
Depois de Show No Mercy e Hell Waits (dois bons discos), a saída do Slayer da Metal Blade Records para a Def Jam preocupou os fãs, que temiam que a banda aliviasse o sem som pesado em uma gravadora que estava lançando bandas de rap como Run DMC e Beastie Boys. Mas foi justamente o oposto: naquele ano o Slayer gravou o melhor trabalho de sua carreira e definiu o som do thrash metal com apenas dez furiosos clássicos e em menos de meia hora.
Reign Blood foi a estréia de Rick Rubin na produção de um disco de rock. E que estréia! Rubin conseguiu dar voz a todos os instrumentos sem tirar o aspecto sujo e violento, e alguns boatos dizem que o eterno grito de Tom Araya em ''Angel Of Death'' foi sugestão de Rubin. "Após ouvir Reign In Blood, eu ficava dizendo que queria um som igual nos nossos discos. Nunca tinha ouvido um disco tão cristalino.", declarou Lars Ulrich, o baterista e dono do Metallica. E Kerry King completa: ''Ninguém nunca tinha ouvido uma produção tão bom disco desse estilo. Era como wow-você pode ouvir tudo, e esses caras não estão só tocando rápido; as notas estão no tempo.''
Todos os integrantes do Slayer eram fãs de hardcore rápido e seco (o que foi provado mais tarde com o disco-tributo Undisputed Attitude). Hanneman disse que o grupo andava ouvindo Metallica e Megadeth, mas que achou a repetição de riffs cansativa. Então eles perceberam que podiam cortar algumas partes das músicas e fazer um disco muito mais intenso. Quando terminaram de gravar, a banda encontrou-se com Rick Rubin, que os perguntou: ''Vocês tem noção do qual curto é?'' e os rapazes responderam: ''E daí?!''.
Capa do único single, ''Postmortem''
Em 2004 a banda fez um turnê onde tocava o na íntegra, resultando no DVD Still Reigning, prova viva de que a música crua e direta do Slayer, aperfeiçoada e ainda mais raivosa em Reign Blood com músicas curtas e explosivas que não dão trégua para o pescoço do ouvinte. Uma verdadeira revolução no modo de se fazer e de se ouvir heavy metal.



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