Karina Buhr no Recife

Cantora celebra o auge com show vibrante em Recife

Entrevista: Into The Void

Em entrevista ao Metropolis Music, os americanos do Into The Void falam sobre seu novo álbum, a cena Metal da região, o processo de criação de seus clipes e muito mais

Pérola perdida

Funk, Prog e Jazz com os africanos do Demon Fuzz

Band of Skulls

"Sweet Sour apresenta o trio ainda mais flexível, partindo de canções puramente densas à composições com toda a sutileza do folk."

Leonard Cohen

"As velhas ideias deste senhor ainda são muito superiores à várias novas sensações do cenário musical."

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Helloween - Unarmed (Review)

O Helloween lançou um novo disco, uma coletânea para comemorar os 25 anos da banda. Okay, zilhões de bandas fazem, fizeram e vão fazer isso, mas porque essa coletânea é diferente ? Porque a banda decidiu mexer nos arrajos e fazer praticamente um acústico; com orquestra, coral e metais (mais alguém se lembrou de um outro disco chamado S&M ?). Vamos a nossa resenha faixa-faixa.



A coletânea já começa com um clássico da banda: Dr. Stein, e sinceramente, essa é a pior música do disco, uma versão fraquíssima, com backing vocals que deixaram a música ridícula. O pior dela é a letra que não condiz nem um pouco com a música ''alegrinha'' e seus backings e saxs. O único jeito dessa faixa se salvar é se o ouvinte não conhecer a versão original ou a letra, aí ela pode levar uma nota 7 por sua alegria.

Depois Entra Future World, que desmancha o fracasso causado pela música anterior. Sei que os fãs da banda gostam muito mais do Michael Kiske, mas essa música ficou muito melhor na voz de Deris, e na versão ''unarmed'' também. O refrão ficou bem interessante; um pequeno solo de guitara, muito bom também. Uma das melhores do disco.

If I Could Fly que apesar de ser uma música originalmente bem power metal, ela também tinha um toque de piano no meio, e na versão acústica isso não mudou; a música se adequou perfeitamente, tanto nas letras como na música. O solo no violão e depois no piano ficou perfeito, a única coisa que deveria ser descartada, tanto nessa como em outras músicas do play, é o backing vocal que me parece não ser o forte do Helloween.

Confesso que quando começou Where The Rain Grows eu até dei uma risadinha. Uma música que é puro metal, com guitarras bem rápidas se transformou numa baladinha bem melódica de FM. Apesar dessa descaracterização total, a música ''unarmed'' ficou extremamente boa ! O refrão que já era bem forte e marcante ficou ainda mais. Essa a banda podia adotar para o repertório de shows.

Keeper´s Trilogy é um Medley de 17 minutos que os caras de Halloween (Keeper Of The Seven Keys Part 1), Keeper of the Seven Keys (Keeper of the Seven Keys Part 2) e The King for a 1000 Years (Keeper of the Seven Keys III - The Legacy). A faixa é muito boa, começa com uma introdução incrível de orquestra e depois entra a guitarra e a bateria, na versão original, sem esse negócio de acústico, com velocidade. Depois volta a ficar calma... enfim, é algo que só dá pra entender ouvindo.

Eagle Fly Free foi mais um erro da banda, principalmente nos vocais duplicados, com a voz do Deris e de uma mulher que não faço a mínima idéia de quem seja... nem o Google ! Essa canção ficou parecendo uma bossa nova com um refão legalzinho; a única coisa boa na música é o refão, só.

Opa, agora veio uma muito legal, Perfect Gentleman. Fiquei com esse refrão na cabeça uma semana inteira, apesar dos backing vocals ainda incomodarem...

Forever And One não se diferencia muito de sua original. Os arranjos são praticamentes os mesmos, só que, diferente da original, o piano acompanha a música toda, sem nenhuma guitarra ou bateria. Me lembrou muito a clássica November Rain, e imaginei o Helloween tocando Forever And One ''unarmed'' ao vivo, do mesmo jeito que o Guns N´Roses, e sinceramente, acho que a ''fonte de inspiração'' veio deles mesmo.

Começa I Want Out, uma bela introdução no violão, até que depois vem um coral infantil bem estilo ''Another Brick In The Wall Prt. 2'' cantando um '''lá lá lá''. Teve muita gente que ficou zoando esse ''lá lá lá'', mas eu até que gostei, é bem diferente e dá uma vontade de cantar uma coisa tão simples: ''lá lá lá''. Indo para a música, ela ficou muito boa, a guitarra ficou atrás, dando destaque ao vocal e com o refrão sendo cantado pelo coral infantil: I WANT OUT !

Fallen To Pieces é uma música que eu não gostava originalmente, e no Unarmed não mudou muito. Mesmo assim, a nova versão ficou muito melhor, como sempre, o refrão melhorou a canção, mas além disso, tem uma guitarra espanhola muito interessante, com certeza, o destaque da canção. Poderia ter sido melhor se tivessem tirado esses backing vocals, já atrapalhou muita coisa até aqui.

Unarmed termina com A Tale That Wasn´t Right, que é totalmente orquestrada, do início ao fim, bem chatinha, só pra completar o disco mesmo.

Conclusão: Unarmed é um bom disco, mas se você é um fã xiita da banda ou do gênero, desista, o negócio aqui é saber lidar com novos horizontes. Em mminha opinião, o disco deve ser ouvido, vale a pena, tem umas baladas não muito melódicas que ficaram bem legais, os refrões dão fáceis de decorar e cantar. Acho que o Unarmed se tornou bem em sua função de coletânea: conseguir novos fãs. Unarmed é um ótimo disco para se apresentar a banda à alguém, principalmente porque não exagera nos vocais agudos.


  1. "Dr. Stein"
  2. "Future World"
  3. "If I Could Fly"
  4. "Where The Rain Grows"
  5. "The Keeper's Trilogy"
  6. "Eagle Fly Free"
  7. "Perfect Gentleman"
  8. "Forever & One"
  9. "I Want Out"
  10. "Falling To Pieces"
  11. "A Tale That Wasn't Right"
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terça-feira, 25 de maio de 2010

Álbum da Semana: Runnin' Wild - Airbourne


Se tem uma banda nova surgindo que está honrando o rock, esta é o Airbourne. Fazendo um Hard Rock do mais alto nível, a banda australiana (isso lembra uma outra bandaça de Hard...) vem cada vez mais ganhando reconhecimento no cenário internacional.

Em 2007 eles lançaram o Runnin' Wild, álbum que será tratado nesta matéria. Este é daqueles que você ouve e logo é acometido por uma vontade louca de "banguear" a cabeça. Ele já começa com a certeira Stand Up For Rock N' Roll e mantém a pegada com as sucessoras.

O som é marcado por bons riffs e gritos enlouquecidos de Joel O'Keeffe que lembram bastante o mestre Bon Scott (R.I.P). Os grandes destaques são a já citada Stand Up For Rock N' Roll, a faixa título, o hit "Too Much, Too Young, Too Fast", Diamond In The Rough, Girls In Black e Heartbreaker.

Enfim, esse é um petardo que com certeza vencerá a barreira do tempo e irá virar clássico, até porque está do nível de outros clássicos consagrados como "Back In Black" do AC/DC e "Dressed To Kill" do Kiss. Se você ainda não ouviu, não perca mais tempo, não irá se arrepender!!


Tracklist:

Stand Up For Rock N' Roll
Runnin' Wild
Too Much, Too Young, Too Fast
Diamond In The Rough
Fat City
Blackjack
What's Eatin' You
Girls In Black
Cheap Wine And Cheaper Women
Heartbreaker
Let's Ride


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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Ronnie James Dio - As 10+

Dio teve uma carreira extremamente vitoriosa e muito bem sucedida. Influenciou gerações e gerações de músicos. Essa lenda veio, infelizmente, a falecer (domingo, 16/05). Por isso vamos postar seu top 10 selecionado por nós, incluindo músicas da sua brilhante carreira solo, do Black Sabbath e do Rainbow.

A lista:

1 - Holy Diver (Dio, Holy Diver)

2 - Rainbow In The Dark (Dio, Holy Diver)

3 - Heaven And Hell (Black Sabbath, Heaven And Hell)

4 - The Last In Line (Dio, The Last In Line)

5 - Don't Talk To Strangers (Dio, Holy Diver)

6 - Sign Of The Southern Cross (Black Sabbath, Mob Rules)

7 - Stargazer (Rainbow, Rising)

8 - Gates Of Babylon (Rainbow, Long Live Rock N' Roll)

9 - All The Fools Sailed Away (Dio, Dream Evil)

10 - Gypsy (Dio, Holy Diver)


Ouça as 10 músicas no playlist:


domingo, 23 de maio de 2010

Biografia - Ronnie James Dio

Ronald James Padavona (mais tarde Ronnie James Dio) nasceu em Portsmouth no dia 10 de julho de 1942. Viveu alguns poucos anos em Portsmouth antes de se mudar para Cortland onde iniciaria sua carreira no meio musical.

Formou o Vegas King, sua primeira banda, em 1957 com alguns colegas de escola. Inicialmente Padavona era o baixista da banda, mais tarde viria a assumir os vocais. A banda mudou de nome várias vezes, tendo se chamado: Ronnie & The Rumblers e Ronnie & The Redcaps. Em 1958 lançaram seu primeiro single, nesta época Billy DeWolfe ainda era o vocalista da banda. O lado A do disco continha a música Lover e o lado B Conquest, que era uma faixa instrumental onde Padavona tocava trompete.

Padavona passou a usar o nome Dio, que era o nome de um mafioso chamado Johnny Dio. Em 1961 mudaram o nome para Ronnie Dio And The Prophets, sob este nome lançaram alguns singles e um álbum. Em 1967 a banda se separou, porém Dio e o guitarrista da banda, Nick Pantas, formaram uma nova banda chama Electric Elves, mais tarde encurtado apenas para Elf. Em 1969 abriram um show do Deep Purple.

A incrível técnica vocal de Dio chamou a atenção de Ritchie Blackmore, que logo após deixar o Deep Purple, recrutou Dio e outros membros do Elf para formar o Rainbow. Com o Rainbow Dio lançou quatro álbuns e ganhou enorme reconhecimento no mundo do rock. Em 1978, Dio deixou o Rainbow devido à diferenças musicais, já que Ritchie Blackmore queria levar a banda para um lado mais comercial.

Após deixar o Rainbow, Dio entrou para o Black Sabbath, ocupando a vaga deixada por Ozzy Osbourne. Lançaram o álbum que consagrou sua carreira, Heaven And Hell, que viria a se tornar um dos maiores clássicos do Heavy Metal. Lançaram em seguida The Mob Rules, ótimo disco, conseguiu fazer bastante sucesso, mas não tanto quanto o álbum antecessor.

Durante o seu período no Black Sabbath, Dio popularizou o gesto dos chifres feitos com a mão, usados por fãs de Heavy Metal em todo o mundo.

Lançaram também o primeiro álbum ao vivo do Black Sabbath, Live Evil. Este álbum também foi o motivo de sua saída da banda, principalmente por causa da mixagem, já que Dio queria uma coisa e o resto da banda outra, e também por alguns motivos menores como muitas fotos de Tony Iommi no encarte e pouquíssimas dele e Vinny Appice (que também deixou a banda).

Dio então formou sua própria banda e lançou o álbum Holy Diver. O álbum foi um sucesso assim como os dois singles: Holy Diver e Rainbow In The Dark.

Um ano depois lançaram o segundo álbum: The Last In Line que também foi um sucesso. A banda ainda lançou três álbuns de estúdio antes de Dio retornar ao Black Sabbath para lançar o Dehumanizer em 1992. Este não chegou a fazer tanto sucesso quanto seus outros álbuns com o Sabbath. Após deixar o Black Sabbath novamente, Dio ainda lançou mais cinco álbuns com sua banda solo.

Em Outubro de 2006 foi confirmado que Dio e Vinny Appice se juntariam com os membros do Black Sabbath, Tony Iommi e Geezer Butler, para um turnê sob o nome de Heaven & Hell. Eles escolheram outro nome, pois Iommi e Butler ainda faziam parte do Black Sabbath com Ozzy. Em 2009 lançaram o álbum The Devil You Know que foi um sucesso tanto na crítica quanto no comercial. Este viria a ser o último trabalho em estúdio de Ronnie James Dio.

Em novembro de 2009, Wendy, esposa e empresária de Dio, anunciou que ele havia sido diagnosticado com câncer de estômago. Dio rebeu enorme apoio dos fãs e amigos e em março de 2010, em um novo comunicado de Wendy, foi dito que o tumor principal estava diminuindo consideravelmente e que Dio estava melhorando. O Heaven & Hell chegou a marcar mais alguns shows, porém foram cancelados , pois o estado de saúde de Dio havia piorado novamente.

Dio voltou a ser internado e na noite do dia 15 de maio circulavam alguns rumores de que Dio havia falecido. Por volta das 5:30 da manhã de 16 de maio, Wendy disse que Dio continuava vivo, estava mal, mas não havia morrido. Duas horas após este comunicado a voz do Heavy Metal havia se calado para sempre. Wendy postou o segundo comunicado no site oficial do cantor:

"Hoje meu coração está partido, Ronnie morreu às 7:45 da manhã de 16 de maio. Muitos, muitos amigos e familiares puderam se despedir privativamente antes que ele fosse embora pacificamente. Ronnie sabia o quanto ele era amado por todos. Nós agradecemos o amor e o apoio que vocês têm nos dado. Por favor, nos deem alguns dias de privacidade para lidar com esta terrível perda. Por favor, tenham certeza que ele amava vocês todos e sua música viverá para sempre."

A notícia comoveu a todos no mundo da música, e Dio recebeu inúmeras homenagens de fãs, músicos e amigos. Nunca na história do Heavy Metal alguém tão importante e influênte havia morrido. Ronnie James Dio deixou de ser um simples mortal como nós para se tornar uma lenda imortalizada por sua música, que jamais será deixada de ser ouvida e de influênciar novas gerações.

Comente também sobre Ronnie James Dio no Forum Metal Is The Law.

sábado, 22 de maio de 2010

Dio - The Last In Line

The Last in Line é o segundo álbum de estúdio gravado pela banda de heavy metal Dio,o álbum foi lançado em 1984,depois do sucesso de Holy Diver.O disco vendeu bastante,e todas as letras e melodias foram escritas por Ronnie James Dio.

"We Rock" – 4:33
"The Last In Line" – 5:48
"Breathless" – 4:09
"I Speed at Night" – 3:26
"One Night in the City" – 5:14
"Evil Eyes" – 3:38
"Mystery" – 3:55
"Eat Your Heart Out" – 4:02
"Egypt – 6:57


Quer saber mais sobre esse álbum e sobre esse grande vocalista ?
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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Dio - Holy Diver

Esta semana estaremos postando algumas matérias em homenagem ao lendário vocalista Ronnie James Dio, que veio a falecer no último domingo (16/05).



Para começar falaremos um pouco de um dos álbuns mais importantes na história do Heavy Metal: Holy Diver.



O álbum foi lançado em 1983, na época, além de Dio, a banda era composta por: Vivian Campbell (guitarra), Jimmy Bain (baixo, teclado) e Vinny Appice (bateria).



A faixa de abertura, Stand Up And Shout, faz o disco começar à mil. Vivian Campbell entra arrasando em seu solo e mostra que é um dos melhores guitarristas que já tocaram com o cantor. Dio também mostra a potência de sua voz, cantando de maneira agressiva.

O disco segue com a clássica faixa título, Holy Diver, que é também o primeiro single da banda. Com seu riff poderoso é uma das músicas que mais podem ser usadas como definição do som feito por Dio. A música também ganhou um clipe onde Dio aparece como um guerreiro bárbaro que se aventura por uma cidade desolada. Primeiro ele atinge dois inimigos, mas ao invés de matá-los, ele os transforma em ratos. Depois ele vai à um ferreiro que reforja sua espada.

Gypsy também é exelente, tem um ritmo que fica na cabeça desde a primeira audição.

Em Caught In The Middle Dio utiliza sua voz de maneira mais melódica e suave, tanto nos versos quanto no refrão, sempre em perfeita harmonia com o resto da banda.

Don’t Talk To Strangers, uma das melhores músicas do álbum, é quase a mesma coisa até a música estourar em um riff pesado de guitarra e Dio começar a cantar novamente de maneira agressiva. Vivian Campbell também faz um ótimo solo nesta música.

A música seguinte, Straight Through The Heart, é algumas vezes pouco comentada, mas não deixa de ser uma ótima faixa, no mesmo nível das outras deste disco. Invisible também é outra que não é tão badalada, mas é uma das melhores do álbum. Riff pesado, cancão bem forte.

Depois temos a música que é considerada a melhor do álbum por muitos: Rainbow In The Dark. Cada instrumento nessa música se encaixa perfeitamente com o outro, a introdução de teclado, a bateria, o solo de guitarra, a voz do Dio. Por incrível que pareceça ela quase ficou de fora do disco, segundo Dio a canção era pop demais. Quando a banda terminou de gravar a música ele pegou uma lâmina e disse que iria destruir a fita, porém o resto dos integrantes o convenceram de não fazer isso. Mais tarde ele agradeceu por terem impedido que tomasse tal atitude. Em um documentário para a VH1 Dio declarou que a letra da música é sobre o seu sentimento após deixar o Black Sabbath, segundo ele, se sentiu sozinho e rejeitado como um “arco-íris na escuridão” (também vale a pena destacar que o título pode ser uma referência à sua antiga banda: Rainbow).

Encerrando o disco temos Shame On The Night que conta com alguns dos arranjos mais interessantes do disco.

Holy Diver é um grande clássico do Heavy Metal e serviu para consagrar ainda mais Ronnie James Dio no estilo. Até hoje ele serve de enorme influência para bandas novas.

Se você ainda não ouviu este clássico, você encontra o link para download abaixo. Item indispensável para qualquer fã de Heavy Metal e Ronnie James Dio.

DOWNLOAD

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Fiquem ligados no blog para mais matérias sobre Dio.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Álbum da Semana: Demons And Wizards - Uriah Heep





Esta semana a nossa dica fica com o álbum Demons And Wizards, dos britânicos do Uriah Heep.



O quarto disco da banda, lançado em 1972, é um de seus maiores sucessos. O álbum mescla elementos do rock progressivo com hard rock.



O líder guitarrista da banda, Mick Box, fez um trabalho exelente, conseguindo soar tanto agressivo quando melódico de acordo com o que a música pede.

Ken Hensley, que participou da composição de praticamente todas as músicas deste disco, mostra sua versatilidade, tocando além do teclado: violão, slide guitar, percussão e cantando. Aliás, a parte vocal está simplismente impecável, tanto na poderosa voz de David Byron quanto nos backing vocals, que são uma combinação perfeita com o seu timbre.

Gary Thain, baixo, e Lee Kerslake, bateria, além de serem músicos de alta qualidade também são elementos importantes nas canções.

Créditos também para Mark Clarke que compôs a clássica The Wizard ao lado de Ken Hensley e tocou baixo na gravação da mesma.



Demons And Wizards é simplismente um dos melhores álbuns da banda, todas as faixas são ótimas. Se você é fã de rock progressivo com certeza irá se impressionar com a qualidade deste disco.

Destaque para as faixas: The Wizard, Easy Livin’, Rainbow Demon e Circle Of Hands.



Faixas:



"The Wizard"


"Traveller in Time"

"Easy Livin'"

"Poet's Justice"

"Circle of Hands"

"Rainbow Demon"

"All My Life"

"Paradise"

"The Spell"



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Comente também sobre Demons And Wizards e tudo relacionado ao Uriah Heep no tópico da banda.



sábado, 15 de maio de 2010

A História de Smoke On The Water


 Por Pedro Kirsten  
Há 38 anos atrás era lançado o álbum Machine Head do Deep Purple, um dos maiores clássicos do Rock, e nele está contida a famosa música Smoke On The Water. O grande hit da banda é apreciado até hoje, seja por jovens que não eram nasidos na época ou por pessoas que acompanham o Deep Purple desde o primeiro disco.
Mas afinal, sobre o que é a letra da música? A letra conta uma história verídica ocorrida em 4 de dezembro de 1971 na cidade de Montreux. O Deep Purple estava na cidade para gravar o Machine Head em um estúdio de gravação móvel, esse estúdio havia sido usado anteriormente pelos Rolling Stones e foi apelidado de Rolling Stones Mobile Studio, foi daí que surgiu o trecho: “But with the Rolling truck Stones thing just outside/ Making our music there”.
Um dia antes do início das gravções ocorreria um show de Frank Zappa com o The Mothers Of Invention no Cassino de Montreux. Durante o solo de sintetizador de King Kong, um dos presentes disparou um sinalizador, iniciando um enorme incêndio. Todo o equipamento do The Mothers Of Invention e o complexo do cassino foram destruídos pelo fogo.
A banda acompanhou tudo do hotel, que ficava de um lado do lago de Genebra e o cassino em chamas do outro. A fumaça se espalhou pelo local e foi quando o baixista Roger Glover viu a fumaça refletida na água do lago que o termo Smoke On The Water surgiu.
O trecho “Funky Claude was running in and out /Pulling kids out the ground” se refere à Claude Nobs, diretor do Festival de Jazz de Motreux, que ajudou uma parte da pláteia a fugir do incêndio.
Como o estúdio de gravação movel se encontrava no complexo do cassino, a banda foi obrigada a encontrar um novo local para se instalar. A banda foi então para o teatro The Pavillion, porém quando começaram a tocar o barulho foi tão alto que a vizinhança teve que chamar a polícia para interromper a sessão. A banda só teve tempo de gravar as faixas de fundo para uma música que continha o espetacular riff de Ritchie Blackmore que seria utilizado em Smoke On The Water.
Após uma semana a banda finalmente encontrou um local para finalizar as gravações, alugaram o Grand Hotel de Montreux, que estava praticamente vazio, e improvisaram um estúdio em alguns corredores e escadas do hotel.
Machine Head estava finalmente pronto e foi lançado em março de 1972, porém Smoke On The Water só foi lançada como single em maio de 1973, após isso vocês já conhecem a história...
Comentem também sobre o Deep Purple no Forum Metal Is The Law.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Thin Lizzy - Bad Reputation

Bad Reputation é o oitavo álbum de estúdio da banda irlandesa Thin Lizzy, lançado em 1977 é um dos grandes clássicos do Hard Rock.

O single "Dancing In The Moonlight" chegou na 14ª colocação nas paradas britânicas, porém não foi o suficiente para superar o maior hit da banda: "The Boys Are Back In Town" do álbum Jailbreak.

Como a capa do álbum já sugere, apenas três dos quatro integrantes participam da maioria das faixas.
Este foi o último álbum de estúdio com o guitarrista Brian Robertson, que participa apenas nas faixas 3 e 6 (apesar do crédito recebido na faixa 8). Ele também não participou da maior parte da turnê anterior devido a ferimentos sofridos em uma briga.

Apesar de hoje em dia alguns se esquecerem deste álbum, ele foi muito bem recebido pela crítica e fãs, e não era para menos, as guitarras estão ótimas assim como a voz de Phil Lynott.
Bad Reputation mostra a banda no seu melhor e com certeza vale a pena ser ouvido. Destaque para as músicas: Opium Trail, Soldier Of Fortune, Downtown Sundown e é claro a faixa título.

Faixas

1 - Soldier Of Fortune
2 - Bad Reputation
3 - Opium Trail
4 - South Bound
5 -Dancing In The Moonlight (It's Caught Me in Its Spotlight)
6 - Killer Withou A Cause
7 - Downtown Sundown
8 - Tha Woman's Gonna Break Your Hear
9 - Dear Lord

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Comente também sobre o Thin Lizzy no tópico da banda.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Álbum da Semana: Something Wicked This Way Comes - Iced Earth


O álbum desta semana escolhido é o "Something Wicked This Way Comes", de 1998, da banda de Heavy Metal Iced Earth.

Como os outros álbuns da banda com o vocalista Matthew Barlow, este tem músicas de forte impacto mescladas com boas baladas, sempre com muita competência por parte de todos os instrumentos.

Dentre as "músicas de forte impacto" destacam-se Burning Times, Disciples Of The Lie e as pesadíssimas Stand Alone e My Own Savior. Mostram o lado quase thrash da banda, porém com uma levada um pouco diferenciada muito devido ao seu vocalista. O líder e guitarrista Jon Schaffer se mostra muito presente nessas canções com riffs sensacionais e bons solos.

Do lado das baladas, destaque para Melancholy (Holy Martyr), que é uma das mais apreciadas da banda, Watching Over Me, Consequences e Blessed Are You. É uma característica comum a elas um ritmo lento no início, mas que à medida que se aproxima do refrão, acelera a pegada e depois acalma de novo. Porém, isso não faz as canções repetitivas.

Outra característica da banda presente em outros trabalhos e neste também, é uma trilogia para fechar o álbum. A da vez fica por conta da ótima Prophecy, Birth Of The Wicked e The Coming Curse, sendo esta última uma das melhores da carreira do Iced Earth ao meu ver, com um bom início de teclado e que depois se torna outra pesada música.

Tracklist:

1. Burning Times
2. Melancholy (Holy Martyr)
3. Disciples Of The Lie
4. Watching Over Me
5. Stand Alone
6. Consequences
7. My Own Savior
8. Reaping Stone
9. 1776
10. Blessed Are You
11. Prophecy
12. Birth Of The Wicked
13. The Coming Curse


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