O ano de 2010 vai se acabando e deixando a sensação de que a música continua firme e forte, lançando diversos músicos competentíssimos, de muita qualidade e criatividade. 









Em entrevista ao Metropolis Music, os americanos do Into The Void falam sobre seu novo álbum, a cena Metal da região, o processo de criação de seus clipes e muito mais
"Sweet Sour apresenta o trio ainda mais flexível, partindo de canções puramente densas à composições com toda a sutileza do folk."
"As velhas ideias deste senhor ainda são muito superiores à várias novas sensações do cenário musical."
O ano de 2010 vai se acabando e deixando a sensação de que a música continua firme e forte, lançando diversos músicos competentíssimos, de muita qualidade e criatividade. 









Procurando resgatar a sonoridade das bandas de rock dos anos 70 e todo o seu brilhantismo, o guitarrista Michael Amott (Arch Enemy) , depois de sua saída do Carcass fundou o Spiritual Beggars em 1994. E chamou um time de peso para isso, com músicos de qualidade indiscutível, como o baixista Sharlee D'Angelo (Mercyful Fate, Arch Enemy, Witchery), o baterista Ludwig Witt (Firebird) e o tecladista Per Wiberg (Opeth). E este disco conta ainda com a estreia de Apollo Papathanasio, vocalista do Firewind.
Em 1970, Paul McCartney declarava o fim dos Beatles. A Apple, gravadora criada pela banda em 1968 seguiu sua vida, lançando discos solos dos quatro Beatles. Mas a Apple não vivia só disso, ela contratou vários artistas e bandas, alguns muito populares, como James Taylor e Ravi Shankar, o guru de George Harrison, outros injustiçados e esquecidos, como o Badfinger.
O Badfinger foi a única banda de rock do selo Apple. Recebida com grande entusiasmo por John Lennon, que sugeriu o nome de The Glass Onion And Grad Pix, quando a banda ainda chamava-se The Iveys, e Paul McCartney, que compos a harmoniosa Come And Get It e participou de sua gravação tocando instrumentos de percussão. McCartney também aparece tocando piano em Rock Of All Ages, um rock agitado e inspirado; clássico da banda e candidato fácil a melhor faixa de Magic Christian Music.
O álbum está recheado de baladas fáceis, sinceras e divertidas simultaneamente, como Fisherman, Beautiful And Blue, Dear Angie e Maybe Tomorrow. Crimson Ship, Midnight Sun, Arthur, e a já citada Rock Of All Ages compõem o lado do rock n´ roll do play, que por sua vez, também é simples e contagiante.
Magic Christian Music pode até não ser o melhor disco da banda, mas as levadas melódicas da guitarra de Pete Ham e Tom Evans - que viriam a suicidar-se em períodos distintos - são gostosas, e o vocal saudosista de Ham e participações de Paul McCartney aumentam ainda mais esse clima. Típico do Badfinger, fácil digestão e simplicidade.
1. Come And Get It
2. Crimson Ship
3. Dear Angie
4. Fisherman
5. Midnight Sun
6. Beautiful And Blue
7. Rock Of All Ages
8. Carry On Till Tomorrow
9. I’m In Love
10. Walk Out In The Rain
11. Angelique
12. They’re Knocking Down Our Home
13. Give It A Try
14. Maybe Tomorrow
15. Storm in a Teacup
16. Arthur
Para fazer o download, é requisitado ser cadastrado no Fórum Metal Is The Law. Aproveite para debater sobre o Badfinger e outras bandas do mundo curioso do Rock, Metal, Jazz e Blues.
Com 24 anos de vida, os americanos do Widespread Panic permanecem desconhecidos em terras tupiniquins, mas tendo o seu trabalho conhecido e adorado pelos americanos, que acompanham atenciosamente cada passo da banda.
O grupo faz uma mistura de country, southern rock e blues rock, e no seu som sentimos os reflexos de bandas como Allman Brothers Band, Creedence Clearwater Revival, Greatful Dead e Lynyrd Skynyrd, diferenciando-se pelo seu formato mais descontraído e um pouco mais leve.
Dirty Side Down é décimo primeiro disco da banda, e seguindo o exemplo dos últimos quatro álbuns, foi lançado pela própria gravadora da banda, Widespread Records, que vem põe os trabalhos da banda no mercado desde 2001.
As duas primeiras faixas, Saint Ex e North, com melodias revigorantes e refrões que levantam até defunto, servem sinopse de todo o álbum. Mesmo assim, a instrumental tímida, St. Louis, é a cereja da torta. As baladas conduzidas no violão This Cruel Thing e When You Coming Home são simpáticas e bem-vindas. As vitrines country, Shut Up and Drive e Clinic Cynic, e o fundamental rock do sul dos EUA em True To My Nature, Visiting Day e Cotton Was King, comprovam as fontes de inspiração e os ídolos do conjunto citadas no começo do texto.
Dirty Side Down é a prova viva da importância e influência do southern rock setentista. Singelo, beirando a ingenuidade, o play encanta a todos na primeira audição. Não é difícil imaginar porque ele está em 75% das listas de melhores de 2010 postadas até agora. Essencial é eufemismo!




Depois do EP autointitulado, o power trio australiano lança Innerspeaker, o seu disco de estréia. Em 2008 a banda assinou contrato com a Modular Records e lançou um EP com cinco músicas. Este o colocou em primeiro lugar no ranking das gravadoras independentes da Austrália (AIR) e em décimo na lista de singles mais vendidos do ranking oficial de música australiana (ARIA).
O grupo tem foco na psicodelia da década de 1960, tais como Jimi Hendrix Experience, Mothers Of Invention, Doors e Cream, constando maiores semelhanças com este último devido ao seu vocal mais limpo e detalhado. Essa característica, ora negativa, ora positiva, é um contrapeso ao instrumental robusto e corpulento. Isso confirma-se na instrumental Jeremy´s Storm, onde o grupo atinge um clímax psicodélico, que seria invejado até pelo mestre do improviso Jimi Hendrix, caso estivesse vivo. Outra música que certamente agradará os apreciadores do ''classic rock'', é Runway, Houses, City, Clouds, a mais longa do álbum, com pouco mais de sete minutos, é uma mini-suíte, fundamentada em um baixo cristalino e um tímido sintetizador moog. Tudo é exarcebado durante os solos, comprovando o ponto forte do trio.
Arranjos mais simples não podem ser ignorados, o Tame Impala também sabe fazer músicas de maior assimilaridade, que vez ou outra beiram o que pode chamar-se de rock alternativo, assim são Lucidity, cujo clip dá as caras, algumas vezes, pela massacrada MTV; I Don´t Really Mind e no tema de abertura It Isn´t Meant to Be.
O maior erro de Innerspeaker é a exclusão de Half Full Glass of Wine e Skeleton Tiger, músicas excepcionais, lançadas no primeiro EP, que fizeram grande sucesso no país de origem do grupo e até em alguns países europeus. O vocal transparente pode soar monótonos em alguns momentos das audições iniciais, mas depois de dar uma atenção maior, entendemos melhor a proposta angelical, e aí posso ousar citar influência do supergrupo sessentista Crosby, Stills & Nash - principalmente Neil Young.
Com uma produção exemplar de Kevin Parker, Innerspeaker entra no hall de melhores discos do ano. Um psicodelismo ingênuo e sem firulas, contradizendo o tabu de que a psicodelia é inconclusiva e sem sentido. Estréia excelente, mas arrisco a previsão de que a banda irá desenvolver-se e lançará discos ainda melhores.

Tracklist
1. "It Isn't Meant to Be" 5:22
2. "Desire Be, Desire Go" 4:26
3. "Alter Ego" 4:47
4. "Lucidity" 4:31
5. "Why Won't You Make Up Your Mind?" 3:19
6. "Solitude Is Bliss" 3:55
7. "Jeremy's Storm" 5:28
8. "Expectation" 6:02
9. "The Bold Arrow of Time" 4:24
10. "Runway, Houses, City, Clouds" 7:15
11. "I Don't Really Mind" 3:46








Como outro redator do blog já disse, "todos os admiradores da música estão fazendo suas listas de melhores do ano, e nós decidimos fazer as nossas também". Semana passada eu ouvi muitos discos desse ano, e esse mês o que mais fiz foi isso. Me arrependi amargamente de não ter feito isso antes, pois algumas bandas que ouvi, não conhecia há uns 15 dias atrás, algumas muito boas e que mereciam estar na lista, e também ouvi discos que foram lançados no meio do ano, mas só cheguei a ouvir a pouco tempo, só pra fazer a lista...da próxima vez vou ter mais boa vontade em ouvir os lançamentos. Enfim, a lista é essa, não deixem de comentar se concordaram, não concordaram, o que vocês quiserem.


