Karina Buhr no Recife

Cantora celebra o auge com show vibrante em Recife

Entrevista: Into The Void

Em entrevista ao Metropolis Music, os americanos do Into The Void falam sobre seu novo álbum, a cena Metal da região, o processo de criação de seus clipes e muito mais

Pérola perdida

Funk, Prog e Jazz com os africanos do Demon Fuzz

Band of Skulls

"Sweet Sour apresenta o trio ainda mais flexível, partindo de canções puramente densas à composições com toda a sutileza do folk."

Leonard Cohen

"As velhas ideias deste senhor ainda são muito superiores à várias novas sensações do cenário musical."

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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Melhores Discos de 2010 - Parte 3



2010 foi um ano muito produtivo para a música.

Bandas novas apostaram em seus debuts, assim como as bandas já denominadas "clássicas", apostaram em novas sonoridades para seus recentes trabalhos. O fanatismo, pelo menos eu, tentei deixar de lado. Logicamente alguns álbuns foram omitidos e poderiam, assim como esses, estar em qualquer outra lista. Portanto, aqui estão os 10 Melhores Discos de 2010, na minha opinião. Concorda com ela, ou discorda? Não se esqueça de comentar.

Lista por Guilherme Cruz.



10º) Blood of the Nations - Accept
Álbum impecável. Na primeira audição já se tem idéia do que a banda pretendia com o álbum: retornar para ficar. Totalmente True Heavy Metal.

9º) Wilderness Heart - Black Mountain
Apostando em uma sonoridade mais heavy e construída através de melodias elaboradas por violões limpos, guitarras lisérgicas e teclados bem atmosféricos, o Black Mountain vem construindo sua própria identidade musical baseada, em partes, na nostalgia.
8º) Black Country - Black Country Communion
Entre os recentes lançamentos dos tão falados supergrupos, é do Black Country o que mais surpreende. Graças às particularidades de cada integrante - o Soul/Funk de Hughes, o Blues de Boanamassa, o apelo Progressivo de Shirinian e o Hard de Jason Bonham - aliadas a ótima produção por parte de Kevin Shirley, o álbum se torna envolvente e poderoso.

7º) Ironwood - Hogjaw
Com o segundo álbum a banda consegue transpor o status de apenas promessa. Fazendo um Southern Rock de qualidade e apesar de beber da mesma fonte de Lynyrd Skynyrd e ZZ Top, o Hogjaw consegue criar uma característica própria com os vocais de Jon Boat Jones e uma sonoridade criativa com músicas marcantes, algumas vezes puramente arrastadas, outrora verdadeiros hardões.
6º) Dirty Side Down - Widespread Panic
Nos arranjos iniciais de Saint Ex, o ouvinte já se impressiona com as delicadas melodias sendo quebradas por um trecho denso, dissonante e logo após com o retorno aos vocais sutis cantados em dueto. Widespread Panic é um álbum maravilhoso e sobretudo atemporal.
5º) The Crown of Creation - Lucifer Was
Com seu quinto álbum de estúdio, os veteranos do Lucifer Was mostram mais uma vez o que melhor sabem fazer: Rock Progressivo de qualidade. Dessa vez, uma orquestra inteira foi parar com a banda no estúdio, resultando em composições épicas e como já é de praxe, aliando o peso descomunal de guitarras e teclados a leveza dos instrumentos eruditos.
4º) Skyground - Langfinger
Hard/Heavy contemporâneo e apesar de, logicamente, se basear nas pérolas dos anos 60 e 70, não as copia, como se pode ouvir em muitos álbuns atuais. O álbum é composto de um petardo atrás do outro, todos frescos e originais. Power trio incrivelmente criativo.

3º) Aquarius - Haken

Aquarius é o debut da banda Haken. O álbum já era ansiosamente esperado e não decepcionou em nada, foi altamente elogiado pelas mídias especializadas em prog rock/metal e música em geral, fundindo perfeitamente jazz e metal. Prog complexo, virtuoso e original.

2º) Suspicious Package - Earl Greyhound
O que há de melhor no Hard, Blues e Psicodelic, com muito peso e acréscimo de sonoridades diversas, entre pequenas incursões na música latina, no folk e no experimentalismo. Esse é o som do power trio Earl Greyhound. Dosados de pura originalidade, não se parecem com nada do que anda sendo feito por aí.
1º) Itaca - The Soulbreaker Company

Apresentando grandes evoluções a cada álbum lançado, o Soulbreaker vem ganhando destaque ao incorporar novos elementos as suas composições. As melodias intensas e vibrantes deixam o instrumental passar do Prog ao Psicodélico com grande maestria, mantendo o som nostálgico e espontâneo. O melhor álbum do ano! Não deixe de ouvi-lo!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Os Melhores Discos de 2010 - Parte 1

Está chegando o final do ano, todos admiradores da música estão fazendo sua lista de melhores do ano, e nós decidimos fazer as nossas. Levamos umas duas ou três semanas para reouvir os discos que mais chamaram a nossa atenção e ouvir algumas novas descobertas.
Não fiquei muito contente com a minha lista, tive que deixar muitos nomes de fora, mas é isso aí, se fosse escolher dez discos desse ano pra comprar, seriam estes. Não deixe de opinar, não importa se você concorda comigo ou não.
Lista elaborada por Gabriel Albuquerque


10º) At The Edge Of Time - Blind Guardian
Sempre recebi muitas recomendações do Blind Guardian, mas nunca dei bola. No fim do ano, quando me bateu uma louca vontade de ouvir os lançamentos do ano, conferi esse disco. Percebi que era diferente do que pensei logo na primeira faixa: algumas orquestrações, solos arrepiantes e refrões colantes.
9º) I Fell Like Playing - Ron Wood
É a primeira vez que ouço um disco solo de Ron Wood, e achei um dos melhores do ano, muito simples. Fato é que o disco é tão descontraído, que é excelente, seja com um reggae, um blues ou um Rockão carregado.
8º) To The One - John McLaughlin & The 4th Dimension
Só vim saber que o guitarrista dessa última lançou um disco esse ano após ler a resenha postada por outro redator aqui no blog. É bom saber que John ainda é certeiro, com solos geniais e sempre acompanhado de bons músicos.
7º) Poetry For The Poisoned - Kamelot
Assim como o Blind Guardian, eu não conhecia a banda, e é totalmente diferente do que eu pensei. Gostei muito do estilo mais melódico do vocal e os solos de guitarra, que não são só rápidos, podem trazer 'feeling´', como em If Tomorrow Came.
6º) Innerspeaker - Tame Impala
Pela capa, é esperado uma psicodelia imensa, mas não é bem assim. O power trio é psicodélico sim, mas é um pouco mais limpo, algo como Cream. O seu instrumental é bem estudado, e ao mesmo tempo espontâneo. Simples, mas arrebatador.
5º) Wilderness Heart - Black Mountain

Um disco cheio de melodia, que encanta e prende o ouvinte com vocais femininos e masculinos se alternando. Baladas cativantes, levadas num violão limpo e conquistador e outras calcadas num Southern Rock intinerante. Agrada sem fazer muito esforço.

4º) Black Country - Black Country Communion

O melhor supergrupo da década! Não esperava ser tão bom, já que não conhecia uma música de Joe Bonamassa, e geralmente, os filhos de astros da música não honram o sobrenome. Mas só a primeira faixa deixa qualquer um de queixo caído. Hardão frenético e bem estruturado. Imperdível.

3º) Dirty Side Down - Widespread Panic

Southern Rock da década de 1970 com um forro mais atual, além de toques Country. Isso é, basicamente, o som do Widespread, que sabe ser delicado e forte. Impossível não gostar!

2º) Blood Of The Nations - Accept
Uma banda que estava apagada volta com tudo, e sem o seu principal componente, Eu esperava um disco razoável, mas ouvi uma pérola revigorante! É a reconstrução de um clássico.
1º) Phosphene Dream - The Black Angels
O melhor disco do ano! Seu som psicodélico cortante parece ter sido gravado a 50 anos, na década de 1960! Uma banda muito próspera. A verdadeira revelação internacional do ano!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Wilderness Heart - Black Mountain [Review]




Black Mountain é uma banda canadense formada em 2004. A banda se originou de um projeto paralelo entre vários integrantes de bandas participantes do movimento Black Mountain Army, que envolve várias formas de expressão artística e outras bandas de menor expressão como Pink Mountaintops, Jerk With the Bomb e Lightning Dust, entre outras.

Wilderness Heart é o terceiro álbum de estúdio da banda e assim como seus antecessores mantém toda a psicodelia aliada ao folk, já característica da banda. Dessa vez, entretanto, trouxeram o valioso acréscimo de uma sonoridade mais heavy, como se pode constatar na rápida Let Spirits Ride, nos riffs e solos arrojados de Stephen McBean (vocais/guitarra) em Roller Coaster, onde também se percebe toda a qualidade vocal de Amber Webber (vocais/violões), e na faixa que dá nome ao álbum, Wilderness Heart.

The Hair Song, faixa de abertura do álbum, com uma forte levada de violão e uma guitarra distorcida, aliadas a cozinha barulhenta de Joshua Wells (bateria) e Matt Camirand (baixo), nos remete aos bons ares setentistas, mas sem perder a originalidade.

Outra composição de destaque é Old Fangs, onde os teclados de Jeremy Schmidt, que se fazem presentes em todo álbum como parte fundamental das faixas, produzem uma atmosfera lisérgica e bela.

Em Radiant Hearts e Sadie, a face melódica do quinteto fica mais evidente, assim como em The Way to Gone e The Space of Your Mind, o lado folk é apresentado, com o domínio de violões.

Com Wildernes Heart o Black Mountain desponta na cena underground. Sua proposta de agregar a psicodelia, o que há de melhor na música, a torna uma das melhores bandas produzidas na presente década e grande aposta para os próximos anos. Não deixe de ouvir.

Abaixo você encontra o download para esse álbum, para ter acesso ao link é preciso estar cadastrado no fórum Metal is the Law, clicando aqui.

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