Karina Buhr no Recife

Cantora celebra o auge com show vibrante em Recife

Entrevista: Into The Void

Em entrevista ao Metropolis Music, os americanos do Into The Void falam sobre seu novo álbum, a cena Metal da região, o processo de criação de seus clipes e muito mais

Pérola perdida

Funk, Prog e Jazz com os africanos do Demon Fuzz

Band of Skulls

"Sweet Sour apresenta o trio ainda mais flexível, partindo de canções puramente densas à composições com toda a sutileza do folk."

Leonard Cohen

"As velhas ideias deste senhor ainda são muito superiores à várias novas sensações do cenário musical."

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Álbum da Semana: Quantum - Planet X

O Planet X é uma banda de música instrumental formada em 2000 pelo baterista Virgil Donati e pelo tecladista Derek Sherinian (ex-Dream Theater, Black Country Communion), a formação atual ainda conta com Tony MacAlpine na guitarra e Doug Shreeve no baixo. A banda já passou por diversas mudanças na formação, além de sempre contar com um grande número de convidados em seus álbuns.

Quantum é o álbum mais recente do grupo e foi lançado no ano de 2007. Virgil Donati compôs praticamente todas as músicas deste disco. Novamente a sonoridade da banda abrange uma enorme variedade de estilos, sendo que os principais são o rock/metal progressivo e o jazz fusion.

Não se deixe enganar pelo título da primeira faixa (Alien Hip-Hop), pois esta não possúi absolutamente nada de hip-hop. Se trata de uma música bastante progressiva, com orquestrações e várias alterações de tempo proporcionadas pelo baterista Virgil Donati. Os elementos do jazz fusion estão bastante presentes, principalmente em Desert Girl e The Thinking Stone, pois elas contam com a ilustre participação de Allan Holdsworth, um dos maiores guitarristas do gênero. Derek Sherinian executa ótimos solos em seu teclado além de utilizar uma grande variedade de timbres, dando mais textura às canções.

Quantum acaba sendo outro álbum com sonoridade única do Planet X. Ótima pedida para fãs da música progressiva e instrumental.


Tracklist:
1. Alien Hip-Hop
2. Desert Girl
3. Matrix Gate 
4. The Thinking Stone
5. Space Foam
6. Poland
7. Snuff
8. Kingdom Of Dreams
9. Quantum Factor
__________________________________________
Para ter acesso ao link de download é necessário estar cadastrado no Forum Metal Is The Law, se você ainda não se registrou clique aqui. 
 

sábado, 18 de dezembro de 2010

Os Melhores Discos de 2010 - Parte 1

Está chegando o final do ano, todos admiradores da música estão fazendo sua lista de melhores do ano, e nós decidimos fazer as nossas. Levamos umas duas ou três semanas para reouvir os discos que mais chamaram a nossa atenção e ouvir algumas novas descobertas.
Não fiquei muito contente com a minha lista, tive que deixar muitos nomes de fora, mas é isso aí, se fosse escolher dez discos desse ano pra comprar, seriam estes. Não deixe de opinar, não importa se você concorda comigo ou não.
Lista elaborada por Gabriel Albuquerque


10º) At The Edge Of Time - Blind Guardian
Sempre recebi muitas recomendações do Blind Guardian, mas nunca dei bola. No fim do ano, quando me bateu uma louca vontade de ouvir os lançamentos do ano, conferi esse disco. Percebi que era diferente do que pensei logo na primeira faixa: algumas orquestrações, solos arrepiantes e refrões colantes.
9º) I Fell Like Playing - Ron Wood
É a primeira vez que ouço um disco solo de Ron Wood, e achei um dos melhores do ano, muito simples. Fato é que o disco é tão descontraído, que é excelente, seja com um reggae, um blues ou um Rockão carregado.
8º) To The One - John McLaughlin & The 4th Dimension
Só vim saber que o guitarrista dessa última lançou um disco esse ano após ler a resenha postada por outro redator aqui no blog. É bom saber que John ainda é certeiro, com solos geniais e sempre acompanhado de bons músicos.
7º) Poetry For The Poisoned - Kamelot
Assim como o Blind Guardian, eu não conhecia a banda, e é totalmente diferente do que eu pensei. Gostei muito do estilo mais melódico do vocal e os solos de guitarra, que não são só rápidos, podem trazer 'feeling´', como em If Tomorrow Came.
6º) Innerspeaker - Tame Impala
Pela capa, é esperado uma psicodelia imensa, mas não é bem assim. O power trio é psicodélico sim, mas é um pouco mais limpo, algo como Cream. O seu instrumental é bem estudado, e ao mesmo tempo espontâneo. Simples, mas arrebatador.
5º) Wilderness Heart - Black Mountain

Um disco cheio de melodia, que encanta e prende o ouvinte com vocais femininos e masculinos se alternando. Baladas cativantes, levadas num violão limpo e conquistador e outras calcadas num Southern Rock intinerante. Agrada sem fazer muito esforço.

4º) Black Country - Black Country Communion

O melhor supergrupo da década! Não esperava ser tão bom, já que não conhecia uma música de Joe Bonamassa, e geralmente, os filhos de astros da música não honram o sobrenome. Mas só a primeira faixa deixa qualquer um de queixo caído. Hardão frenético e bem estruturado. Imperdível.

3º) Dirty Side Down - Widespread Panic

Southern Rock da década de 1970 com um forro mais atual, além de toques Country. Isso é, basicamente, o som do Widespread, que sabe ser delicado e forte. Impossível não gostar!

2º) Blood Of The Nations - Accept
Uma banda que estava apagada volta com tudo, e sem o seu principal componente, Eu esperava um disco razoável, mas ouvi uma pérola revigorante! É a reconstrução de um clássico.
1º) Phosphene Dream - The Black Angels
O melhor disco do ano! Seu som psicodélico cortante parece ter sido gravado a 50 anos, na década de 1960! Uma banda muito próspera. A verdadeira revelação internacional do ano!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Eric Johnson - Up Close [Review]

Já se passaram cinco longos anos desde Bloom, o último álbum de estúdio do aclamado guitarrista texano, Eric Johnson. No início do mês o músico finalmente emergiu de seu estúdio com 15 novas composições que fazem parte de seu novo álbum: Up Close.

Eric Johnson sempre se mostrou um guitarrista de extremo bom gosto na hora de executar suas frases, em Up Close não é diferente, como é o caso da instrumental Gem. Na grande maioria das faixas as influências do Blues prevalecem, principalmente do guitarrista Steve Ray Vaughan. O exemplo mais óbvio é Texas que ainda conta com a participação do irmão de Steve Ray, Jimmie Vaughan.

Jimmie não é o único convidado a marcar presença no disco, Steve Miller assume os vocais em Texas, Jonny Lang em Austin, Sonny Landreth em Your Book e Malford Milligan em Brilliant Room um dos destaques do álbum. O próprio Eric Johnson também ocupa o posto de vocalista durante A Change Has Come To Me.

Instrumentalmente o foco fica na guitarra de Johnson, que acaba explorando um pouco menos estilos como o Jazz e dando mais prioridade ao Blues Rock. Os demais instrumentos acabam tendo um papel um pouco mais discreto ao longo do disco.

Em Up Close, Eric Johnson prova mais uma vez que ainda consegue surpreender seus fãs. Com seu modo de tocar sutil e inteligente ele consegue incorporar clichês do Blues em suas músicas sem perder a originalidade, obstáculo que muitos guitarristas esbarram ao se aventurarem por esse campo. Up Close talvez não se torne um dos maiores clássicos de sua carreira, porém serve como um bom acréscimo para o ótimo catálogo do músico.

Tracklist:
 1. Awaken
 2. Fatdaddy
 3. Brilliant Room
 4. Texas
 5. Gem
 6. Traverse
 7. Austin
 8. Soul Surprise
 9. On The Way
10. Arithmetic
11. The Sea And The Mountain
12. Vortexan
13. A Change Has Come To Me
14. Change (Revisited)
15. Your Book
___________________________________________
Não deixe de participar do Forum Metal Is The Law para debater sobre Eric Johnson e tudo relacionado ao rock, jazz, blues e heavy metal em geral.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Wilderness Heart - Black Mountain [Review]




Black Mountain é uma banda canadense formada em 2004. A banda se originou de um projeto paralelo entre vários integrantes de bandas participantes do movimento Black Mountain Army, que envolve várias formas de expressão artística e outras bandas de menor expressão como Pink Mountaintops, Jerk With the Bomb e Lightning Dust, entre outras.

Wilderness Heart é o terceiro álbum de estúdio da banda e assim como seus antecessores mantém toda a psicodelia aliada ao folk, já característica da banda. Dessa vez, entretanto, trouxeram o valioso acréscimo de uma sonoridade mais heavy, como se pode constatar na rápida Let Spirits Ride, nos riffs e solos arrojados de Stephen McBean (vocais/guitarra) em Roller Coaster, onde também se percebe toda a qualidade vocal de Amber Webber (vocais/violões), e na faixa que dá nome ao álbum, Wilderness Heart.

The Hair Song, faixa de abertura do álbum, com uma forte levada de violão e uma guitarra distorcida, aliadas a cozinha barulhenta de Joshua Wells (bateria) e Matt Camirand (baixo), nos remete aos bons ares setentistas, mas sem perder a originalidade.

Outra composição de destaque é Old Fangs, onde os teclados de Jeremy Schmidt, que se fazem presentes em todo álbum como parte fundamental das faixas, produzem uma atmosfera lisérgica e bela.

Em Radiant Hearts e Sadie, a face melódica do quinteto fica mais evidente, assim como em The Way to Gone e The Space of Your Mind, o lado folk é apresentado, com o domínio de violões.

Com Wildernes Heart o Black Mountain desponta na cena underground. Sua proposta de agregar a psicodelia, o que há de melhor na música, a torna uma das melhores bandas produzidas na presente década e grande aposta para os próximos anos. Não deixe de ouvir.

Abaixo você encontra o download para esse álbum, para ter acesso ao link é preciso estar cadastrado no fórum Metal is the Law, clicando aqui.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Phosphene Dream - The Black Angels [Review]

The Black Angels é uma banda norte americana, do Texas para ser mais preciso. Só de olhar para capa de Phosphene Dream, ao lado, você já sabe. Essa banda é diferente. Não é o Country, estilo que domina a região desde seu surgimento, na décade de 1940.

As influências da banda são nítidas. Bandas de Rock psicodélico de 1967. Entre elas, 13 Floor Elevators e Velvet Underground; tanto que o nome da banda foi retirado de uma canção deste último, a clássica The Black Angel Death Song. O logo da banda também é inspirado no VU. É uma imagem em efeito negativo da atriz alemã ninfomaníaca, Nico, que foi integrante do Velvet Underground e depois aventurou-se numa carreira solo.

Phosphene Dream é o primeiro disco da banda sem Jennifer Raines, que tocava máquina de drome e teclados; sendo substiuída pelo multi instrumentista Alex Maas. Essa mudança não afetou o grupo, que teve o seu segundo disco na posição 50º do top 200 da Bilboard. O que é muito, considerando o tipo de música que a banda faz.

O álbum soa aspero e ruidoso (lembre das influências da banda). Inversões nas velocidades do andamento são constante, tendo como exemplo mais simbólico a faixa inicial Bad Vibrations. O disco é 100% dissonante. Haunting at 1300 McKinley, River Of Blood e Entrance Song são, talvez, os maiores expoentes nesse aspecto. True Believers é o tema mais alucinógeno do disco, com instrumentos incomuns a música da década atual, a faixa traz uma sensação quase que indescritível, ousaria dizer que é capaz de lhe deixar num estado de extase, um transe. Algumas canções calçadas no Rock não tão experimental também marcam presença, como Thelephone, onde a guitarra arrebatadora ganha seu espaço e Sunday Afternoon, uma resposta frenética a bonitinha Sunday Morning, do já citado, Velvet Undergound.

Mesmo sendo enraizado na segunda metade da década de 1960, a banda tem vida própria. Phosphene Dream é um rígido e bem trabalhado. Seu trabalho é competente, sem transformar-se em mais uma cópia saudosista. Espero, anciosamente, por mais lançamentos desse quinteto junkie, de som sujo que sabe experimentar e ousar como os maiores conjuntos do estilo, na década mais importante do Rock.

Para você não perder tempo procurando, deixo o link do download, mas lembre-se, é necessário ser cadastrado no fórum Metal Is The Law. Aproveite e participe do fórum debatendo sobre bandas e disos de Rock, Metal, Jazz e Blues!

Download


Tracklist:


1. Bad Vibrations
2. Haunting at 1300 McKinley
3. Yellow Elevator #2
4. Sunday Afternoon
5. River of Blood
6. Entrance Song
7. Phosphene Dream
8. True Believers
9. Telephone
10. The Sniper

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Álbum da Semana: The Southern Harmony And Musical Companion - The Black Crowes


Uma das bandas que despontaram nos anos 90, o The Black Crowes não apresenta a popularidade merecida, principalmente aqui no Brasil. Após lançar o seu debut álbum, Shake Your Money Maker, em 1990, a banda dois anos depois alcançou rapidamente maior sucesso e reconhecimento com The Southern Harmony And Musical Companion, tendo músicas como "Remedy" sendo tocadas frequentemente na MTV.

Por falar em "Remedy", essa e "Sting Me" iniciam com muita categoria, músicas que viraram singles e são os principais hits. Elas apresentam um ritmo forte que faz uma mistura de hard rock e blues. As duas próximas são baladas: a leve "Thorn In My Pride" e a chorosa "Bad Luck Blue Eyes Goodbye", com belos acompanhamentos do piano de Eddie Harsch e vocais femininos ao fundo, ambas com excelente performance do vocalista Chris Robinson.

É perceptível a influência de bandas como Led Zeppelin, Rolling Stones, The Allman Brothers Band e até ZZ Top. Porém os músicos conseguiram fazer um som autêntico que engloba de hard rock, blues a southern rock. O resultado se refletiu em músicas muito interessantes e com originalidade.

Continuando o disco, temos "Sometimes Salvation", que possui riff e solo bons. Ela vai ficando, a partir do solo, cada vez mais alucinante, terminando com vocais "enlouquecidos". Em seguida vem a southern "Hotel Illness".

A parte final conta com "Black Moon Creeping", uma das melhores do álbum, e a frenética "No Speak, No Slave". Finalizamos com "My Morning Song" com uma das melhores performances dos guitarristas Rich Robinson e Marc Ford, mostrando um riff pesado e ótimos solos, e o digno cover de Bob Marley "Time Will Tell".

The Black Crowes é uma excelente pedida para quem quer ouvir um bom rock saudosista dos anos 60 e 70, mas com um toque moderno e jovem dos anos 90. Ouça agora mesmo esse excelente trabalho marcado na história da música.


Tracklist:

Sting Me
Remedy
Thorn In My Pride
Bad Luck Blue Eyes Goodbye
Sometimes Salvation
Hotel Illness
Black Moon Creeping
No Speak, No Slave
My Morning Song
Time Will Tell


_____________________________________________________
Comente sobre The Black Crowes e outras bandas no fórum. Para se cadastrar, clique AQUI.
Não se esqueça também de se tornar seguidor do nosso blog!

domingo, 12 de dezembro de 2010

John McLaughlin & The 4th Dimension - To The One [Review]



Em 2007 o famoso guitarrista John McLaughlin formou seu mais novo quarteto de Jazz, chamado The 4th Dimension. O grupo chegou a lançar alguns materiais, porém todos se tratavam gravações ao vivo. Somente este ano foi lançado o primeiro álbum a registrar toda a arte do grupo em estúdio, intitulado To The One.

McLaughlin citou o álbum A Love Supreme, de John Coltrane, como a principal fonte de inspiração para To The One. Provavelmente o álbum After Rain veio à cabeça de muitos por já conter um tributo de McLaughlin à Coltrane, porém em After Rain as influências estavam muito mais diretas, em To The One tudo é feito de uma maneira mais individual e ainda mais apaixonada.

São ao todo seis músicas que resultam em cerca de 40 minutos de duração, assim como um velho disco de vinil. As canções funcionam bastante em cima das estruturas modais de Coltrane dando mais complexidade rítmica e harmônica, sempre com McLaughlin abusando novamente de seu rápido fraseado e da capacidade de criar excelentes e profundas melodias ampliando ainda mais as áreas musicais abrangidas. A parte rítmica é formidável com Mark Mondesir (baterista principal) roubando a cena em alguns momentos e o estreante baixista camaronês, Etienne M'Bappé, se mostrando bastante competende e maduro criando grooves de jazz-funk perfeitos para a improvisação de John McLaughlin. Gary Husband ainda executa ótimos solos de piano e também atua como baterista/percussionista adicional em algumas faixas e como baterista principal nas duas últimas.

Graças à enorme capacidade musical e química entre os músicos, além é claro da influência musical e espiritual de Coltrane que McLaughlin tanto atribui à este trabalho, To The One é um dos trabalhos mais significantes do guitarrista nos últimos anos, podendo sem medo ser apontado como o melhor álbum do músico na última década. Altamente recomendado!

Tracklist:
1. Discovery
2. Special Beings
3. The Fine Line
4. Lost And Found
5. Recovery
6. To The One
_________________________________
Não deixe de participar do Forum Metal Is The Law para debater sobre tudo relacionado ao rock, jazz, blues e heavy metal em geral.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Valleys Of Neptune - Jimi Hendrix [Review]

Jimi Hendrix é, sem dúvidas, um dos maiores músicos de todos os tempos. Em 27 anos de vida, lançou 3 discos de estúdio e foi ídolo de toda uma geração. O guitarrista se foi em setembro de 1970. Seu corpo não está mais entre nós, mas Hendrix compunha tantas músicas e participava de tantos shows, que até hoje, mais de 40 anos após a sua morte, ainda há material ainda não publicado do artista.

Depois de sua morte, muitos bootlegs de baxíssima qualidade sonora foram lançados. Depois de alguns anos, a família do músico conseguiu obter o controle sobre a obra de Hendrix, e lançou discos póstumos excelente, como o First Rays Of The Rising Sun.

Esse ano, a empresa que controla a música de Hendrix, chefiada pelo seu pai Al e sua meia irmã Janie Hendrix, fechou um contrato com a Sony Music, que consta com o relançamento dos 3 discos do Jimi Hendrix Experience em CD digipack mais um mini documentário em DVD e venda das músicas e discos do guitarrista pelo Itunes, em formato digital, para se criar o jogo de vídeo game Rockband do artista. Além disso, o lançamento de Valleys Of Neptune

O álbum não traz nenhuma música realmente inédita. Muitas estavam em qualidade baixa, em bootlegs como o já foram citados, outras são versões alternativas de músicas já conhecidas entre admiradores e fãs de Hendrix, como Stone Free, com um solo alternativo e backing vocals um pouco diferente da versão original e Fire, com algumas conduções e viradas diferentes que onde o talento de Mitch Mitchell transborda ainda mais.

Desenho original de Valleys Of Neptune por Jimi Hendrix. Note que ela está no fundo da capa azul que foi lançada.

O blues presente no disco se sobresai em faixas como Red House, a apocalítica Bleeding Heart, Lover Man, a instrumental cheia de mudanças de andamento, Crying Blue Rain, que encerra o álbum e na assombrosa Hear My Train´ A  Comin´, com um solo pesado e agressivo do guitarrista. Outra música assombrosa é Sunshine Of Your Love, que difere da original do Cream por ser instrumental, e com um pequeno improviso do meio para o fim, uma das especialidades de Jimi. 

A faixa título inicia-se com uma condução na bateria de Mitchell, dando um aspecto ambiental a canção, que segue com a voz e guitarra de Hendrix cobrindo tudo, aliado de constantes golpes no baixo de Noel Reading. Um rock de harmonia e refrão fácil, assim como Mr. Bad Luck. 

Valleys Of Neptune não traz nenhum material inédito. Mas sua qualidade sonora é soberba. Versões geniais, solos arrebatadores e improvisos que nos remetem aos shows do festival de Woodstock e Monterrey Pop Festival. A memória de Jimi Hendrix cresce com discos bem tratados como esse. Ainda existe muito material do guitarrista. Espero que eles sejam lançados com o mesmo cuidado desse lançamento. Refinamento é essencial para a obra do maior guitarrista do rock. 


Tracklist:


1. Stone Free
2. Valleys of Neptune
3. Bleeding Heart
4. Hear My Train A Comin
5. Mr. Bad Luck
6. Sunshine of Your Love
7. Lover Man
8. Ships Passing Trought the Night
9. Fire
10. Red House
11. Lullaby for the Summer
12. Crying the Blue Rain

Jeff Beck - Emotion & Commotion [Review]


Jeff Beck esteve recentemente no Brasil para divulgar seu mais novo álbum de estúdio, “Emotion & Commotion”. Diferentemente de seus predecessores: Who Else! (1999), You Had It Coming (2001) e Jeff (2003), o álbum não soa experimental e tão pouco sofre interferência de música eletrônica. O que vemos é um álbum diversificado, alternando entre música clássica (com um apoio de uma orquestra de 64 músicos), blues e jazz, apresenta algumas versões e outras inéditas.


Além de Tal Wilkenfeld (baixo), Vinnie Colaiuta (bateria) e Jason Rebello (teclados), Beck contou com três vocalistas Imelda May, Olivia Safe e a excepcional Joss Stone, que canta nas faixas mais blueseiras, aliás, faixas essas que são os destaques do álbum.


"Somewhere Over the Rainbow” e “Nessun Dorma”,apesar de já terem certo renome, não surtiram efeito no álbum. Já “Corpus Christi Carol” (presente nos shows) “Never Alone” e “Serene”, mesmo com melodias mais sutis, conseguem encontrar um diferencial e se destacar.

“I Put A Spell On You” e a caótica “There’s No Other Me”, ambas com Joss Stone nos vocais, são os destaques do álbum, como já dito anteriormente. “Hammerhead” (presente nos shows) também se destaca, faixa instrumetal e totalemente vigorosa.

O lançamento não chega a surpreender, mas com uma proposta mais melancólica de Beck, pode agradar, valendo a pena ouvir e admirar toda a versatilidade do mestre imposta no álbum.

01.Corpus Christi Carol
02.Hammerhead
03.Never Alone
04.Somewhere Over The Rainbow
05.I Put A Spell On You
06.Serene
07.Lilac Wine
08.Nessun Dorma
09.There’s No Other Me
10.Elegy For Dunkirk

______________________________________________

Para comentar sobre Jeff Beck e muitos outros músicos, acesse nosso fórum.

Metal Is The Law entrevista Renato, guitarrista da Absinto Muito

Os mineiros da Absinto Muito vem representando o Rock nacional na chamada ''cena underground'' e está começando a ganhar uma pequena parte do reconhecimento merecido. Depois de publicarmos uma resenha sobre o seu ótimo CD demo aqui no blog, resolvemos fazer uma pequena entrevista com a banda. Rock nacional de qualidade não pode ficar eternamente na obscuridade, certo? Acomode-se na cadeira e leia o papo que tivemos com o guitarrista da banda, Renato.

Para começar, faça uma breve descrição da banda Absinto Muito para quem ainda não a conheçe.

A banda Absinto Muito é uma banda jovem ,de Sete Lagoas (MG), que busca resgatar o bom e velho Rock´n´Roll das décadas de 60 e 70. Lançamos o nosso primeiro CD no inicio de 2010, de forma independente, e é a partir daí que a banda, após consolidar a sua formação de Power Trio, vem tentando divulgar seu trabalho de forma profissional. A banda é formada por Renato Ribeiro (guitarra) André Fonseca (Bateria), Henrique Ribeiro (Baixo) e Felipe Godoy (Vocal).


A banda passou por algumas formações diferentes. Essas mudanças refletiram no som da Absinto Muito? De que forma?

A banda passou por várias modificações até se firmar com esses quatro integrantes. Inicialmente formada por mim (Renato, guitarrista) e pelo baterista Dedé para tocar na festa de um amigo, de forma bem colegial e amadora. Dedé e Renato, que são amigos de infância, convidaram outro amigo de escola, Bruno Henrique , para integrar a banda. Nessa época a banda ainda não tinha nome. Bruno foi logo afastado por falta de compromisso nos ensaios. Mais tarde, Renato, Dedé e Bruno formaram um Cover do Pink Floyd. Após esse show, o vocalista Felipe Godoy, amigo do baterista Dedé, foi chamado para a banda, assim como uma baixista e outro guitarrista. A banda no principio tocava musicas mais simples e alguns pops, mais dentro da capacidade de seus integrantes. A baixista mais tarde teve de sair e meu irmão mais velho, Henrique, que também era guitarrista e já havia tocado em diversas bandas locais, decidiu entrar em seu lugar. Depois o guitarra base também foi retirado da banda, decidindo-se assim pela formação de um power trio. Todas essas mudanças de formação tiveram grande influência na banda ,que ao longo desse ano também amadureceu os seus gostos musicais e as suas diretrizes. A mudança de influências não foi tanto pela mudança de integrantes, já que normalmente quem tomava as decisões sempre fomos principalmente eu (Renato) e o baterista (Dedé). As maiores mudanças foram a troca de baixistas, pois a diferença técnica e musical entre os dois era gritante, e a retirada de um guitarrista, decidindo-se peloaformação de Power Trio. Após mais de um ano de "laboratório" a banda concretizou-se e estava pronta para tentar mostrar sua música.


CD Demo da Absinto Muito na sessão cultural do jornal Estado de Minas

Qual foi o momento mais gratificante na carreira da banda?

Foram vários os momentos gratificantes, mas eu poderia citar 3 que foram especiais para a banda: o nosso primeiro show após a gravação do CD, que foi também o primeiro show com cachê. Foi em Janeiro ,no Opinião PUB; a casa de shows estava lotada e foi muito gratificante a reação do público à nossa música : nos sentirmos uma banda de verdade. O segundo foi o show de lançamento oficial do CD em abril, onde foi gravado o nosso DVD. Fizemos um grande esforço para que aquela noite acontecesse, com produção totalmente nossa, e foi muito bom tocar para tantas pessoas e ver o entusiasmo da galera. E o terceiro foi agora em agosto, quando o nosso CD foi indicado pelo jornalista e crítico musical Kiko Ferreira, no jornal Estado de Minas. Ficamos muito felizes ao nos depararmos com uma opinião positiva de uma pessoa que não conhecíamos, e nem sabíamos como o nosso CD havia ido parar em suas mãos, sendo o único trabalho independente citado na coluna. Foi muito bom saber que ele tinha gostado do CD e que somente pela nossa música conseguimos aparecer ao lado de bandas que pagaram para serem divulgadas naquele espaço. Foi uma supresa muito gratificante e que nos fez acreditar que é possivel chegar lá através apenas da música , sem precisar de padrinhos.

Como foi o processo de gravação do CD demo? Algum membro da banda tinha experiência com estúdios de gravação?

A gravação do Cd foi feita num estúdio improvisado no fundo da nossa casa (Renato e Henrique). Foi comprada uma placa de som Fast-Track M-Audio, a mais simples e barata possivel e eu e o baterista fizemos um curso básico de gravação com o Protools. A gravação foi feita de forma totalmente independente ,da forma como foi possivel. Nas férias de fim de ano de 2009 eu (Renato), o baterista (Dedé) e meu irmão (o baixista Henrique) passamos uma semana virando noites, trancados no estudio, gravando as músicas que já haviam sido criadas ao longo do ano e repensando algumas partes delas. O letrista e vocalista Felipe Godoy veio um dia para gravar a voz principal. Ficamos alguns dias com um sistema de edição montado na sala de casa e, madrugadas a dentro, terminamos o CD e iniciamos nós mesmos a fazer as cópias. A arte da capa também já havia sido criada por mim e pelo Dedé. O CD foi feito de forma totalmente caseira por nós mesmos; até mesmo a embalagem do CD foi feita pela banda. O processo de gravação foi extremamente exaustivo, mas também muito gratificante poder olhar para o CD e saber que foi você quem fez aquilo acontecer.


A Absinto Muito também tem um DVD gravado. Fale um pouco sobre ele.

A gravação do DVD foi feita no show de lançamento oficial do CD, no anfiteatro do Museu Nhô Quim Drumond, o único espaço público para esse tipo de manifestação em Sete Lagoas. O Show foi totalmente organizado pela banda e o lucro com os ingressos, a venda de CDs, camisas e bebidas foi revertida para pagar a gravação do evento por uma empresa local . A intenção era ter um video da banda, para ser apresentado a quem quisesse contratar ou conhecer .

Os dois itens citados nas perguntas anteriores estão sendo vendidos. O pessoal que visita o blog, o orkut e o myspace da banda se interessa em comprar o material original da banda? E como uma pessoa pode adquirir esses itens?

Esses produtos estão à venda: o CD por 5 reais e o DVD por 10 reais, além de camisas da banda que custam 15 reais e podem ser visualizadas no orkut. Todos os produtos vendidos vão acompanhados de adesivos da banda. Esse material é entregue em todo o Brasil: é só entrar em contato com a banda através do orkut, do blog ou do e-mail absintomuito.rock@gmail.com

Cartaz do festival Wouldstop II

Vocês tocaram na segunda edição do Wouldstop. Como foi tocar num festival que remonta o lendário Woodstock e como foi a aceitação do público ao som da Absinto Muito?

O festival Wouldstop foi um festival idealizado pela banda Absinto Muito e quer tentar resgatar o lendário Woodsotck. Teve a sua primeira edição em 2009 de forma bem amadora no quintal de casa, mas já com um bom número de bandas e um bom público, e agora em 2010 realizamos a segunda edição desse festival , com um caráter mais profisssional, em um ambiente maior e com um maior público . Pretendemos manter esse festival todos os anos em Sete Lagoas e lutar para que ele cresça a cada vez, preservando seu ideal inicial . Idealizado por mim e pelo Dedé , tem um nome que remete ao festival de Woodstock e ao mesmo tempo quer dizer algo: "Wouldstop, but will not" (iria parar, mas não vai). É esse o ideal do festival, não deixar que o rock morra nunca .A experiência de ter criado esse festival e chegado à sua segunda edição foi muito boa; a apresentação foi ótima e com grande aceitação do público.

Fotos de alguns shows mostram um público jovem, predominantemente pré-adolescente. Qual a sensação de tocar para um público que, geralmente, não conhece ou não está acostumado com o Rock? E qual a sensação deles ao ouvir esse tipo de música?

Nós, realmente, além de alcançarmos um público mais velho, que gosta de relembrar os seus velhos tempos, atingimos um público mais novo, principalmente abaixo dos 15 anos. É muito bom tocar para esse tipo de público que ainda tem uma mente aberta e não foi tão influenciado pela midia. Essa nova geração, que não teve nenhum grande expoente desde que eles escutam música , sente falta de um som significativo como o rock . Nós procuramos não deixar que eles se percam e tentamos criar uma geração com um novo entendimento da música , que conheça e aprecie o Rock´n´Roll. Essse público jovem é um público muito bom para se apresentar, pois eles são muito animados nos shows e nos olham como exemplos. Boa parte desses pré-adolescentes que vão aos nossos shows, fazem agora aula de algum instrumento e curtem uma boa música.

Em visita ao blog da banda, percebi que vocês gostam de bandas de progressivo, como Yes e Pink Floyd. Vocês já pensaram em fazer músicas baseadas nesse estilo, com músicas mais longas e arranjos mais complexos?

Nós, realmente, além de alcançarmos um público mais velho, que gosta de relembrar os seus velhos tempos, atingimos um público mais novo, principalmente abaixo dos 15 anos. É muito bom tocar para esse tipo de público que ainda tem uma mente aberta e não foi tão influenciado pela midia. Essa nova geração, que não teve nenhum grande expoente desde que eles escutam música , sente falta de um som significativo como o rock . Nós procuramos não deixar que eles se percam e tentamos criar uma geração com um novo entendimento da música , que conheça e aprecie o Rock´n´Roll. Essse público jovem é um público muito bom para se apresentar, pois eles são muito animados nos shows e nos olham como exemplos. Boa parte desses pré-adolescentes que vão aos nossos shows, fazem agora aula de algum instrumento e curtem uma boa música.

A Absinto abriu o show da banda Hóri. Sabemos que isso é uma boa chance para mostrar suas músicas para um público relativamente grande; mas alguns fãs de Rock são muito radicais, extremistas e cabeça fechada. Vocês receberam algum tipo de crítica do tipo ''estão se vendendo''?

Recebemos muitas criticas quando aceitamos o convite para abrir o show da Hóri, mas também muitos cumprimentos de pessoas que viam que esse show seria uma oportunidade e que não cabia a nós julgarmos a qualidade da banda para a qual estávamos abrindo. Chegamos até a comentar que não gostávamos muito da banda com o produtor do show, o que o irritou e quase nos fez ser desconvidados da abertura. É dificil lidar com a radicalidade de alguns fãs de rock, mas nós sabíamos da nossa intenção de divulgação e sabemos que nunca vamos mudar o nosso estilo de ser e de tocar para atingir o sucesso, o que , aí sim , para mim seria se vender. Mas abrir um show para uma banda pop como a Hóri, vejo como uma grande oportunidade de conquistar fãs e tentar influenciar a juventude que, levada pela midia, vai a esses shows. Infelizmente, o show não aconteceu por falta de público.


Em festivais e shows do circuito underground vocês devem ter contato com outras bandas. Quais merecem destaque?

Sou muito critico em relação as outras bandas, inclusive a minha própria, e raramente gosto de alguma. Mas gostaria de citar Elson da Terra e a banda de Fogo, de quem eu gosto bastante do som, a banda Vandaluz e a banda Gruvie, que tem um som bem legal e é muito amiga da Absinto Muito.

Qual é a sensação de saber que sua banda tem qualidade e poderia ser mais reconhecida em todo país, e ver o espaço do Rock sendo ocupado por atrocidades como Restart?

É um pouco incomodo ver bandas como o Restart no topo, mas conseguimos ver luz no fim do túnel . Acreditamos que o Rock ainda tem um público fiel e capacidade de voltar a fazer sucesso com músicas de qualidade, bem diferentes do que vemos agora. Esperamos poder chegar lá e resgatar o Rock´n´Roll , que parece esquecido pela midia, quem sabe daqui a algum tempo.

Obrigado pela entrevista e que a Absinto Muito se destaque no cenário nacional. Esse espaço é de vocês: mandem um recado para quem estiver lendo essa entrevista e por onde é possível acompanhar as novidades da banda.

Muito obrigado pelo espaço e pela oportunidade. Espero que quem leia goste da entrevista e da banda, e nos ajude a seguir nessa caminhada que é longa e árdua. Quem quiser acompanhar a banda, temos acesso a todos os links através do www.deouvidos.com/absintomuito, ou então pelo orkut myspace ou pelo blog. Se estiverem com preguiça, é só jogar no google. Espero que tenham gostado da entrevista e que ela tenha atingido o objetivo. Abraço. O ROCK PREVALECE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Dark Moor - Ancestral Romance [Review]

A banda espanhola de Symphonic/Power Metal, Dark Moor, está de volta com o álbum Ancestral Romance, sucessor de Autumnal lançado ano passado.

Não é novidade para ninguém que a banda explora bastante o uso de orquestrações e coros em suas músicas, em Ancestral Romance não é diferente. As letras são baseadas em fatos históricos e contos, e todas foram escritas pelo poeta espanhol Francisco José Garcia.

Gadir, a faixa de abertura, deixa uma boa primeira impressão do álbum, sendo uma das melhores do mesmo e tendo uma ótima performace do vocalista Alfred Romero. Em seguida vem o single Love From The Stone com alguns vocais femininos mantendo a qualidade do álbum.

Apartir da terceira faixa, Alaric De Marnac, a banda continua explorando o que tem de positivo e acrescentando alguns bons arranjos, porém o resultado são apenas canções mornas e não tão interessantes quanto parecem.
O disco só reencontra seu caminho com a balada Tilt At Windmills, que chega após a desnecessária e totalmente fora de contexto Just Rock. Na sequência vem a boa Canción Del Pirata cantada em espanhol antes de chegar a instrumental Ritual Fire Dance, uma versão de Danza del Fuego de Manuel de Falla.
O álbum encerra com Ah! Wretched Me que pouco acrescenta e A Music In My Soul que acaba sendo um dos destaques.

Apesar de alguns momentos de brilho e do bom equilibrio, Ancestral Romance é um álbum que pouco empolga em boa parte do tempo. Não é um disco desagradável de seu ouvir, muito pelo contrário, mas se você não é um fã vale mais a pena dar atenção para algumas outras novidades mais interessantes que tem sido lançadas ou nos álbuns mais antigos da banda.

Tracklist:
 1. Gadir
 2. Love From The Stone
 3. Alaric de Marnac
 4. Mio Cid
 5. Just Rock
 6. Tilt at Windmills
 7. Canción del Pirata
 8. Ritual Fire Dance
 9. Ah! Wretched Me
10. A Music In My Soul
__________________________________
Não deixe de participar do Forum Metal Is The Law para debater sobre Dark Moor e tudo relacionado ao rock, jazz, blues e heavy metal em geral.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Le Noise - Neil Young [Review]

A informação que Le Noise, traria Neil Young desacompanhado, sem nenhuma banda de apoio, somada a declaração do produtor Daniel Lanois, parceiro de grandes nomes como Bob Dylan, Peter Gabriel e Brian Eno, à Bilboard dizendo que o novo disco de Neil Young iria ''elevar o violão a um outro patamar''.

Contudo, entre as oito faixas que compõem o álbum, lançado em CD, Vinil e Blu-Ray (este último mostrando os bastidores da gravação), apenas duas são conduzidas no violão.

Antes de ouvir o disco, recomendo reunir todos os pensamentos que você tem sobre o músico, e jogar fora. Lembra-se dos discos cristalinos e angelicais do Crosby, Stills, Nash & Young ? Esqueça! Lembra de Harvest, On The Beach e Zuma? Isso não existe mais. O violão melancólico e uma voz tristonha perderam espaço para uma guitarra pesada e distorcida que faz jus ao nome do play: Noise. É, barulho, isso que o novo disco de Neil Young traz.

Neil Young sempre foi um grande guitarrista, e nesse disco seu instrumento ganha destaque. Apesar disso, Le Noise é um disco cansativo. A voz de Neil Young entra com alguns delays e outros efeitos de estúdio que deixam o álbum repetitivo e até chato. As três primeiras soam como uma queda livre em um abismo gigantesco e obscuro, mas surge uma corda em que podemos nos apoiar por alguns minutos, ela é Love And War, uma música linda com o violão guiando o ouvinte de forma quase que espiritual. A partir daí seguem Angry World e Hitchhiker, as melhores músicas elétricas do álbum. Essa última ganhou até um clip. A sequência continua com Peacefull Valley Boulevard, que faz a languidez retomar o controle do ambiente, e fecha o álbum com a mediana Rumblim´.

Le Noise é amargo. Difícil de digerir, ou entender. O disco teve um número rasoável de falhas que degrinem o bom projeto. É verdade que as faixas são muito melhores se ouvidas separadamente, mas nós estamos comentando a obra, e não as músicas isoladamente. É bom ver a inquietação de um artista que atingiu o topo, mas mesmo assim tem a audácia de renovar-se com algo diferente do que já fez, só é lamentável ver que Neil Young exagerou, passou do ponto e aventurou-se demais. Mesmo assim, Le Noise não é um caso perdido. As guitarras são bem trabalhadas e os andamentos lentos são intrigantes. O que o danificou foi o excesso de produção para parecer sem produção, derrubando músicas que poderiam ser muito boas.

Mesmo assim, é Neil Young, o tiozão do Rock e do Folk. Le Noise melhora um pouco a cada audição e as músicas parecem tomar forma ao gosto dos fãs.


Tracklist

1. Walk With Me
2. Sign Of Love
3. Someone´s Gonna Rescue You
4. Love And War
5. Angry World
6. Hitchhiker
7. Peacefull Valley Boullevard
8. Rumblin´

Álbum da Semana: Dirt Box - Blackwater Park

Blackwater Park foi uma banda alemã de hard/prog rock formada na década de 1970, e é mais uma daquelas "bandas de um disco só". E literalmente, a banda tem apenas um disco lançado, Dirt Box, de 1972. Assim que se ouve esse álbum, a primeira coisa que vem à cabeça é o quanto é difícil imaginar o motivo que fez essa banda gravar apenas um álbum, e também o motivo dele não ter alcançado a popularidade que poderia ter, tamanha a qualidade e brilho do seu trabalho.

O som da banda - que era formada pelo inglês Ritchie Routledge (vocal) e pelos alemães Michael Fechner (guitarra), Andreas "Scholli" Scholz (baixo e teclados), Norbert Kagelmann (bateria) e Wolfgang Rumler (guitarra) - é mais voltado para o hard rock, um "heavy blues", dando mais ênfase para as guitarras, com riffs marcantes, mas também conta com belas passagens de hammonds, mas nada exagerado ou com muita pomposidade, e conta com um vocalista que diferencia-se um pouco do das bandas contemporâneas, pelo seu timbre de voz mais grave e bonito. Tudo aliado a muito virtuosismo e bastante entrosamento.

O disco tem 7 faixas, todas com altíssima qualidade, mas os destaques vão para Mental Block, que tem uma introdução de teclado e guitarra que lembra um pouco o som do Atomic Rooster; Roundabout, que não é um cover do Yes, mas também é excelente, com um riff de guitarra que fica na cabeça; Indian Summer, que mostra o entrosamento da banda, é bem pesada e tem um toque psicodélico; Rock Song que é a melhor faixa do disco e pode até ser considerada um dos clássicos do estilo, tem solos de guitarra excelentes e passeia por vários estilos, mostrando todo o virtuosismo da banda, com passagens que lembram desde Black Sabbath a até o psicodelismo do final dos anos 60. E também tem um cover dos Beatles, For No One, que foi completamente adaptada ao som da banda. A canção, que era uma balada com destaque no piano, se tranformou num hard rock puro, muito mais pesada e forte, realmente um ótimo cover e bastante original.

O disco tem uma qualidade muito acima da média das bandas da época, é triste que a banda tenha lançado apenas um disco. Quem ouve esse álbum fica com a certeza que a banda tinha uma boa carreira para seguir. Pra quem gosta de um bom hard rock progressivo, é indispensável dar uma conferida neste disco.

Tracklist:

1 - Mental Block
2 - Roundabout
3 - One's Life
4 - Indian Summer
5 - Dirty Face
6 - Rock Song
7 - For No One

DOWNLOAD


Para baixar este discaço, tem que ser cadastrado no Forum Metal Is The Law. Registre-se e, além de baixar o disco, poderá debater sobre rock, jazz blues e heavy metal em geral.

30 anos sem John Lennon


Por Gabriel Albuquerque

8 de dezembro de 1980. Cinco tiros são disparados na frente do edifício Dakota, em Nova York. Quatro atingiram John Lennon, e a cena tornou-se um marco na cultura pop. A comoção popular foi enorme, só sendo comparada aos óbitos de Elvis Presley e Michael Jackson.

Lennon era o mais polêmico dos Beatles. Tinha um humor ácido e piadas sarcásticas sempre na ponta da língua. Um dia disse que ''se a juventude continuasse do jeito que estava, os Beatles seriam mais famosos do que Jesus Cristo''! Obviamente, ninguém entendeu a crítica e John foi odiado pelos mais ortodoxos.
Nos Beatles Lennon era o principal letrista e líder do grupo durante a sua primeira fase, a tal ''fase Iê Iê Iê'', ou Yeah Yeah Yeah, se preferirem. A partir do disco Revolver, Paul passou a comandar o Fab Four, mas Lennon não tornou-se obsoleto e compôs obras como A Day In The Life, Stranberry Fields Forever e o hino All You Need Is Love.

Em 1962, John se casou com Cynthia Powell, com quem teve o seu primeiro filho, Julian Lennon, que seguiu o caminho do pai e tornou-se músico, obviamente, sem o mesmo brilhantismo e genialidade. Durante uma viagem de Cynthia, John conheceu a artista plástica Yoko Ono em uma exposição de arte da japonesa que o próprio Lennon teria financiado. John pediu o divórcio e casou-se com Yoko.

Lennon começou a levar sua esposa as gravações dos Beatles, onde o clima já estava pesado, e as brigas aumentara com a presença de uma estranha no ninho. George e Paul não gostavam de Yoko, e a imprensa e os fãs muito menos. Essa tensão teve como cume a separação dos Beatles em 1970, após o meloso e pausterizado (mas nem por isso, ruim) Let It Be. Hoje em dia, muitos culpam Yoko Ono pelo término dos Beatles, e a própria alega ter servido de bode expiatório para algo que iria acontecer em breve.

Durante a carreira solo, John seguiu um lado mais ativista e social, provavelmente, influenciado pela parceira. No seu primeiro disco, Two Virgins, de 1968, em que Lennon e Yoko aparecem nus na capa do disco, cujo lançamento foi negado pela EMI, sendo feito por duas gravadoras independentes e adquirindo o status de peça de colecionar, ainda inédito em alguns países, inclusive o Brasil. Fez vários protestos, como o Bed In. Logo após a sua lua de mel. Ele disse em que quarto e que hotel estariam e que as portas estariam abertas. Obviamente, os repórteres correram para lá, e não viram o que esperavam. O casal não estava fazendo sexo, mas sim protestando, esse foi o Bed In.


John e Yoko no Bed In: ''Fique na cama e deixe o cabelo e barba crescerem''

O primeiro disco após o fim dos Beatles é, para mim, o melhor de sua carreira: Plastic Ono Band, com participações de músicos dos Yardbirds, The Who, Eric Clapton e Alan White, futuro baterista do Yes. o álbum foi produzido pelo lendário Phil Spector, que já tinha produzido o Let It Be.
Depois de Plastic Ono Band, foi lançado Imagine, que colocaria o músico no topo do mundo com a sua música título, um hino da paz, e a ofensa direta a Paul McCartney em Who Do You Sleep?


John e Sean Lennon: ''a fase babá''

John lançou mais um disco por ano durante quatro anos, mas essa sequência foi interrompida pelo nascimento de Julian Lennon, seu segundo filho. Lennon decidiu ficar em casa, cuidando de seu filho, e assim o fez durante cinco longos anos.


O último disco de John

Depois da sua ''fase babá'', Lennon volta aos estúdios e lança Double Fantasy, o seu último disco. Um mês depois, John Lennon sai de seu prédio, dá um autógrafo (este disco autografado é, hoje, um dos discos mais caros do mundo) para seu futuro assasino. John é atencioso e carismático com ele. A noite, o músico retorna, e é baleado por Mark Chapman. Este, por sua vez, era fã de John Lennon. A sua fixação pelo ex-Beatle o fez casar-se com uma japonesa mais velha, assim como Yoko Ono, e assinar, algumas vezes, como John Lennon, ao invés de seu próprio nome.

Chapman pensava que Lennon era hipócrita, cantando músicas como Give Peace A Chance, Power To The People, Imagine e Working Class Hero e morando em um prédio de luxo, como o Dakota. Alegava que Lennon tinha aderido a sociedade de consumo que tanto criticava.

Após os disparos, Chapman não correu. Ficou parado com o revólver e o livro O apanhador no campo de centeio em suas mãos e declarou-se culpado. Mark Chapman foi preso e sentenciado com prisão perpétua. O assasino se diz arrependido, mas que não pediria perdão porque sabia dos danos que causou. Entretanto, em 2000 ele pediu a liberdade, que foi negada. Esse ano, Mark fez seu sexto pedido, mas uma vez, negado.

Pouca gente sabe, mas Mark Chapman adimitiu que também pretendia assasinar o gênio David Bowie. Bowie estava em turnê numa peça teatral, e sabia que na primeira fileira, John e Yoko estariam lá. No dia do espetáculo, as duas cadeiras estavam vazia, além de outra, que descobriram que seria ocupada por Chapman.

O assasinato de John Lennon foi marcante. Hoje, temos uma dúzia de filmes e livros que narram o episódio. Indico o Chapter 27, que fala do assasinato na visão de Mark Chapman.

O museu de John Lennon, no japão fechará suas portas em setembro do mês ano que vem, segundo Yoko Ono. Ela disse que o destino de John é mover-se por todo o mundo. O museu nao deve transformar-se em tumba, do contrário, perderia seu espírito.
''Após dez anos aqui, o espírito de John deve seguir em frente e em busca de um próximo lugar.'' Esperamos assim, que o museu do músico apenas mude de endereço, mas que não seja deletado.

A morte do herói da classe operária destruiu o sonho dos fãs de volta dos Beatles. Mas o interesse no Fab Four continua até hoje. O recente jogo de vídeo game The Beatles Rock Band, em conjunto com os shows de Paul McCartney no Brasil e os relançamentos dos discos de John Lennon mantém vivo o interesse e o gosto popular na banda inglesa, que conquista fãs mais jovens a cada dia.

Não deixe de acessar o fórum Metal Is The Law para debater sobre a vida e a obra de John Lennon!!!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sodom - In War And Pieces [Resenha]

Na ativa desde o início da década de 80, o Sodom é um dos veteranos do Thrash Metal alemão que nesse ano chegou ao seu décimo-terceiro álbum de estúdio, In War And Pieces, que mostra mais uma vez que Tom Angelripper e companhia continuam fiéis ao estilo.

Tom continua o mesmo monstro de sempre, porém não se pode desprezar o papel do guitarrista Bernd "Bernemann" Kost que cria riffs e solos bastante densos e que difícilmente deixam a desejar. Riffs que em algumas seções se afastam um pouco do Thrash tradicional trazendo de leve um ar um pouco mais moderno. In War And Pieces ainda continua soando como o velho Sodom, mas isso mostra que a banda não está apenas tentando lançar uma cópia de seus álbuns mais clássicos.

São ao todo 11 faixas, um petardo atrás do outro. Músicas como Through Toxic Veins e God Bless You até chegam a enganar com suas introduções, a primeira mais melódica e cadenciada e a segunda acústica, porém não demora muito para que elas sejam engolidas pelo peso da guitarra de Bernemann.
Hellfire é uma das que mais se aproxima da sonoridade da banda durante os anos 80 assim como Knarrenheinz, com uma certa influência do Slayer. Novamente as guerras são a temática predominante nas letras.

In War And Pieces pode não ser a maior maravilha do Thrash esse ano e nem tão bom quanto álbuns como Agent Orange e M-16, mas ainda sim serve para mostrar que o Sodom continua muito à frente de algumas das várias bandas que tem surgido ultimamente no mesmo estilo. Recomendado!

Tracklist:
 1. In War And Pieces
 2. Hellfire
 3. Through Toxic Veins
 4. Nothing Counts More Than Blood
 5. Storm Raging Up
 6. Feigned Death Throes
 7. Soul Contraband
 8. God Bless You
 9. The Art of Killing Poetry
10. Knarrenheinz
11. Stryptic Parasite

_____________________________________
Não deixe de participar do Forum Metal Is The Law para debater sobre Sodom e tudo relacionado ao rock, jazz, blues e heavy metal em geral.

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More