discorda? Comente!


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sábado, 4 de setembro de 2010

As Cenas de Uma Vida Passada - Ato II

Por Pedro Kirsten  

Daremos continuidade à matéria sobre o conceito do álbum Metropolis Pt.2: Scenes From A Memory do Dream Theater. Se você ainda não leu a primeira parte da matéria clique aqui.


Ato 2:

Cena Seis: Home
Ouvimos Julian falar de sua obssessão com sua decadência. Victoria o abandona devido aos seus vícios, pelo álcool e pelo jogo. Depois ouvimos Edward consolando Victoria por ter terminado com Julian. Ele se sente atraído por ela, no início também sente culpa por trair seu próprio irmão, mas depois essa atração se torna mais forte e ele a seduz. Logo ele se torna violento e possessivo. No fim da música Nicholas se sente cada vez mais atraído pela história.

Há em Home algumas partes similares com Metropolis Pt.1, tanto na letra quanto no instrumental. Também, no meio da música, é possível ouvir uma mulher tendo um orgasmo junto com o som de uma máquina-caça-níqueis. Isso simboliza a paixão entre Victoria e Edward ao mesmo tempo em que Julian alimenta seu vício.



Cena Sete, Parte I: The Dance Of Eternity O último verso de Metropolis Pt. 1 diz: "O amor é a dança da eternidade". Isso possívelmente representa quando Victoria e Edward fazem amor, a dança por causa dos movimentos e eternidade por causa da memória interminável do momento. A música incluí alguns riffs usados em Metropolis Pt 1.



Cena Sete, Parte II: One Last Time
Nicholas está convencido de que aquilo que ele viu no jornal é a verdade, e também ouve alguns rumores do affair de Victoria com Edward. Então vemos Victoria, na vida passada, dizendo "Pela última vez, nós deitaremos hoje" ("One last time, we'll lay down today"). Isto pode ser Nicholas ouvindo Victoria dizer adeus a Edward e que este será o último encontro.

Nicholas visita a casa de Edward, ele sente que a casa possuí pistas importantes. Ele entra no quarto e escuta gritos de uma mulher e um homem pedindo perdão, é possível que a este ponto Nicholas suspeite sobre o relacionamento de Victoria e Edward. Em um estado de dupla consciência ele vê cenas do encontro fatal de Victoria, mas não consegue informações o suficiente e a memória se apaga.



Cena Oito: The Spirit Carries On
Nicholas acorda novamente, e pela última vez, sobre hipnose e reiterando sua crença de que sua alma transcenderá e que ele não precisa temer a morte. Ele acredita que Edward estava envolvido no assassinato e planeja revelar a verdade sobre o que aconteceu há 70 anos atrás. Victoria aparece em sua mente, no presente, e diz que ele deve seguir em frente, que ela revelou a verdade para ele e que ele nunca deverá esquecê-la. Nicholas entra em um estado de paz por ter apaziguado o problema de Victoria e sua obssessão. Ele compreende que tudo isso aconteceu porque a morte não é o fim, mas apenas uma transição, como o hipnoterapeuta já havia lhe dito.
Cena Nove: Finally Free A última cena guarda informações que Nicholas não sabe à respeito, pois o hipnoterapeuta o retira do estado de trance e podemos ouví-lo entrar no carro e ir embora. O que descobrimos é que Victoria e Julian marcam um encontro secreto para conversarem, ela está animada, pois foi Julian quem ela sempre amou, e que ela terminará tudo com Edward. Ela não se sente mais culpada pelo caso com Edward, mas sabe que Julian "mataria seu irmão se ele descobrisse".



Eles se encontram imaginando que estão sozinhos. Edward aparece e começa a brigar com Julian, que deixa cair uma garrafa de licor do bolso de seu casaco e pega uma faca. Edward atira em Julian. Victoria grita. Edward diz: "Abra seus olhos Victoria", e atira nela também. Julian rasteja até ela e diz suas últimas palavras ("One last time...."). Edward escreve uma carta de suicídio e coloca no bloso de Julian e corre em busca de ajuda, fingindo ser uma testemunha.



Quando a história retorna à Nicholas ele está dirigindo para
sua casa e pensando que ele finalmente está livre da história que estava lhe perseguindo. Nicholas chega em casa e bebe algo para relaxar. Logo outro carro chega e o hipnoterapeuta entra na casa e Nicholas se assusta. O hipnoterapeuta então diz: "Abra seus olhos Nicholas" e ouvimos um barulho estático até começar a sumir. O álbum deixa este final pouco claro, porém no DVD ao vivo é revelado que o hipnoterapeuta é a reencarnação de Edward e que ele matou Nicholas, completando novamente o ciclo. Também pode-se interpretar que a missão de Victoria era alertar Nicholas sobre o ciclo asassino, ao invés de apenas confortá-lo sobre a vida após a morte e revelar seu passado.



O som que se ouve no fim do álbum marca o que os fãs chamam de meta-álbum, onde a última nota ou som de um álbum é a mesma ou similar à primeira nota do álbum seguinte. O meta-álbum do Dream Theater dura 4 álbuns, indo de
Scenes From a Memory até Octavarium, onde a última frase é "Esta história termina onde começou".




segunda-feira, 16 de agosto de 2010

As Cenas de Uma Vida Passada - Ato I

Por Pedro Kirsten

Em Outubro de 1999 era lançado Metropolis Pt.2: Scenes From A Memory, quinto álbum de estúdio do Dream Theater, muitas vezes considerado uma obra-prima não só da banda, mas sim de todo o progressive metal. Porém para esta matéria deixaremos a parte musical um pouco de lado para tratarmos de outro ponto importante e interessante do álbum: o conceito que o envolve.

Scenes From A Memory é dividido em dois atos. Devido ao tamanho da matéria o post foi dividido em dois, onde neste trataremos do Ato I e no próximo o Ato II.

O álbum dá continuidade à música Metropolis Pt. 1: The Miracle And The Sleeper presente no álbum Images & Words, e conta a história de Nicholas e sua descoberta de uma vida passada. É recomendado que também se leia as letras e ouça o álbum para que a história fique mais clara.

Ato 1:
Cena Um: Regression
O álbum inicia com Nicholas relaxando aos sons da voz de um hipnoterapeuta, fazendo-o entrar em hipnose em um estado de regressão (a chamada terapia de vidas passadas). Partes de The Spirit Carries On e Home podem ser ouvidas ao fundo. A música termina com Nicholas se encontrando com uma garota chamada Victoria.

Cena Dois, Parte I: Overtue 1928 Nicholas entra em um estado de transe e começa a se focar no motivo de sua regressão, uma garota chamada Victoria ao qual ele sente que sua vida seja estranhamente similar a dela. Vários trechos de outras músicas do álbum além de um de Metropolis Pt.1 fazem parte de Overtue 1928.

Cena Dois, Parte II: Strange Déjà Vu Descobrimos um pouco sobre os sonhos anteriores que levaram Nicholas a esta terapia. Descobre-se que toda a vez que ele fecha os olhos ele é levado para este sonho, que parece bastante real, de uma vida passada (ainda fora do alcance de compreensão de seu consciente).
O sonho segue da seguinte maneira: há uma trilha para uma casa. Dentro da casa, no andar de cima há um quarto com uma garota que aparece no espelho. Tudo parece similiar para ele, mas logicamente não deveria. Por Nicholas estar em um estado de transe hipnótico algumas coisas aparecem mais claras neste sonho, ele pode ver o rosto da garota e pergunta: "Jovem garota, você não me dirá porque estou aqui?" ("Young child, won't you tell me why I'm here?"). Ele percebe que ela tem algo a dizer, que há uma razão para ela ter o atraído até lá, uma história para ser contada e que há algo terrível nesta história que está rasgando sua alma ("tearing at her soul").
Victoria, a garota de seus sonhos, dá sua primeira dica do porque ela está perseguindo Nicholas. Ela está procurando uma maneira de revelar a verdade sobre seu assassinato. Ela também expressa um grande lamento ("tears my heart in two"). Este verso com o seguinte, "I'm not the one the Sleeper thought he knew", mostra sua culpa por Julian Baynes, seu namorado, nunca ter sabido de seu relacionamento com seu irmão, Edward Baynes, ao qual descobriremos mais tarde.
Agora Nicholas termina a regressão e volta à vida real. Mesmo acordado, pensamentos e eventos de sua vida passada começam a permear sua mente durante o dia todo e ele começa a se tornar obcecado pela verdade. É aqui que ele começa a sentir que ele já viveu no mundo de seus sonhos. Ele sabe que o mundo de seus sonhos possue a chave para sua paz, e ele não descansará até destrancar esta porta.

Cena Três, Parte I: Through My Words Nicholas finalmente percebe que ele foi Victoria em uma vida passada. Agora ele sabe porque ele se sente tão atraído por ela e seu mundo: eles dividem a mesma alma.

Cena Três, Parte II: Fatal Tragedy Ainda na vida presente, Nicholas vai até a casa de um homem velho, ao qual não se sabe nada a respeito, apenas que ele conhece um pouco da história do assassinato de Victoria, acontecido há muito tempo atrás, porém o que realmente aconteceu ainda permanece um mistério.
Nicholas percebe que ele não pode viver sua vida atual em paz até descobrir o que aconteceu com Victoria. A música termina quando Nicholas retorma para mais uma regressão e escuta o hipnoterapeuta lhe dizer: "Agora veremos como você morreu. Lembre-se, a morte não é o fim, é apenas uma transição."

Cena Quatro: Beyond This Life Descobrimos através da uma narrativa de um jornal o que aconteceu em 1928. Uma testemunha ouviu um som terrível e quando chegou na cena viu uma mulher, morta após ser baleada, e o assassino sobre ela. A testemunha tentou ajudar, mas o assassino se suícidou com um tiro. O jornal identifica ambos como possíveis amantes.
O jornal ainda explica que Victoria e seu namorado haviam terminado devido ao estilo de vida decadente que ambos levavam, é mais tarde sugerido que o vicio ao jogo e/ou drogas do homem foram os motivos (provavelmente álcoolismo, pois Julian deixa cair uma garrafa de licor na cena 9).

Cena Cinco: Through Her Eyes Nicholas visita o túmulo de Victoria, e se dá conta que tudo isso aconteceu com ele também, e a injustiça da história começa a incomodá-lo, pois ela era extremamente indefesa e inocente, as palavras em seu túmulo comprovam isso. Ele se sente extremamente triste pela morte de Victoria, este momento de dor foi necessário para que ele aceitasse sua morte em uma vida anterior e compreendesse o motivo desta vida ter re-aparecido à ele: revelar a verdade.


Clique aqui para conferir a segunda parte desta matéria.
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Comente também sobre o Dream Theater no Forum Metal Is The Law.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Dream Theater - Biografia

Dando continuidade a nossa Semana Especial trazemos a biografia de uma das bandas mais importantes e características do Progressive Metal, o Dream Theater.

Tudo começou em 1985 quando três estudantes da Berklee College of Music, uma das escolas de música mais conceituadas do mundo, decidiram montar uma banda para se divertirem durante o tempo livre tocando músicas de bandas como Rush e Iron Maiden. Esses três estudantes eram: John Petrucci (guitarra), John Myung (baixo) e Mike Portnoy (bateria).
Mais tarde John Petrucci convidaria seu amigo, Kevin Moore, para assumir os teclados e Chris Collins para os vocais.
A banda recebeu o nome de Majesty, pois segundo Mike Portnoy a parte final da música Bastille Day do Rush era majestosa.

A banda se apresentou em alguns lugares pequenos durante um ano. Algum tempo depois Chirs Collins foi demitido e Charlie Dominici foi contratado como novo vocalista.
Após isso o número de apresentações cresceu e a banda foi ganhando um certo reconhecimento na região, porém foram obrigados a mudar de nome, pois uma outra banda chamada Majesty entrou com uma ação legal contra a banda. O pai de Portnoy sugeriu o nome Dream Theater e este foi aceito pelos outros.

Em 1989 lançaram o primeiro álbum, When Dream And Day Unite, porém devido a uma quebra de contrato da gravadora eles tiveram dificuldades para conseguirem shows, o que resultou em uma "turnê" para promover o álbum de apenas 5 apresentações. Após o quarto show Dominici foi demitido por diferenças pessoais e musicais.
A banda teve dificuldades para encontrar um novo vocalista, chegaram a cogitar até mesmo o fim da banda, porém durante este "período de espera" nasceram alguns dos maiores clássicos do Dream Theater como: Learning to Live, Metropolis e Take The Time.

Somente quatro anos depois o vocalista James LaBrie entrou para a banda. Eles conseguiram um contrato com uma nova gravadora e lançaram o álbum que seria o grande marco do metal progressivo: Images & Words.
Pull Me Under foi a música resposável por tornar a banda conhecida e contribuiu para que Images & Words recebesse o disco de platina no Japão.

Fortemente elogiado pela crítica, o Dream Theater tinha então a missão de conseguir manter o nível de Images & Words. Foi lançado em 1994 o novo álbum, Awake, outro clássico do gênero e aclamado pela crítica. Porém após o álbum ser mixado Kevin Moore deixa a banda alegando que gostaria de trabalhar em seus próprios projetos musicais. Derek Sherinian foi o novo tecladista escolhido.

Após a entrada de Derek para a banda, eles não começaram a trabalhar imediatamente em um novo material, porém devido a pressão dos fãs foi lançado o EP A Change Of Seasons, que contém a faixa de mesmo nome, considerado por muitos como a melhor música da banda.

Em 1997 é lançado o álbum Falling Into Infinity, primeiro disco da banda a receber críticas negativas, pois devido a músicas como Hollow Years e You Not Me alguns acreditavam que a banda estaria indo para um lado mais mainstream.

Em 1999, Derek é demitido e Jordan Rudess entra para a banda. É lançado então Metropolis Pt. 2: Scenes From a Memory. Este é um álbum conceitual, sequência da música Metropolis Part 1: The Miracle and the Sleeper, e foi extremamente aclamado pela crítica e fãs, sendo considerado a obra-prima da banda.

Após isso o Dream Theater já estava marcado na história do Progressive Metal e seu número de fãs aumentava cada vez mais. Novos álbuns foram lançados e elogiados: Six Degrees Of Inner Turbulence em 2002, que contém a faixa título com mais de 42 minutos de duração, Train of Thought em 2003, mostrando o lado mais pesado da banda e Octavarium em 2005, que experimenta novos elementos nunca usados antes pela banda.

Em 2007 a banda lançou o Systematic Chaos, o segundo álbum a receber críticas negativas e considerado por muitos como o pior da banda. Porém em 2009 chega Black Clouds & Silver Linings que recebe excelentes críticas e consagra a banda ainda mais.

Atualmente a banda se prepara para entrar de férias e voltarão a trabalhar em novos materiais em Janeiro.


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